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Quinta-Feira, 17 de Outubro de 2019, 08h:20 | Atualizado:

TRAGÉDIA

Embriaguez do piloto pode ter causado queda de helicóptero que matou 3

Reprodução

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Ricardo, Mickaelly e Miriam morreram na queda de helicóptero em Buriti Alegre

A Polícia Civil apresentou nesta quarta-feira (16) a conclusão do inquérito sobre a queda do helicóptero que matou três pessoas no Lago das Brisas, em Buriti Alegre, sul de Goiás. Segundo a corporação, o acidente foi causado por dois motivos: o fato de o piloto estar embriagado e o voo ter sido realizado em uma condição não permitida.

O acidente aconteceu na noite do último dia 24 de agosto. Morreram o piloto, Ricardo Magalhães Barros, a advogada Mickaelly Damasceno e a servidora pública Miriam Carolina Fontana. Uma quarta ocupante, de 24 anos, que não teve a identidade revelada, sobreviveu.

De acordo com o delegado Ricardo Chueire, o voo "não poderia ter acontecido de forma alguma”. Ele disse que Ricardo era conhecido por ser um excelente piloto, muito hábil, mas também por desrespeitar as regras de voo.

O delegado revela que os laudos constataram que o piloto estava bêbado no momento do voo.

"O piloto estava sob efeito de álcool, embriagado em razão do consumo de bebidas alcoólicas. Isso foi constatado através de exame de alcoolemia sob a dosagem do sangue colhido durante o exame cadavérico", destaca.

Chueire contou ainda que um bombeiro disse em depoimento à polícia que testemunhou o piloto ingerindo bebidas alcoólicas horas antes do acidente, durante o dia. Ele tentou abordá-lo, mas Ricardo acabou deixando o local antes.

'Desorientação espacial'

Além da embriaguez, o delegado disse que o segundo fator que motivou a queda foi o fato do helicóptero estar realizando um voo proibido para aquele local e horário, o que causou uma "desorientação espacial".

"Aquele local não permitia que o voo noturno, que um voo sobre condições visuais noturnas fosse realizado. Aquele local não tinha condições técnicas para isso", destaca.

"O piloto se desorientou, perdeu a referência, a noção do que era água, céu e terra e acabou colidindo com a superfície do Lago das Brisas", completou.

O helicóptero, prefixo PR-APN, até tinha autorização para fazer voos noturnos, mas não naquelas circunstâncias em que o acidente ocorreu.

Manobras arriscadas

Chueire também descartou qualquer tipo de falha mecânica, baseado em laudo pericial feito pelo Instituto de Criminalística, e confirmou que era Ricardo quem fazia manobras arriscadas com o helicóptero horas antes do acidente (veja vídeo abaixo).

"Ficou confirmado por meio da perícia nos vídeos que a Polícia Civil obteve que a aeronave e o piloto que estavam fazendo manobras arriscadas naquele mesmo dia, durante a tarde, sobre o lago, se tratavam do mesmo piloto e da mesma aeronave que caiu", salienta.

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