23 de Janeiro de 2020,

Polícia

A | A

Quinta-Feira, 05 de Dezembro de 2019, 22h:45 | Atualizado:

Criança está desaparecida há 47 dias; veja linha do tempo


Gazeta Digital

Nesta quinta-feira (5) completam-se 47 dias de desaparecimento de Samuel Victor da Silva Gomes Carvalho, criança de 6 anos que saiu da casa da avó para brincar em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) e nunca mais foi visto.

Mesmo com os cartazes espalhados pelos familiares, com as buscas do Corpo de Bombeiros pela margem do rio Arareau e com a mobilização da população da cidade interiorana pelo paradeiro do menino, a Polícia Civil não concluiu o inquérito. 

O  fez uma linha do tempo (veja abaixo) com os acontecimentos desde o dia em que Samuel saiu para brincar até as últimas informações repassadas pela polícia. 

Desaparecimento 

Era um domingo, no dia 20 de outubro, quando Samuel saiu da casa da avó, Lucineide Silva, com quem morava, para visitar um amigo. Apesar da pouca idade, era comum que a criança brincasse sozinho pela vizinhança, onde era conhecido por todos os moradores.

Lucineide sentiu a falta da criança quando estranhou que ele não tivesse voltado para casa muito tempo depois de sua saída, quando já quase anoitecia. Foi registrado, então, um boletim de ocorrência e, assim, começava a busca pelo seu paradeiro. 

Mobilização 

Em sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do dia 23 de outubro, deputados estaduais cobraram posicionamento do secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, para mobilizar as forças de segurança. 

Na ocasião, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) emitiu uma nota em que afirmou que confia no trabalho da Delegacia da Mulher, Criança e Idoso de Rondonópolis, que está a frente do caso. 

Buscas pelo rio 

Uma das linhas de investigação da Polícia Civil era de que Samuel havia sido morto e seu corpo jogado no rio Arareau. No dia 25 de outubro, uma sexta-feira, o Corpo de Bombeiros se mobilizou para fazer uma varredura nas margens e também no leito do rio. 

Após um dia de buscas, contudo, o corpo não foi encontrado e o trabalho dos militares foi encerrado. 

Trotes e pedidos de resgate 

Conforme a mãe de Samuel, Anelice da Silva Gomes, contou ao , foram diversas as vezes em que recebeu mensagens pedindo dinheiro para o resgate do menino. Na primeira vez, no dia 26 de outubro, um homem solicitou R$ 20 mil. 

Dois dias depois, no dia 28, veio o segundo pedido. Dessa vez, enviaram uma foto de um rosto com a orelha cortada. Depois do susto, contudo, a mulher percebeu que a foto não era de seu filho. 

Cães farejadores 

Dono de um canil em Cuiabá disponibilizou dois cães farejadores para auxiliar nas buscas por Samuel. Eles chegaram em Rondonópolis no dia 1 de novembro. Conforme esclareceu a Polícia Civil, contudo, o uso dos cães foi feito de forma voluntária e não houve nenhum pedido por parte da instituição para emprego dos animais nas buscas.   

Na ocasião, inclusive, foi criada uma nova situação, em que o dono do canil passou a ser investigado por estelionato, apropriação indébita, maus tratos, violência doméstica, entre outros. Estes casos eram anteriores ao sumiço de Samuel. 

Investigações 

Apesar dos 47 dias do desaparecimento, ainda não há pistas significativas que ajudem no avanço das investigações. Conforme a delegada Karla Cristina Peixoto Ferraz afirmou ao Jornal A Gazeta que não há informações novas que possam ser repassadas à imprensa para não atrapalhar o andamento das investigações. 

Ainda, pontuou que se trata de um caso complexo, que exige diligências específicas que continuam sendo realizadas pela polícia.    

 

Postar um novo comentário

Comentários

  • Comente esta notícia

INFORMES PUBLICITÁRIOS

MAIS VÍDEOS