21 de Novembro de 2019,

Opinião

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Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h:00 | Atualizado:

Lício Malheiros

Intolerância!

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O Brasil passa por momentos de significativa transição, envolvendo a política nacional, neste momento crítico, não podemos usar de eufemismo, na tentativa de minimizar o processo de impeachment, a qual está sendo submetida a presidente Dilma Rousseff, sendo aprovado na Câmara dos Deputados, com 367 votos favoráveis e 137 contrários. O Senado já recebeu o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que agora passa a tramitar nessa casa. Por certo, o Senado cumprirá o devido rito legalmente estabelecido para o prosseguimento do  impeachment.

O ponto dissonante envolvendo o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, está ligado ao fato, de algumas pessoas ditas de capacidade cognitiva exacerbada, estarem usando de cusparada como forma de intimidação, contra as pessoas de pensamentos contrários aos seus; outros usam as redes sociais, para agredir as pessoas favoráveis ou contrárias ao processo de impeachment, usando palavras de baixo calão e, ataques meramente pessoais.

O primeiro caso, o mais emblemático, envolve o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), após votação, desferiu uma cusparada  no deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), não serei hipócrita e nem tão pouco leviano, buscando saber, quem está certo ou errado.

Até porque, nesse caso específico, trata-se de farinha do mesmo saco, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), por falta de argumentos e desequilíbrio emocional, desferiu cusparada no deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), atitude insana, deplorável, principalmente por partir de um parlamentar.

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), por sua vez no momento da votação, não deixou por menos, fez rasgados elogios ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o primeiro militar reconhecido pela justiça brasileira como torturador; é difícil aquilatar quem é pior.

Outro caso mais recente aconteceu em um restaurante japonês em São Paulo, envolvendo o ator global José de Abreu, que se envolveu em uma discussão com um casal frequentador do mesmo restaurante, não vamos entrar no mérito da discussão e nem tão pouco dizer quem tem razão ou deixa de ter.

Segundo informações a motivação da discussão teria acontecido, por conta do casal ter-lhe acusado, de se aproveitar da Lei Rouanet para  beneficiar-se, o autor é declaradamente petista, porém, isto não lhe dá o direito de sair dando cusparada nas pessoas; imaginem vocês se essa moda pega.

Agora, vamos falar dos anônimos, que usam as redes sociais e sites, para atacar as pessoas que conseguem externar seus pensamentos e sentimentos, nos meios de comunicação de massa, mesmo que às vezes erram, e em outras acertam,  porém sem medo de dizer a verdade doa a quem doer, sem usar de subterfúgios ou coisa que o valha.

Hoje, as redes sociais propiciaram o surgimento de uma nova modalidade, os críticos céticos, conhecidos também como avestruzes, pessoas que se valem do anonimato, para atacar e agredir, pessoas que se predispõe a escrever  artigos, e outras publicações, para tecerem duras críticas, não, com  objetivo de acrescentar alguma coisa, e sim pelo mero prazer em criticar.

Existe um avestruz contumaz que adora criticar, e se vangloriar da sua formação acadêmica, graduado em direito, jornalista e por ai vai, se acha a última bolacha do pacote; este senhor  poderia usar sua sapiência exacerbada, na tentativa de fazer melhor, mostrar sua capacidade cognitiva, e não ficar apenas, criticando por criticar.

 Mato Grosso recebeu uma leva de migrantes, que engrandeceram nosso Estado, figuras que nos orgulham muito; porém, infelizmente recebemos uma minoria ínfima de: pau rodado, curva de rio, paraquedista, que só sabem tecer duras críticas às pessoas, que eles nem sequer conhecem.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo (liciomalheiros@yahoo.com.br)

 

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