Política Segunda-Feira, 27 de Maio de 2019, 08h:35 | Atualizado:

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R$ 17,5 MILHÕES

Ex-secretário deve apresentar avaliação de imóveis entregues em delação em MT

Pedro Nadaf devolveu R$ 17,5 milhões aos cofres públicos; maior parte é referente a imóveis

TARLEY CARVALHO
Da Redação

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O juízo da Sétima Vara Criminal de Cuiabá determinou a intimação da defesa do ex-secretário de Estado da Casa Civil, Pedro Nadaf, para que apresente, no prazo de 20 dias, um relatório de encontro de contas sobre cada um dos imóveis e, em 30 dias, avalição de todos os bens ofertados em seu acordo de colaboração premiada. O caso tramita sob segredo de Justiça e, por isso, não há a assinatura de juiz que proferiu a decisão, porém, sabe-se que o caso está nas mãos de Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, o que aponta como grande a chance para que a decisão tenha sido dele.

“Impulsiono estes autos com a finalidade de intimar ao advogado de defesa, para apresentar nos autos, no prazo improrrogável de 20 dias, um relatório de encontro de contas, relacionando o que foi gasto para a manutenção dos imóveis e o que foi recebido a título de aluguel, informando, na oportunidade a situação de cada imóvel e a cadeia de locação deles, bem como para providenciar no prazo de 30 dias, a avaliação dos bens ofertados, conforme disposto no parágrafo quinto da clausula 3ª, bem como as certidões de inteiro de teor dos imóveis atualizados”, determinou.

Pedro Nadaf firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), homologada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela foi remetida ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em outubro de 2017.

Os depoimentos do ex-secretário miram as operações "Ararath" e "Sodoma", que desvenderam esquemas de corrupção na gestão de Silval Barbosa em Mato Grosso. Entre as fraudes mencionadas pelo ex-secretário, estão concessão de benefícios fiscais mediante pagamento de propina, contratos fraudados para beneficiar organização criminosa, entre outras.

No acordo, ficou estabelecido que o ex-secretário devolveria R$ 17,5 milhões em dinheiro e bens. Entre eles, estão apartamentos, imóveis e automóveis.

Na delação, ele citou "figurões" do Estado, como os ex-governadores Blairo Maggi, Silval Barbosa e o deputado federal Carlos Bezerra. Seus depoimentos também envolveram José Riva, Mauro Savi e outros políticos e empresários.

 





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