21 de Outubro de 2019,

Opinião

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Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2019, 18h:19 | Atualizado:

Lorena Lacerda

Empreendedorismo e conhecimento: a dupla perfeita

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Que muitas pessoas desejam empreender no país, já se sabe. Afinal, possuir um negócio próprio pode ser o sinônimo da realização de um sonho. No entanto, mais do que ter otimismo e capital, empreender requer uma série de conhecimentos – inclusive, na área de finanças. E não há como fugir disso: você não precisa saber tudo de finanças para começar um negócio, mas saber muito pouco ou nada, como é o caso de muitos empreendedores, definitivamente não o colocará no caminho para o sucesso.       

Segundo uma pesquisa realizada pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor), com apoio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o Brasil chegou a 38% na TTE (Taxa de Empreendedorismo Total) em 2018 – o que significa que em torno de 52 milhões de pessoas contavam com um negócio próprio. Isto é um sinal do desejo do brasileiro de prosperar e conquistar mais liberdade através do seu próprio negócio. 

Alguns desses empresários, ao começarem seus negócios, já são especialistas em economia e finanças: possuem MBAs, experiência no setor privado e forte alfabetização em tudo relacionado à gestão econômico-financeira das empresas. Mas, são a minoria! A grande maioria dos empreendedores possui pouca ou nenhuma experiência ou conhecimento em finanças. São aqueles que tinham uma paixão e/ou ideia genial e apenas decidiram seguir em frente. Hoje, eles provavelmente estão se perguntando como gerenciar com mais eficiência.     

Uma boa opção para iniciar nessa jornada é investir em cursos e programas rápidos. Assim, à medida que você mergulhar no universo econômico-financeiro do mundo dos negócios, o que você ler sobre o assunto deixará de soar como um idioma totalmente diferente ou complexo. Empreender requer conhecimento em diversas terminologias, até porque várias palavras-chave provavelmente irão aparecer repetidas vezes – como, por exemplo, receita bruta, margem de contribuição, lucro líquido, fluxo de caixa e ponto de equilíbrio.

Algo similar irá ocorrer em relação a análises e relatórios que mostram como a empresa está se saindo, como balanço patrimonial, demonstrativo de resultados, demonstrativo de fluxo de caixa e orçamento empresarial – que, com o tempo, não serão mais tão assustadores quanto parecem em um primeiro momento. Pelo contrário, você perceberá que eles são essenciais para registrar a performance da empresa e lhe dar informações fundamentais para a tomada de decisão sobre preços, investimentos, produtos a focar, produtos a retirar de linha, por exemplo.

Para além de conhecer variáveis fundamentais para a tomada de decisão, a imersão nos estudos fornecerá ferramentas de aplicação imediata, o que possibilitará a elevação da performance e da gestão. A propósito, nada melhor do que usar o que você aprender para melhorar suas finanças e usar da melhora nas suas finanças para aprender cada vez mais, aumentando sua “musculatura” para empreender novos e maiores desafios na busca por ainda mais prosperidade, que sirva para seu propósito pessoal como indivíduo e também para o bem maior da sociedade como um todo.  

E lembre-se: nem tudo acontece da noite para o dia, mas a aprendizagem pode levar você até lá. Comece hoje!

*Lorena Lacerda é Presidente do Grupo Valure, representante da Fundação Dom Cabral (FDC) em MT, Coach de Executivos e Times há mais de 20 anos, Mentora de Gestão e Treinadora de Líderes.  

 

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