18 de Agosto de 2019,

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Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 23h:46 | Atualizado:

VALE MAIS QUE OURO

Casal rouba R$ 3 milhões em pedra de vesícula de boi

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A Polícia Civil prendeu em Barretos (SP) nesta quarta-feira (22) um casal suspeito de integrar uma quadrilha envolvida no roubo de R$ 3 milhões em pedras de vesícula de boi. O produto, que vale mais que ouro no mercado internacional, é usado, por exemplo, na fabricação de medicamentos e para induzir a formação de pérolas em ostras.

Nycholas Aparecido Reis Silva é apontado por participação direta no assalto, que ocorreu no final de fevereiro em uma empresa da cidade. A namorada dele, a balconista Letícia de Souza, é suspeita de lavagem de dinheiro resultante da venda do material. Outro homem é considerado foragido desde o início das investigações e um terceiro suspeito foi identificado.

A EPTV, afiliada da TV Globo, procurou, mas não conseguiu contato com os advogados dos suspeitos.

Em 26 de fevereiro, três ladrões invadiram um escritório em Barretos que comercializava cálculos biliares bovinos, também conhecidos como pedras de fel, e levaram em torno de 18 quilos após ameaçarem funcionários. A primeira etapa das diligências resultou na prisão de um suspeito de envolvimento no crime.

As investigações levaram a Polícia Civil ao casal depois de ser identificado um depósito de R$ 200 mil na conta corrente da mulher de 29 anos e de serem apreendidos R$ 36 mil na casa dela no final de março, segundo o delegado Rafael Faria Domingos. "Com a continuidade das investigações verificamos que ela acabava atrapalhando o trabalho policial e que à época dos fatos também havia escondido o seu namorado em sua residência pra dificultar a ação policial. Por isso, solicitamos ao judiciário sua prisão preventiva nesta semana e na data de hoje [quarta-feira demos cumprimento a essa prisão preventiva", disse.

Além das prisões, durante esta quarta-feira a Polícia Civil cumpriu mandados de busca nas casas de três empresários suspeitos de receptação das pedras, onde foram encontradas armas que podem ter sido usadas no roubo, além de documentos suspeitos como uma espécie de livro-caixa com detalhes de movimentações financeiras manuscritos.

A suspeita é de que o material foi vendido abaixo do preço de mercado para a Ásia e o Oriente Médio, onde há grande demanda. "Hoje no mercado a depender da qualidade da pedra de boi ela pode valer até R$ 200 o grama. Então estamos falando de um roubo que envolveu mais ou menos 18 quilos dessa pedra, então isso chama bastante atenção dos bandidos", diz.

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