02 de Junho de 2020,

Opinião

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Quinta-Feira, 09 de Abril de 2020, 12h:30 | Atualizado:

Paulo Bellicanta

Da roça um pedido ao presidente

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Para fazer o agro acontecer, e se transformar em pão na mesa, é algo trabalhoso e árduo. É preciso acordar horas antes do sol nascer, e dormir bem depois que ele se deitou.

Na simplicidade do brotar da semente, no leite fresco saindo do curral, no pastar do boi e da ovelha se escondem tecnologias e muito suor.

Dos desafios da alta tecnologia e da produção em altos volumes, até a produção sustentável,  há um esforço contínuo, que exige muita competência. O nosso produtor rural, que há poucos anos foi taxado de “jeca”, hoje pode se orgulhar de estar na liderança mundial.

Quero aqui  chamar sua atenção, nosso grande líder, e de quem nos orgulhamos.

Sim, com devido respeito ao sr. Presidente da República, me permita ser direto e simples no modo de tratá-lo,  porque é dessa forma que gostamos de ser tratados e é assim que igualmente o senhor nos ensina a ser em nosso dia a dia.

Presidente, não reclamamos do trabalho, das noites não dormidas esperando a chuva cair ou pedindo ao nosso santo de devoção que a mesma nos dê uma trégua. Não reclamamos da cigarrinha, do fungo, da lagarta ou de qualquer outro desafio. Nós os enfrentamos como leões, e não nos damos por vencidos nunca. Enfrentamos até desafios que não são nossos como construir pontes, escolas, arrumar estradas, financiar obras para prefeituras do interior. 

Presidente, saiba que sempre haverá um produtor rural ao seu lado, seja em um atoleiro de quilômetros em uma estrada no interior, ou de terno e gravata em uma comitiva internacional.

E é neste ponto que  preciso lhe fazer um pedido presidente, sabemos que o senhor tem hoje uma excepcional ministra da agricultura (Tereza Cristina), ouso dizer que nunca o MAPA teve alguém tão eficiente e comprometida, além dela, há   fiéis escudeiros fazendo um agro do qual qualquer presidente do mundo se orgulharia, mas é preciso intervir,  presidente. Sim, intervenha junto a todos os que compõem seu governo para que deixem de dar opiniões a respeito de outros países.

O contexto de negócios internacionais é muito complexo, por isso, ao ofendermos um parceiro comercial jogamos fora todo nosso trabalho da roça, isso para não contabilizar os prejuízos da indústria e o institucional.

Comentários que possam

ofender, surtem efeitos negativos, em outras palavras, são um “tiro no pé”. Presidente, temos um “louco” ocupando um cargo no Governo  e ele não tem noção do que fala, por isso, está cometendo uma afronta descabida e sem nexo para com um país parceiro e amigo. É urgente que ele seja detido em sua volúpia e ignorância a bem de nosso país.

Gostaria de ressaltar a parceria do Brasil  com a China, que além de ser um dos maiores compradores, possui um povo amável, acolhedor e com o qual muito nos identificamos e que nos ensina a ter  disciplina,  respeito e senso de civismo. Existe lá uma cultura milenar riquíssima e que carrega filosofias  enriquecedoras.

Senhor Presidente, se não for pedir muito, aconselhe aos seus a não se pronunciarem em matérias internacionais,  pois isso nos ajudará bastante.

Paulo Bellincanta é presidente do Sindifrigo-MT

 

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