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Terça-Feira, 30 de Janeiro de 2018, 22h:32 | Atualizado:

R$ 13 MILHÕES

Tempestade balança apartamento de luxo

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Prédio balança durante tempestade e água da piscina transborda em apartamento de luxo? É verdade. O vídeo circula em grupos de WhatsApp, acompanhado da legenda: "Você compra por 13 milhões o apartamento mais caro de Balneário Camboriú e na 1ª ventania descobre que ele balança um pouquinho."

O apartamento fica no edifício Millennium Palace, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O prédio de 177 metros de altura é da FG Empreendimentos. O vídeo foi gravado durante a tempestade que atingiu a cidade no dia 23 de janeiro de 2018. Segundo a empresa, o prédio conta com piscina privativa interna em 36 apartamentos.

Em nota, a empresa deixa claro que, apesar do balanço mostrado no vídeo, não há motivo para preocupação. Diz que não houve danos na edificação e que prédios altos como esse são projetados para suportar ventos muito superiores ao máximo previsto para eles.

Ressalta que o movimento da água da piscina e o balanço de lustres aumentam a sensação de movimento, mas frisa que fenômenos como estes acontecem nas maiores e mais seguras edificações criadas pelo mundo.

"É natural e previsto pelas normas técnicas da construção civil e pelos mais avançados estudos da engenharia que todas as edificações, independente de suas alturas, se movimentem. Isso porque fica assegurada sua estabilidade, sempre respeitando e considerando o bem-estar e o conforto de cada morador", diz a nota.

Diz ainda que realizou ensaios de túnel de vento com a empresa BRE, na Inglaterra, além de diversos outros testes de segurança. "Com estes dados são realizados análises de dinâmica dos esforços gerados pelo vento e intempéries climáticas, sempre seguindo as normas técnicas."

Coordenador de serviços de engenharia do Conselho Regional de Engenharia de Santa Catarina (CREA-SC), Eduardo Irani da Silva afirma que a situação é normal. Ele explica que em prédios dessa altura é previsto que a estrutura tenha deslocamentos de até 8,5 centímetros, para dar elasticidade ao conjunto e prevenir o risco de ruptura.

Segundo ele, na maioria das vezes essa oscilação passa imperceptível, mas como na situação do vídeo havia água na piscina, a movimentação do líquido aumentou da percepção do deslocamento. Ele também destaca que edificações desse tipo são capazes de resistir a ventos de 144 km/h. Em Camboriú, especialmente, os prédios são feitos considerando um limite ainda maior, de 200 km/h.



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Comentários (2)

  • Paulo Sa | Quarta-Feira, 31 de Janeiro de 2018, 09h24
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    Duvido que na hora de vender alguém avisou que o prédio iria balançar e vazar agua da psiscina! KKKKKK

  • João | Quarta-Feira, 31 de Janeiro de 2018, 05h44
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    Eu hein kkkk prefiro casa mesmo kkkkk

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