25 de Maio de 2020,

Economia

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Sábado, 01 de Março de 2014, 15h:54 | Atualizado:

Chuvas derrubam números da balança comercial de MT em 2014

Mato Grosso começou 2014 com queda no saldo da balança comercial. Em janeiro, as exportações somaram US$ 805,239 milhões e as importações US$ 85,909 milhões, gerando um saldo de US$ 687,643 milhões, valor 26% menor que o registrado no ano passado, quando totalizou US$ 930,352 milhões no mesmo mês.

Representantes do setores industrial e do governo estadual afirmam que o clima interferiu nas operações de venda, uma vez que a situação das estradas atrasou o escoamento da produção de grãos e consequentemente os embarques nos portos. A situação se agravou em fevereiro e provocou o governo estadual, que providenciou ações paliativas como a doação de combustível para ajudar na recuperação das estradas.

Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), tanto as exportações quanto as importações caíram em janeiro. No ano passado foram US$ 1,016 bilhão e US$ 117,596 milhões, respectivamente, uma queda de 20,7% e 26,9%, na mesma ordem.

Para o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, o prolongamento do período chuvoso vai impactar nos resultados das exportações do 1º bimestre. Porém, ele afirma que esse volume pode ser recuperado nos próximos meses. “Foi complicado tirar os produtos das fazendas e as mercadorias das indústrias. E o reflexo disso será sentido também em fevereiro. Mas vamos nos recuperar ao longo do ano, pois as commodities estão valorizadas, incluindo grãos e carnes”.

Na lista de produtos exportados, conforme o Midc, o milho apresentou queda de 20,7% no valor negociado, apesar do incremento de 3,4% em volume (passando de 2,159 milhões de toneladas para 2,233 milhões/t). As exportações e algodão também caíram, tanto em volume quanto em valor.

Foram US$ 26,531 milhões este ano contra US$ 84,929 milhões em 2013. A quantidade baixou de 42,056 mil/t para 13,910 mil/t. “No caso das commodities agrícolas temos que considerar a sazonalidade. A chuva atrapalhou bastante no 1º mês, mas temos boas perspectivas para este ano, principalmente com a produção de milho, que agora tem um outro subpro-duto: o etanol”, avalia o secretário adjunto de Desenvolvimento da Secre-taria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Valério Gouveia.

IMPORTAÇÕES

Apesar do saldo negativo no mês passado, vale destacar os principais produtos comprados por Mato Grosso. Em 1º lugar aparece a ureia (usada na agricultura), que movi-mentou US$ 41,815 milhões, seguido do cloreto de potássio (também utiliza-do na agricultura) com US$ 19,007 milhões e das litorinas automotoras, ou seja, os trens do Veículo Leve sobre Tri-lhos (VLT), cuja operação somou US$ 14,906 milhões. Atualmente 13 unidades estão no pátio de estaciona-mento, em Várzea Grande.

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