Mundo Segunda-Feira, 29 de Abril de 2019, 09h:56 | Atualizado:

Segunda-Feira, 29 de Abril de 2019, 09h:56 | Atualizado:

PARTIDO DE BOLSONARO

PF combate candidaturas laranjas do PSL

 

G1

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A Polícia Federal fez buscas na manhã desta segunda-feira (29) na sede do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, em Minas Gerais, na investigação sobre supostas candidaturas-laranja durante a eleição de 2018. À época, o diretório era presidido pelo atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, mas ele não é alvo direto da operação. Sete mandados foram cumpridos na capital mineira e mais quatro cidades.

A reportagem tenta contato com a sede do partido, na Região Centro-Sul da capital mineira, mas nenhum representante foi encontrado até as 9h.

O G1 fez contato com o Ministério do Turismo e aguarda retorno. Até esta publicação, a assessoria de Marcelo Álvaro Antônio não foi localizada.

Entenda as suspeitas:

Candidatas do PSL em MG dizem ter sido usadas para desviar dinheiro do fundo eleitoral. Uma delas diz ter sido chamada para o esquema diretamente pelo ministro do Turismo. Ele nega;

Nesta segunda, a PF fez buscas na sede do PSL e apreendeu documentos;

Investigação sobre uma outra candidata em Pernambuco levou à queda do então secretário-geral da Presidência da República, Gustavo Bebbiano. Ele também nega irregularidades.

Os mandados foram expedidos pela 26ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, e a operação recebe o nome Sufrágio Ostentação. Houve a apreensão de documentos relativos à produção de material gráfico de campanhas eleitorais.

Desde fevereiro, a Justiça de Minas Gerais apura supostas irregularidades no repasse de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha pelo PSL a quatro candidatas nas eleições de 2018. Elas tiveram votações pouco expressivas, embora tenham recebido dinheiro da sigla, o que levantou a suspeita de uso de candidaturas-laranja.

Sete mandados

Em Belo Horizonte, uma gráfica no bairro Ipanema, na Região Noroeste, também foi alvo das buscas. Policiais também estiveram em duas gráficas em Contagem, na Região Metropolitana. As demais cidades onde mandados foram cumpridos são Lagoa Santa, na Grande BH, Coronel Fabriciano e Ipatinga, no Vale do Rio Doce.

Ainda segundo a PF, o objetivo da ação desta segunda-feira (29) é esclarecer suposta irregularidade na aplicação de recursos para cotas femininas.

A gráfica Big Gráfica, em Belo Horizonte, não quis se manifestar. Ninguém foi encontrado para comentar a investigação nas Bless e SC Editora e Gráfica, em Contagem. Os nomes dos estabelecimentos nas outras cidades ainda não foram informados.

Outros casos

A operação desta segunda integra uma investigação sobre ao menos quatro candidaturas eleitorais. O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, é suspeito de lançar candidatas-laranja para usar dinheiro do fundo eleitoral.

A Justiça de Minas Gerais investiga pessoas que receberam quantidades significativas de dinheiro, mas tiveram número muito baixo de votos.

Algumas das candidatas confirmaram que integraram ou que foram convidadas a participar de um esquema fraudulento de desvio de verba eleitoral. Em Minas Gerais, a candidata a deputada federal Adriana Maria Moreira disse que o partido pediu repasse de R$ 90 mil dos R$ 100 mil que ela receberia para fazer campanha. Ela afirmou que não aceitou as condições.

Outra filiada ao PSL, Zuleide Oliveira acusou o ministro do Turismo de chamá-la para ser candidata laranja nas eleições 2018. “Ele, o Marcelo, me ofereceu R$ 60 mil, R$ 45 mil eu teria que devolver, R$ 15 mil ficaria para eu usar na campanha contratando gente, e eles me dariam R$ 80 mil em material”, disse ela, que concorreria a deputada estadual, mas teve a candidatura indeferida.

Marcelo Álvaro Antônio negou e disse que Zuleide “mente descaradamente”.

Em Pernambuco, uma candidata a deputada federal recebeu R$ 400 mil e obteve 274 votos. O caso de Lourdes Paixão foi denunciado pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O dinheiro do fundo partidário foi enviado para ela pela direção do PSL, que tinha como presidente, na época, o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno.

O caso causou uma crise entre Bolsonaro e Bebbiano, que acabou exonerado do cargo.

 





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Comentários (2)

  • Antonio

    Segunda-Feira, 29 de Abril de 2019, 10h56
  • O governo Bolsonaro não é diferente de nenhum governo anterior. Não tem capacidade de governar e usa o toma-lá dá cá. Também povoado de histórias de corrupção, como por exemplo, seus diversos ministros envolvidos em falcatruas: General Heleno (Segurança Institucional – fraude licitações), Onyx Lorenzoni (Casa Civil – delatado JBS), Paulo Guedes (Economia – fraudes operação greenfield), Luiz Henrique Mandetta (Saúde – fraude licitação, caixa 2 e candidaturas laranjas), Tereza Cristina (Agricultura – delatada JBS), Ricardo Salles (Meio Ambiente – condenado), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos – irregularidades ONG Atini e sequestro da menor índia Lulu), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia – empresa de fachada), Marcelo Álvaro Antonio (Turismo – fraudes INSS, Banco do Brasil e Laranjas), Gustavo Bebianno (Secretário Geral do Planalto - com várias candidaturas laranjas de caixa 2 e desvio de dinheiro público). Além dos DEZ ministros comprovadamente envolvidos em irregularidades e ainda tem: o movimento inexplicado de R$ 1,2 milhão pelo Fabrício Queiroz (ex-assessor do gabinete) que realizou de dezenas de depósitos em dinheiro na conta de Flávio Bolsonaro que até pagou um título de R$1 milhão de reais e ainda comprou R$4,2 milhões em imóveis para lavar propina; além disso o Flávio Bolsonaro mantém a Evelyn Queiroz como funcionária fantasma no seu gabinete na ALERJ e está envolvido 42 candidaturas laranjas por meio da empresa da sua assessora pessoal Alexandra Pereira. Ainda tem os cheques de Flávio Bolsonaro assinados pela senhor Valdenice Oliveira (mãe de miliciano fugido da justiça) que cuidou do financeiro da campanha Flávio Bolsonaro e cujo filho está envolvido com as investigações da morte da vereadora carioca Marielle. Não se esqueça que também tem o Luciano Bivar da direção do PSL envolvido com diversas candidaturas laranja para caixa 2 e desvio de recursos públicos. Não se esqueça do lider do governo no Senado, o senador Fernando Bezerra, envolvido em diversos inquéritos e processos criminais por uso irregularidades na aplicação de dinheiro público. O presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre é o protegido do governo Bolsonaro que ocultou e sonegou imóveis da justiça eleitoral, para simular que é pobre. Ainda mais, a primeira dama, Michelle Bolsonaro recebeu um depósito inexplicável de R$24 mil, de um empréstimo que não se consegue comprovar nada. A primeira dama, Michele Bolsonaro, é omissa na defesa da mulher e da criança, sendo conivente com a explosão de violência contra mulher que os Bolsonaros fizeram explodir no Brasil ao confrontar direitos femininos. O FALSO NACIONALISMO do Bolsonaro internacionalizou os recursos naturais brasileiros, especialmente amazônia, petróleo e minério, fez isso quando (1) entregou ao governo estadunidense a base aeroespacial de alcantara, (2) autorizou um fundo de pesquisa estadunidense sobre biodiversidade na amazônia, (3) autorizou a livre entrada e saída de pessoas ligadas a tais assuntos (ou seja, vão entrar e sair do país sem visto e sem controle da biodiversidade, fauna, flora e recursos minerais recolhidos no Brasil). É preciso abrir abir inquérito policial federal e apurar os crimes praticados por meio de ocupantes de cargos no governo federal que se comportam como MILICIANOS CIBERNÉTICOS NAS REDES SOCIAIS utilizando MENTIRAS, CALUNIAS E DIFAMAÇÃO contra a ordem social e política. Esses crimes são punidos pelas leis: Lei nº 1802/1953, 12735/2012, 12737/2012 e 12965/2015, bem como artigos 286 a 288 do CÓDIGO PENAL. INCLUSIVE INQUÉRITO POLICIAL CONTRA AS FAKENEWS DO PRÓPRIO MANDATÁRIO MAIOR DESSE PAÍS. AFINAL VAMOS OU NÃO VAMOS CUMPRIR A LEI? QUEM ERROU TEM DE PAGAR OU NÃO? Não vamos esquecer do arsenal de 117 fuzis e munições foi encontrado no condomínio de Bolsonaro, supostamente destinados ao abastecimento de milicias no RJ. Temos ainda o aumento do desemprego no país, que atingiu o record de 12,4%. Queda na exportações de carne por causa da política externa incorreta. Desgoverno total, sem projetos e sem noção de políticas públicas. Projeção do PIB BR em queda constante, estimada em 1,70% para 2019. Inflação em alta. Dolar a R$4,00. Bolsonaros com 40 multas de transito e pregando o fim dos radares que lhes multaram. Operação da PF no laranjal de MG. Estatais com lucro de 138% e povo na miséria. Fim do programa Minha Casa Minha Vida. Restrição de acesso aos cursos superiores. Venda da PETROBRÁS a preço de banana. Desmonte da Educação.
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  • andre

    Segunda-Feira, 29 de Abril de 2019, 10h24
  • TEM QUE PRENDER O "BIBIANO", ELE NÃO AGUENTA CADEIA, VAI DEDURAR TODO MUNDO, INCLUSIVE O BOZO E SUA FAMILIA DE MILICIANOS.
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