20 de Setembro de 2019,

Política

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Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 12h:30 | Atualizado:

OPERAÇÃO FAKE DELIVERY

Ex-secretário atestou 28 notas de produtos fantasmas comprados na Educação de MT

Delegados destacaram que parte de materiais adquiridos já estava vendida quando chegou às escolas


Da Redação

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As aquisições de materiais escolares que seriam entregues aos povos indígenas e quilombolas foram feitas de última hora, às pressas, no final do governo de Silval Barbosa, em 2014. A informação é do delegado Luiz Henrique Damasceno, que coordena a Operação Fake Delivery, deflagrada nesta segunda-feira (19) pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Administração Pública (Defaz). A ação investiga o desvio do material didático na qual foi preso o ex-secretário-adjunto Francisvaldo Pereira de Assunção, que atualmente está cedido para a Assembleia Legislativa, onde trabalha como assessor do deputado Valdir Barranco (PT). 

“Dos 850 mil reais que foram entregues, boa parte chegou a ter data de validade vencida por ausência de logística para entregar. Então a aquisição foi feita às pressas, na transição do governo. Do montante total, boa parte não foi estocado onde deveria ser e até hoje ninguém sabe onde foi parar”, disse o delegado. “Inclusive, o coordenador da Seduc da área indígena (que é índio), disse que não foi consultado à época para saber se era necessária aquela quantidade de material e como é que seria distribuído”, complementou.

Francisvaldo foi preso nesta manhã no posto Gil, em Diamantino, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), quando estava indo para Nortelândia levar o pai. Segundo o delegado, ele já responde a uma ação por peculato que já está na fase de instrução na Sétima Vara Criminal. Às 14h de hoje, ele irá passar pela audiência de custódia, com a juíza Ana Cristina Silva Mendes, e também irá responder por peculato.

Em conversa com a imprensa, o delegado Luiz Henrique Damasceno evitou dar mais detalhes da operação, já que está na primeira fase e poderá ter outros desdobramentos. O fato, segundo o delegado, é que do material escolar – lápis, borracha, cadernos, entre outros - comprado para ser enviado aos povos indígenas e quilombolas, apenas R$ 850 mil foram entregues. E o restante dos materiais, no valor de R$ 1,134 milhão, ninguém sabe onde foi parar, e é o que a polícia quer descobrir. 

“A única coisa que a gente tem certeza é que foram  desviados 1,134 milhão de reais em materiais escolares , para onde foi esse dinheiro, só o Francisvaldo pode dizer. O que sabemos com certeza é que Franscivaldo recebeu as notas e não mandou para o local devido”, disse o delegado. 

Conforme as informações enviadas pela Seduc aos delegados, 28 notas fiscais foram atestadas por Francisvaldo na secretaria na condição de secretário-adjunto. O material no valor de R$ 1,34 milhão não foi entregue e nem levado para o estoque da Seduc. E existe prova documental e testemunhal disso. “A responsável pelo departamento de estoque da Seduc apresentou toda a documentação de que esse material não foi entregue lá e a gente foi buscar as outras documentações que demonstravam o recebimento pelo Francisvaldo de 28 notas”.

De acordo com o delegado, Francisvaldo vai responder a 28 ações de peculato, correspondentes a cada uma das 28 notas fiscais atestadas por ele.

 

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Comentários (7)

  • kaco | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 18h53
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    que feio ein delegado.... ta querendo virar politico tbem né... ano que vem tem eleição e vc quer aparecer usando o PT NÉ. absurdo... quer fazer igual o Bolsonaro...??? esta claro que tem cunho politico e eleitoral ai.. qual é seu partido...???

  • Manoel Santana | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 16h24
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    Sou apolítico, mas acho o que estão fazendo com a Sra. Rosaneide é uma grande injustiça. Conheço ela há muito tempo, sei que todo o seu patrimônio vem de esforços, de economia, dela e do seu esposo. Deixemos de ser hipócritas, qual o dirigente de órgãos públicos, com rara exceção, que, ao saírem dos seus cargos, não responderam processos por culpa de subordinados? Afinal, para os órgãos funcionarem as chefias tem de manter uma relação de confiança com os seus subordinados. Essa história é antiga, bastam pesquisarem, que verão casos semelhantes. Por isso que eu acredito na professora Rosaneide. Agora, se o seu subordinado cometeu algum delito, que pague por isso.

  • Felipe | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 13h56
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    Mas e o governador Mauro Mendes que prometeu pagar os servidores dia 20/08/2019 vai pagar certo, existe boatos dentro do governo que não iria conseguir cumprir o compromisso e que Mauro não iria pagar no dia prometido........e agora .................................. (OLHA O MEU, CADÊ O MEU, PRIMEIRO EU, SEGUNDO EU, TERCEIRO EU, QUARTO EU E DEPOIS O RESTO QUE SE EXPLODA)

  • Maria | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 13h56
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    Uma deputada federal com prerrogativa de foro sofreu busca e apreensão decretada por um juiz de piso? Tem ou não tem abuso de autoridade neste país? Ou esta ação é midiática?

  • CHIRRÃO | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 13h41
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    O SÁGUAS MORAES É DESSE PT TAMBÉM !!

  • amauri | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 12h59
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    4

    Então a deputada ROSA NEIDE, do PT, roubou lápis e cadernos dos Quilombolas também? Achei que era só dos índios. Um dia vai ajustar as contas com o chifrudo.......

  • fala o que pensa | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 12h55
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    Mas e o governador Mauro Mendes que prometeu pagar os servidores dia 20/08/2019 vai pagar certo, existe boatos dentro do governo que não iria conseguir cumprir o compromisso e que Mauro não iria pagar no dia prometido........e agora ..................................

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