18 de Setembro de 2019,

Economia

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Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 20h:00 | Atualizado:

MUDANÇAS TRIBUTÁRIAS

Supermercadistas ameaçam aumentar preços em MT

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Representantes do varejo supermercadista reuniram-se nesta quinta-feira (11.07), na sede da Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat), em Cuiabá, para debater o Projeto de Lei Complementar 53/2019, que aumenta a carga tributária do setor, encaminhado à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), pelo Governo do Estado. 

De acordo com o presidente da Asmat, Alessandro Morbeck, a reunião teve o intuito de apresentar aos associados a proposta do governo e estudar meios que apontem que ela não beneficia o segmento e sim penaliza com aumento de tributos. “Desde o início nós falamos que aumento de imposto não pode ocorrer, então essa reunião é exatamente para verificar qual seria a outorga, um número para o nosso comércio, para que não ocorra aumento ou, caso aconteça, que chegue o mínimo ao consumidor final”, esclarece Morbeck.

O setor está sendo representado nas negociações pela Comissão do Comércio, composta por 13 entidades. Durante a reunião, o presidente apontou também a insegurança financeira que pode crescer caso o PLC seja aprovado sem as alterações sugeridas pela comissão, na noite desta quarta-feira (10), ao secretário adjunto Fábio Pimenta e técnicos da Sefaz. “Hoje não há aumento de salário para ninguém. Sem isso, é inviável aumentar o preço dos produtos ao consumidor final, pois se tiver aumento de preço, vamos vender menos, e vendendo menos, aumenta o desemprego, porque os empresários terão que demitir”, analisa Morbeck.

Para o assessor jurídico da Asmat, Hudson Schmitt, o PLC impacta negativamente em todos os setores econômicos e culmina diretamente no consumidor. “É o chamado imposto indireto, ou seja, chega ao consumidor, não vai ser absorvido pelo empresariado”, esclarece o advogado. “Estamos subsidiando a Comissão do Comércio com números para que seja negociado o varejo em geral, com crédito outorgado para minimizar o aumento de carga tributária”, resumiu. 

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de Mato Grosso (Sincovaga), Kassio Catena, afirma que o PLC penaliza o setor, que terá, inclusive, que refazer seu sistema de arrecadação. “O governo disse que precisa aumentar a arrecadação, mas nós não podemos pagar essa conta. Empresário não paga imposto, empresário repassa imposto, e vamos mostrar ao consumidor o quanto ele vai pagar”, explicou Catena, também presente na reunião. 

O setor aguarda que a contraproposta elaborada pela comissão e entregue aos deputados na terça-feira (10), altere o PLC 53/2019 e diminua os impactos do novo regime de tributação do Estado.

 

 

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Comentários (6)

  • Paulo Boss | Sexta-Feira, 12 de Julho de 2019, 08h25
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    Se Mercado desse prejuízo, não teria grupos que nos últimos anos cresceram tanto. Oque era o Komper (kk) anos atrás ??

  • CARLOS | Sexta-Feira, 12 de Julho de 2019, 08h04
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    ninguém aceita o arroxo né? só o besta do servidor público que tem que ser arroxado todo mundo quer por na .... do servidor público ESTADUAL pimenta nos olhos dos outros é refresco

  • Antônio | Sexta-Feira, 12 de Julho de 2019, 07h49
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    Podem aumentar o preço seus mercenários... vou consumir o mínimo...

  • Zé mané | Sexta-Feira, 12 de Julho de 2019, 07h20
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    Cobrar de um grupo que nunca pagou e ainda achando ruim???? Tá de brincadeira vcs estão é roubando os consumidores com esses preços absurdos e exorbitantes, pois há incentivos e renúncias que garantiriam uma lucratividade com preços mais baixos e no entanto, o que se vê é o contrário, preços altos, mercadorias de baixa qualidade entre outras ofensas ao consumidor... TAXAÇÃO JÁ!!!

  • Marco Antonio | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 22h39
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    Ninguém quer pagar mais, mas na hora de votar não pensa nisso. Agora é tarde!

  • joana | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 20h54
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    simples ... trocamos de mercado

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