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Opinião

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Sexta-Feira, 12 de Setembro de 2014, 17h:30 | Atualizado:

Ubiratan Braga

Eleições? Desculpa 'sêo' doutor!

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A definição de Campanha Eleitoral é “o período em que os partidos e seus candidatos se apresentam para a população em busca de votos”. No 'Pai dos Burros' (dicionário Aurélio) quase idem. No mais 'muderno' (o Houais) é a mesma coisa com palavras diferentes. Já no 'Professores de Deus' (Tribunal Superior Eleitoral - TSE)- é a meu ver e de muitas pessoas a opressão, ‘sem graxeira’, um saco,... mas que rende acertos e mais 'acertos'. Isto é, em síntese, a judicialização. Desculpa “sêo” doutor, mas a sociedade deveria ser inserida no processo de decisão quando os decretos são formatados e postos à publicação com o 'cumpra-se' e não saírem por aí judicializando e acabando com as graças da disputa. 

Penso assim dada a frustração ou euforia popular quando alguns processos tiram da mais importante espécie do meio ambiente, o homem, o livre direito de ir, vir e ficar. Ou quando me tiram a liberdade de pensar, agir e decidir. Nesse sentido remeto à ideia, as antigas campanhas eleitorais. Você eleitor (a) deve se lembrar dos ‘tiozinhos’ e seus cansados e naftalizados paletós desfilando em direção à urna. Das tiazinhas e suas impecáveis anáguas escuras chamando os olhos destes mesmos tiozinhos. Dos discursos tipo: “Se eleito for, construirei uma ponte nesta cidade”. La embaixo do palco grita o moço atento vaiando: “Uhhh, aqui não tem rio doutor!”. De imediato o candidato esperto emenda: “Uma ponte”. Essa hora da campanha e do voto era prazeroso, cívico. O ‘cabra’ acordava cedo pra se sentir importante porque votou. 

Agora as campanhas estão bem diferentes. Usam contra-slogans tipo “Não vote nesse, ele só rouba”. E o mais incauto defende: “Vote nesse. Ele rouba, mas faz”. As reuniões de agora são às portas fechadas. Logo no mais temido ambiente?

Hoje, praticamente, aquela cultura está mitigada. Sabe por quê? É o modus operandi implantado pelos togados, que não saíram dos gabinetes para assistir o encanto das tiazinhas e tiozinhos em frente aos palanques vendo os candidatos e ídolos musicais fazendo o showmício. Que se disfarçaram em meio ao povão, mas comeram parte do churrasco festivo. E como era interessante e prazeroso também ver aquelas tiazinhas e tiozinhos carregando os espetões de churrasco, que rendia boa parte do alimento semanal em seu lar. E a grana que corria no período? Sêo doutor o povo tem fome e ama o lazer, mais ainda o ‘tutuzinho’.

Sei, claro, que o fulcro da campanha não se resume ao financiamento da pobreza, de reis da pérola ou geração de emprego sazonal, mas ajudava muitos incapacitados culturais-financeiros. Podiam ‘sêos doutores’, quando resolverem finalizar a mini/média ou grande reforma eleitoral incluir, pelo menos, a possibilidade de comer alguma coisa, pois à água ninguém terá prazer de votar nos políticos que geram trabalho para vossas excelências se manterem em seus gabinetes. Ou nunca ouviram falar de que “nem só de pão vive o homem?”. 

*Ubiratan Braga é jornalista, radialista e publicitário em Cuiabá.

 

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