08 de Abril de 2020,

Curiosidades

A | A

Quinta-Feira, 26 de Março de 2020, 10h:52 | Atualizado:

PRAZER NA PANDEMIA

Médicos orientam sexo só com parceiros fixos

SEXO-FOLHAMAX.jpg

 

Pandemia do novo coronavírus fez o mundo criar um distanciamento social para evitar o contágio da Covid-19. Ficar longe da família, mas principalmente de seus parceiros têm sido uma preocupação para casais e até solteiros. As dúvidas surgem se é possível ser contaminado através de uma relação sexual, se beijar é estritamente proibido ou, ainda, se a masturbação pode se tornar uma aliada nesse momento de quarentena.

O EXTRA conversou com infectologistas e ginecologistas para explicar alguns questionamentos sobre a intimidade nesses tempo de pandemia. Por enquanto, o mais seguro é ter relações com um parceiro ou parceira com a qual se mora. Já para quem costuma trocar de companhia, a orientação é suspender esse encontros e optar pelo ato individual, lembrando sempre de lavar bem as mãos com água e sabão.

O novo coronavírus é transmitido sexualmente?

— A princípio, não há dados epidemiológicos para esta resposta. Ainda não há relatos e nem a confirmação de que a Covid-19 pode ser transmitida pela relação sexual — diz a infectologista Tânia Vergara, presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio.

Pode ter relação sexual durante essa pandemia?

— Quando falamos de uma relação sexual envolve abraço, beijo, carinho. Durante o ato, a respiração fica ofegante, você pode suar e, mesmo não ficando de frente para a pessoa, a contaminação pode acontecer. Ela surge por causa das gotículas, que podem ter contato direto ou ficar em travesseiros, lençóis. Basicamente, a relação sexual como um coito não teria problema, mas envolve relação afetiva entre duas pessoas que podem transmitir o vírus.

Se um casal mora junto e está em isolamento, os dois podem estar livres ou estão contaminados. Mas já têm o contato por permanecerem no mesmo local, então não há risco. Já um casal que vive em residências diferentes, que têm contato com outras pessoas, e resolve se encontrar, aí tem um risco. No entanto, não é pelo ato sexual, mas sim pelo contato físico - beijo, abraço, qualquer carinho. Um pode estar contaminado assintomático e o outro não, e assim poderia ser infectado por via respiratória. — explica o professor de ginecologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Paulo Gallo.

Não se pode fazer sexo com novos parceiros?

— Uma das medidas é o isolamento, então como você vai ter qualquer relacionamento ainda mais com um novo parceiro? Um exemplo: os médicos que estão no front não querem retornar para suas casas com medo de contaminar a família por ter sido exposto. Então, imagine um ato sexual, que exige proximidade... ele leva risco ao parceiro porque não há um monitoramento. Portanto, façam sexo virtual, é o mais seguro — diz a infectologista Tânia Vergara.

Pode beijar?

— Por onde se contamina? Gotículas. E o beijo tem o quê? Saliva. O ideal é evitar beijo, porque contamina. Mas cada indivíduo avalia como quer, se deseja se por em risco ou não. Mas evitem beijos, abraços, qualquer toque — afirma a infectologista Tânia Vergara.

Pode fazer sexo oral e anal?

— O ideal é evitar por causa do contato da saliva e da muco. Os preservativos podem reduzir o contato com saliva ou fezes, especialmente durante o sexo oral ou anal. Se fizer, é melhor com um parceiro . Os cuidados precisam ser os mesmos para evitar doenças sexualmente transmissíveis. É um vírus de transmissão rápida e não temos anticorpos para combatê-lo ainda — explica Gallo.

A masturbação é a melhor escolha?

— Se tiver necessidade de ter seu desejo sexual satisfeito sem a presença de um parceiro, é uma ótima solução — opina a infectologista Tânia Vergara.— Individual não tem risco de contaminação. É uma forma de inserir o prazer individualmente e sem contato com outras pessoas, que podem estar infectadas. Agora, se for com um parceiro, se vale dos cuidados anteriores, depende se já vive em isolamento ou não com o companheiro — explica o ginecologista Paulo Gallo.

O uso de acessórios eróticos, como vibradores, é permitido?

— É perigoso como qualquer relação sexual sem preservativo, traz o mesmo risco de uma doença sexualmente transmissível. O melhor é evitar o uso — explica a infectologista Tânia Vergara.

— Se o acessório foi utilizado com um parceiro antes da pandemia, então não tem problema. Agora, se foi há dias, quando já circula o vírus, o ideal é evitar. Se for um objeto para uso próprio e individual, só precisa higienizar adequadamente —afirma o ginecologista Paulo Gallo.

Como higienizar esses acessórios?

— Primeiro, tem que lavar com água e sabão para limpar. Mas é o álcool em gel e deixar agir por cerca de dez minutos para combater o vírus. O álcool gel é menos nocivo que o álcool 70% — explica o ginecologista Paulo Gallo.

Portadores de HIV correm em risco?

— Paciente com HIV tem risco porque é imunodeficiente. Como utiliza medicamentos imunossupressores, têm um tratamento mais agressivo, o risco é maior de desenvolver algo grave se tiver contato com o Covid-19. Por isso, os portadores de HIV devem se proteger mais ainda e evitar qualquer contato físico — diz o ginecologista Paulo Gallo.

Postar um novo comentário

Comentários (1)

  • VANDERLEIA POPOZUDA | Quinta-Feira, 26 de Março de 2020, 12h56
    1
    0

    Eu não aguento mais essa pandemia, não aguento mais ficar trancafiada em casa, eu quero dar minhas voltas, conhecer rolas diferentes, enfim eu quero fuder, fazer coisas que não faço em casa.

INFORMES PUBLICITÁRIOS

MAIS VÍDEOS