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Sexta-Feira, 15 de Agosto de 2014, 16h:15 | Atualizado:

PM que entrava com drogas em presídio de MT depõe no dia 18

Um policial militar acusado de tráfico de drogas e de facilitar a entrada do entorpecente na Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, deverá prestar depoimento ao Conselho de Disciplina da Polícia Militar no próximo dia 18. A convocação foi feita pelo presidente do Conselho, tenente coronel Sérgio Ricardo de Holanda, e a audiência será realizada no 4º Comando Regional da cidade.

Testemunhas de acusação também deverão ser ouvidas durante a audiência, ocasião em que o policial terá que apresentar a defesa. Atualmente ele atua no 5º Batalhão da PM, no município, mas chegou a ser preso em 2012, durante a operação “Raiz” da Polícia Federal, contra o narcotráfico na região. O objetivo era desarticular uma quadrilha que atuava na penitenciária da Mata Grande, de onde era controlada a distribuição de entorpecentes para diversas localidades. No momento, foram cumpridos nove mandados de prisão, entre eles, a do policial suspeito de coordenar a quadrilha fora da cadeia.

“A conduta praticada pelo policial militar em tela, se comprovada, infringiu valores éticos, morais, deveres e obrigações previstos do estatuto dos Militares do Estado de Mato Grosso, aprovado pela Lei Complementar no231 de, 15 de Dezembro de 2005”, consta trecho da convocação divulgada no Diário Oficial, que circula nesta sexta-feira (15).

Durante o cumprimento do mandado de prisão, na casa do policial foram encontrados dois freezeres cheios de peixes de várias espécies somando 600 kg. Como a piracema ainda vigorava no estado e a mercadoria não possuía documentação fiscal, o pescado foi apreendido. A operação também resultou em novos mandados de prisão contra quatro detentos que já cumpriam penas por outros crimes na Penitenciária da Mata Grande. As investigações mostraram que mesmo presos, alguns suspeitos ainda continuavam coordenando os negócios ilícitos.

A participação de agentes públicos para facilitar a entrada de objetos no presídio também foi constatada. Os trabalhos iniciaram após a apreensão de um tablete de maconha no telhado do presídio e de diversas apreensões nas celas realizadas pela Polícia Militar e agentes prisionais.

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