31 de Março de 2020,

Política

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Sexta-Feira, 21 de Fevereiro de 2020, 16h:55 | Atualizado:

OPERAÇÃO POLYGONUM

Justiça nega devolução de carro de luxo para ex-servidor da Sema de MT

Hiago Silva de Queluz era servidor comissionado da secretaria


Da Redação

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A juíza da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, Ana Cristina Silva Mendes, negou a devolução de um Honda Civic ao engenheiro ambiental Hiago Silva de Queluz, ex-servidor da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). Ele foi denunciado por fraudes no cadastro ambiental rural (CAR), um registro utilizado na regularização de propriedades rurais.

O esquema é investigado na operação “Polygonum”, da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema). O processo que tramita contra o engenheiro ambiental está em segredo de justiça.

O despacho negando a devolução do veículo foi publicado na última quinta-feira (21). A magistrada justificou a manutenção da apreensão citando o artigo 118 do Código do Processo Penal (CPP), que estabelece que, antes de transitar em julgado – ou seja, antes do fim do processo, onde não há mais a possibilidade de recursos -, “as coisas apreendidas não poderão ser restituídas enquanto interessarem ao processo”. “Indefiro o pedido de restituição do veículo Honda/Civic LXL, cor cinza, ano 2012/2012 em consonância com o parecer ministerial”, diz trecho dos autos.

POLYGONUM

A operação “Polygonum” apura irregularidades no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Conforme as investigações o CAR é um registro obrigatório a todos os imóveis rurais e também é utilizado como controle para o desmatamento.

A denúncia revela que membros de uma suposta organização criminosa – servidores, prestadores de serviços e membros do 1º e 2º escalão da Sema-MT - apresentavam à secretaria relatórios técnicos de tipologia vegetal “ideologicamente falsos”, alterando, por exemplo, a “classificação fitofisionômica” de fazendas e propriedades rurais de “floresta” para “cerrado”.

De acordo com o código florestal, se uma área de reserva da Amazônia Legal é denominada como “floresta”, 80% dela deve ser preservada. Já se a região tem classificação como “cerrado”, então apenas 35% de sua vegetação nativa deve ser mantida.

Pelo menos 5 mil hectares teriam sido desmatados ilegalmente. Informações da Procuradoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística apontam prejuízos ambientais da ordem de R$ 143.645.529,44. A “Polygonum” foi deflagrada em 2018, durante a gestão do ex-governador Pedro Taques.

Ao todo, a operação “Polygonum” teve seis fases e indiciou 69 infratores ambientais.   

 

 

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Comentários (3)

  • Eleitor | Sábado, 22 de Fevereiro de 2020, 17h47
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    E a BMW ainda tá lá? Todo dia quando saio do trabalho e passo por ele acho é pouco. Uma pena que os concursados estão lá depois que saíram da prisão e o que não está lá dando expediente continua recebendo sem fazer nada e ainda pista nA redes sociais. Fez merda tem que ser sumariamente exonerado pq logo logo aprontam de novo. Confiam na estabilidade e na justiça brasileira. Os que trabalham muito ficam lá com cara de idiotas. Ser honesto neste país beira ao ridículo. Baby ri à toa junto com Jd e Bibi. Todos soltinhos... Desanimador.

  • marcia | Sexta-Feira, 21 de Fevereiro de 2020, 18h09
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    honda civic carrão??? kkkkkkk

  • Francisco | Sexta-Feira, 21 de Fevereiro de 2020, 18h00
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    Só um adendo: a figura não foi, não é e nunca será servidor. Servidor é concursado e os outros são FUNCIONARIOS temporários. Tanto o comissionado quanto o contratado por tempo determinado são FUNCIONÁRIOS.

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