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Política

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Quinta-Feira, 05 de Junho de 2014, 10h:17 | Atualizado:

CONEXÃO OFF SHORE

Dono da Friboi administrou empresa suspeita de lavagem via EUA e Panamá

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 Wesley deixou de comandar as empresas em 2008

Relatório sigiloso da Polícia Federal mostra que o empresário Wesley Batista, presidente do Grupo JBS Fribioi e um dos principais doadores de campanha do senador Pedro Taques (PDT), foi o administrador da empresa Global Participações Empresariais Ltda, que tem como uma das sócias Ariane Victor de Matos Mendonça, funcionária de gabinete do parlamentar e filha do empresário Fernando Mendonça, maior doador de campanha do pedetista e um dos principais investigados pela Polícia Federal, na Operação Ararath.

A Global é investigada pela PF por ser uma das empresas usadas no esquema para lavagem de dinheiro encabeçado pelo empresário Júnior Mendonça, dono da Amazônia Petróleo e da Global Fomento e pivô da Operação Ararath. De acordo com o relatório, registros oficiais mostram que Wesley Batista atuou como administrador da empresa desde a sua fundação, em 2006, até o dia 1º de dezembro de 2008. Curiosamente, Ariane passou a compor o quadro societário a partir da saída de Batista da administração da empresa.

A PF também descobriu que, entre os sócios da empresa, estavam duas empresa estrangeiras, a Elany Trading LLC e a Avel Group LLC, ambas sediadas nos Estados Unidos. O relatório da Polícia ainda descobriu que essas duas empresas foram criadas em 2005 e tinham como representante legal a MF Corporate Service e são gerenciadas pela Camille Service S.A, uma off shore sediada no Panamá.

O ministro Dias Tóffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou, na decisão que culminou pelo deferimento do pedido de liberdade do ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, que havia indícios de que o esquema teria enviado dinheiro para empresas estrangeiras, mais especificamente no Panamá, mas não entrou em detalhes. Segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a JBS S.A. doou R$ 100 mil para a campanha de Taques ao Senado nas eleições de 2010. O valor corresponde a quase 10% do gasto total declarado à Justiça Eleitoral, que foi de R$ 1,1 milhão.

Outro lado

O empresário Wesley Batista foi procurado pela reportagem, através da assessoria de imprensa do Grupo JBS. Entretanto, ninguém atendeu ao telefone que consta no site oficial do grupo. A assessoria do senador Pedro Taques (PDT) também não quis se manifestar.

 

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