22 de Novembro de 2019,

Política

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Domingo, 20 de Outubro de 2019, 17h:30 | Atualizado:

ÁREA NO PANTANAL

Justiça manda empresário desocupar fazenda de ex-secretário de MT

Nadaf entregou propriedade em acordo de colaboração premiada


Da Redação

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O juiz Alexandre Paulichi Chiovitti, da Vara Única de Poconé, devolveu a posse da Fazenda DL ao ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf. A decisão foi publicada na edição desta quinta-feira (17) do Diário Oficial da Justiça e se refere a uma área de 674 hectares.

Conforme os autos da ação de reintegração que corre na Vara Única de Poconé (distante 105 quilômetros de Cuiabá), o delator das ações penais nascidas das operações Sodoma e Seven, condenado a mais de sete anos de reclusão, se batia contra as pretensões dos pecuaristas Roberto Peregrino Morales e Roberto Peregrino Morales Junior. Eles são pai e filho.

A propriedade rural, avaliada em cerca de R$ 6 milhões, está entre os imóveis entregues como contraparte da colaboração premiada firmada junto ao MPF (Ministério Publico Federal), como ressarcimento ao erário através de dação em pagamento de bens imóveis, devidamente homologado no STF (Supremo Tribunal Federal). Todo o problema começou porque, na época da aquisição da área, no ano de 2014, Nadaf era secretário da Casa Civil de Mato Grosso.

Os pecuaristas teriam vendido normalmente a propriedade rural para ele e, depois que este foi quitado, tomou posse imediatamente do imóvel, num negócio intermediado por um terceiro, o senhor Marcos Amorim da Silva, amigo da família Nadaf de anos e anos. Roberto Sênior e Roberto Júnior Aduz procederam então à outorga da procuração com fins de venda, cessão e transferência, inclusive a si próprio, para o senhor Marcos, que logo depois deste ato começou o processo de escrituração do imóvel, porém chegou o tempo em que os problemas públicos de Pedro Nadaf com a justiça se tornaram públicos.

Logo que tomaram conhecimento do acordo de delação premiada, passaram a “aproveitar da situação, ameaçando reaverem o imóvel rural”. A tentativa começou pela via judicial, mas eles acharam que esta era lenta e então “tomaram medidas mais drásticas e, não medindo esforços para ingressar ilegalmente no imóvel, na data de 28 de agosto de 2018, invadiram a área, quebrando cadeados e soltando semoventes nos pastos”, de acordo com a defesa do ex-secretário.

Nadaf se defendeu e conseguiu comprovar com documentação o que alegava desde o começo. Ou seja, tratava-se de um negócio legalmente constituído, firmado e encerrado do qual os dois Peregrinos acharam ser possível tirar proveito. “Isto posto, e pelo que mais consta dos autos, defiro a liminar pleitada por Pedro Jamil Nadaf em desfavor de Roberto Peregrino Morales e Roberto Peregrino Morales Junior, para determinar a reintegração de posse do imóvel descrito na inicial, em favor da parte requerente. Expeça-se mandado de reintegração de posse devendo ser oficiado a Polícia Militar, caso seja necessário Reforço Policial, reforço esse que desde já defiro. Citem-se os requerido quanto aos termos da presente ação para, querendo, contestar no prazo legal, bem como de que, não sendo contestada a ação, se presumirão aceitos como verdadeiros os fatos articulados pela parte autora”, escreveu a juíza Katia Rodrigues Oliveira.

A curiosidade desta ação é o fato de o ex-secretário de Estado e empresário terem pedido gratuidade da justiça por "hipossuficiência financeira momentânea" porque estaria desempregados. A magistrada negou esse pedido lembrando quanto ele ganhava em seus tempos de servidor público de primeiro escalão e seu patrimônio pessoal conquistado ao longo desse tempo. 

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Comentários (3)

  • Junior Alves | Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2019, 11h40
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    Pouco esperto esse Roberto.... Vende o imóvel, recebe, outorga a procuração, ai quando vê que o circo tá armado para o cidadão lá, tenta retomar a fazenda!!!

  • Carlos Pereira | Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2019, 10h20
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    Aqui em pocone fala que o Roberto comprou documento falso no cartório, à justiça tem que investigar esse cartório

  • Marcio souza | Domingo, 20 de Outubro de 2019, 18h56
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    É Roberto vc arrotava aqui em Pocone que justiça não vale nada se lascou e quem estava na área sabia da situação da área envolvida agora tem duas opção sai ou entra num acordo e Roberto de lascou e povo da Região agora sabe quem é o verdadeiro dono

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