22 de Agosto de 2019,

Curiosidades

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Quarta-Feira, 12 de Junho de 2019, 16h:23 | Atualizado:

PAIXÃO DE ADOLESCÊNCIA

Após 40 anos, casal se reencontra e retoma namoro em MT


Gazeta Digital

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Embu das Artes, cidade localizada a menos de 30 Km da capital de São Paulo, foi o cenário de um amor de adolescência da publicitária Jane Monteiro, hoje com 53 anos, e do motorista Dili Santos, atualmente com 55 anos. Um sentimento que ganhou contornos pelo charme das ruas de paralelepípedos e construções histórias da cidadezinha – paisagens e sentimentos de roteiro de filme.

O ano era 1978. A menina estava animada e se arrumou para o seu primeiro dia de aula da 7ª série, mas não fazia a menor ideia que esse momento ficaria especialmente marcado em sua memória e em sua vida. “Quando eu o vi na escola, meu coração bateu acelerado. Éramos crianças estudamos juntos por uns 6 meses. Mas morávamos no mesmo bairro em Embu e ficamos de namorico, aquelas coisas de ficar conversando e mandando cartinhas, bilhetes”, conta ela.

Em meio à provas, livros e olhares vigilantes dos pais e professores, a relação inocente dos amigos seguiu até que Jane completasse 15 anos. 

“Então começamos a namorar. À época era outra e eu tinha uma mãe muito brava e que me proibia de namorar. Dessa forma, namorávamos escondido e o relacionamento durou alguns anos. Todas as possibilidades que eu tinha de ‘escapar’ eram para encontrá-lo”. 

A separação

Com toda a efervescência, e certa inocência, da juventude, o jovem casal era muito apaixonado um pelo outro e, mesmo escondendo os sentimentos, foi se relacionando de forma proibida, mas com intensidade.

Após três anos, quando Jane tinha 18 anos, eles se separaram e cada um seguiu seu caminho.

A menina sonhadora e apressada em viver novas experiências, se casou ainda muito jovem, aos 20 anos. Do relacionamento vieram duas das suas maiores alegrias, as filhas Isabela e Letícia. 

A família morou em diversas regiões do país, até que fixou residência em Cuiabá. Já Dili quis curtir a vida e casou bem mais tarde, aos 28 anos. Do relacionamento que durou 25 anos, veio o único filho, hoje adulto e já formado. 

Nos anos seguintes, Jane tinha vagas notícias do amor da adolescência. Dili também seguiu em busca do seu destino e pouco soube da ex-namorada. 

O reencontro 

O frio na barriga não é exclusividade de paixões adolescentes. O sentimento marcou o reencontro do casal que viveu a história de amor no passado e, após seguir rumos diferentes, acabou se cruzando novamente.

A publicitária conta que se separou aos 36 anos e que nunca mais quis se casar. Mas tinha curiosidade para saber por onde andava o amor da juventude. “Eu gosto de procurar pessoas que conheci no passado no Facebook, amigos, conhecidos, sempre com curiosidade para saber como elas estão, o que andam fazendo. E sempre o procurava, mas sem sucesso”. Até que em dezembro de 2018, em mais uma navegada pela rede social, ela o encontrou. 

“Conversamos por horas, falamos sobre nós, o que estávamos fazendo, onde morávamos, essas coisas”. Ambos solitários – ele havia se separado há dois anos e, desde então, estava morando sozinho, mas ainda na mesma região do interior de São Paulo. A partir de então eles passaram a se falar todos os dias até que resolveram se encontrar. 

Ela pegou um avião e seguiu para São Paulo para o tão esperado reencontro. “O nervosismo estava grande, mas foi mágico. Parecia que não havia se passado 40 anos desde nossa separação. O sentimento renasceu da mesma forma de quando éramos adolescentes. Forte”, afirma Jane.

Os sentimentos de ansiedade e nervosismo também foram compartilhados por Dili. “Mas no dia em que eu a vi novamente foi o mais feliz da minha vida, pois reencontrei o meu amor novamente”, declara ele, ressaltando que, desde então, formam novamente um casal apaixonado e cheio de planos.

O futuro

Morando em cidades diferentes, com distância e o tempo curto, vieram os questionamentos e a necessidade de colocar em prática os sonhos e planos que tinham no passado.

“Estamos apaixonados como no passado e descobrimos que em relação aos sentimentos mudamos bem pouco. Reconheço nele expressões, caras e movimentos que ainda me são familiares. Ele diz que o meu jeito ainda é o mesmo de lidar com as situações. Então, apesar te termos muitas coisas para descobrir um do outro, somos muito íntimos apesar do tempo”, afirma. 

De acordo com o casal, algumas questões práticas ainda precisam ser decididas, porém a certeza é de que em breve irão se casar e cuidar um do outro na velhice. 

“Queremos aproveitar a vida juntos, já que temos filhos criados e podemos nos dedicar à nossa convivência, viajar, ir ao cinema, descobrir gostos, rir e chorar juntos. E que venha um amor maduro”.

 

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