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Opinião

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Sábado, 06 de Setembro de 2014, 08h:37 | Atualizado:

Suelme Evangelista

Basta de continuidade e do vale tudo eleitoral

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Continuidade significa a exclusão da ruptura completa, por um lado, ou a simples repetição e identidade, por outro. Na linguagem da sabedoria popular, continuidade na política é deixar tudo como está para continuar no poder. Para a turma da panela em Mato Grosso, continuidade é fazer um bom negócio. Nesse vale tudo, o que importa é a manutenção do esquema que cerca o dinheiro público.

Mas, para a perpetuação dessa espécie de políticos é preciso parecer que houve alguma evolução. A esperteza eleitoral é apresentar o velho com cara do novo. Uma boa maquiada nas mesmas caras de sempre. A estratégia, obviamente, é a mesma de um mágico num circo: com o truque do ilusionismo, tentar enganar o público - no caso, o eleitor.

Em Mato Grosso, PT e PMDB aplicam, mais uma vez, o velho golpe da cara nova para a continuidade da política atrasada, da mistura do público com o privado, do governo transformado em balcão de negócios. O ex-vereador de Cuiabá, Lúdio Cabral é, novamente, o personagem - mais uma vez escolhido a dedo pelos verdadeiros mandachuvas dos dois partidos.

É Lúdio outra vez. Eles repetem nesta eleição para governador em 2014, a tentativa feita na eleição de prefeito em 2012. Vai que agora cola. Em 2012, Lúdio era a imagem do menino mandado. Foi controlado, em rédea curta, pelo governador Silval Barbosa, pelo cacique Carlos Bezerra e pelo petista Carlos Abicalil. Foi um fantoche nas mãos dessa turma da panela do poder. Por isso, PT e PMDB descartaram a candidatura ao governo do ex-juiz federal Julier Sebastião, que, certamente, não se prestaria a esse papel de marionete.

É bom lembrar que, além dessas velhas figuras da política, Lúdio foi apoiado em 2012 pelo ex-secretário Éder Moraes. Um apoio muito celebrado por Lúdio. Em 28 de agosto daquele ano, foi apontado como um "importante reforço", dizia notícia publicada na rede social do petista. Éder, na verdade foi um dos cabeças da campanha de Lúdio.

O resultado todos sabem. Eder, o "importante reforço" de Lúdio, foi parar na cadeia, acusado de crimes contra o sistema financeiro. Não sem antes ter confirmado em depoimento à Polícia Federal ter financiado a campanha do petista, com a ajuda milionária de 7,5 milhões de reais. Sabe-se lá de onde veio essa dinheirama de Eder para Lúdio.

Nessa linha de tempo, além de recuperar as condições de candidato manipulado, vale lembrar a instabilidade emocional de Lúdio, um traço de personalidade agravante para quem pretende exercer um cargo executivo sujeito a toda sorte de pressões e interesses.

É fato que Lúdio destemperou-se no debate realizado pela TV Record, do Grupo Gazeta, entre os candidatos a governador. Ele trocou a imagem de bom moço, construída pelos marqueteiros, pelo sujeito raivoso e agressivo. Foi uma decepção inesquecível para aqueles que ainda acreditavam que o personagem Lúdio, bom moço, médico camarada, era de verdade.

Este é o verdadeiro perfil de Lúdio, que acabou aflorando novamente nesta campanha eleitoral. De um lado, emocionalmente descontrolado; de outro, absolutamente submisso, controlado por velhas raposas da política.

Ainda no debate na TV, Lúdio protagonizou uma imagem patética, demonstração clara de um caráter pusilânime. O candidato do PT foi incapaz de falar, uma vez sequer, durante todo o debate o nome do governador Silval Barbosa. Parece que o nome Silval lhe queima a língua. Ele não terá coragem de dizer, de peito aberto, nos seus programas eleitorais: sou Lúdio, sou o candidato do Silval, sou o candidato do Bezerra! A dúvida para o eleitor é se esse silêncio de Lúdio, nada inocente, é mais covardia do que esperteza.

Essa é a cara nova que tentam vender novamente ao eleitor, agora como candidato a governador, cargo da maior importância para a vida das pessoas. Lúdio é o legítimo representante da continuidade da turma de Silval, Bezerra, Abicalil, Teté Bezerra e Eder Moraes.

Mato Grosso pagou caro por um governo incompetente, tomado por escândalos de corrupção, desvio de dinheiro público e pelo abandono da saúde, da segurança e da educação.

A opção é clara, se for para continuar com Silval, Bezerra, Abicalil, Teté Bezerra e Eder, o nome "novo" do velho esquema é este: Lúdio Cabral. Legítimo integrante da turma da panela.

Suelme Evangelista Fernandes é historiador e secretário Municipal Licenciado de Cidades de Cuiabá

 

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Comentários (3)

  • bobo chera chera | Sábado, 06 de Setembro de 2014, 23h19
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    SUELME , INFELIZMENTE O VELHO E VOCE QUERENDO SER UTIL AOS SEUS CHEFES, RIDICULO SUA POSTURA, VOCE E QUEM ESTA COM BNAIXARIA, FAZ UM FAVOR SAIA FORA DA POLITICA , PORQUE COM VC NA POLITICA ELA FICA PODRE

  • wagner | Sábado, 06 de Setembro de 2014, 16h51
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    Equivocado, opinião de quem apenas se diz Democrata,mas desconhece a real Democracia. Quando o Povo faz a decisão deste ou daquele ,por um ou mais mandato,significa Democracia. O voto é soberano,indiscutivel,irredutivel. Quando há esta opção por um ou mais mandato,há o crédito concedido pelo povo.Não chore a incompetencia de não ter conseguido fazer o eleitor sair da sua residencia , e ir votar em você ou no seu candidato. Isso é INCOMPETENCIA POLITICA e de convencimento.

  • matuto cuiabano | Sábado, 06 de Setembro de 2014, 14h12
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    Esse cidadão nao tem moral pra fala nada!!! Ele é um lixo e capacho do Mauro Menti que será o proximo que iremos derrotar nas urnas!!

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