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Opinião

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Quinta-Feira, 13 de Março de 2014, 10h:56 | Atualizado:

Onofre Ribeiro

Ainda dá tempo de salvar a Copa

Onofre Ribeiro

 

O stress em torno das chamadas “obras da Copa” está no limite máximo. Independente do andamento das obras físicas, criou-se um stress dificílimo de ser contornado entre a opinião pública e a copa do mundo em Cuiabá. O governo errou sistematicamente na interlocução com a sociedade, tratando de maneira amadora e até com descaso as obras, a copa e todo esse enorme entorno.

A comunicação entre a Secretaria da Copa e a sociedade foi muito acidentada e pouco transparente. Vamos explicar melhor. É um baita evento pra cidade. Precisou mexer profundamente em grande parte da infraestrutura de uma cidade velha e mal cuidada.

A população aceitou, reagiu contra no começo, reclamou, mas em nenhum momento o governo do Estado teve uma comunicação clara e transparente com a sociedade. O que houve em quantidade exagerada foram entrevistas aqui e ali, cada uma dizendo uma coisa diferente e explicando pontualmente cada um das dezenas de stresses entre a sociedade, as obras e o poder público.

Ontem o secretário Maurício Guimarães foi chamado à morna Assembleia Legislativa pra dar explicações. O que se viu foi um secretário cabisbaixo e semi-derrotado pelo calendário mal explicado e sem condições de ser objetivo. Pagou o preço da falta de uma comunicação estruturada e objetiva que desse à sociedade as garantias de que nem tudo ficaria pronto a tempo, nem o VLT, nem estas e aquelas obras, mas que elas seriam concluídas ao seu tempo como um compromisso de estado e não de governo. A sociedade entende a linguagem das garantias compromissadas!

Hoje, calendários incomodam a sociedade, mas a qualidade das obras veio pra tona de todas as discussões e, de novo, falta uma política de comunicação capaz de vir a público e dizer à sociedade com toda a clareza a real posição de cada coisa. Ao contrário do que pensam os governantes, a sociedade aceita a verdade, se acumplicia e entende. Mas não entende o jogo de empurra com meias verdades que serão desmentidas por eles mesmo e pela realidade daqui a dois dias ou uma semana.

Falta clareza e falta transparência na relação de comunicação do governo do Estado com a sociedade. Quem falará? O governador? O secretário Maurício Guimarães? O prefeito Mauro Mendes? Já não se trata mais de votos para a próxima eleição, mas de salvar a reputação de um fantástico evento que a ingenuidade de comunicação social e política de interesses estão deixando escapar pelo vão dos dedos.

Ainda há tempo de ser claro com a sociedade cuiabana!

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso

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