20 de Novembro de 2019,

Política

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Sábado, 09 de Novembro de 2019, 08h:45 | Atualizado:

CAIXA 2

Senadora de MT contrata “peso pesado” para tentar evitar cassação no TSE

Gilson Langaro Dipp é ex-Ministro do STJ e do TSE e também vai defender a senadora Selma Arruda em processos de cassação


Da Redação

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A senadora Selma Arruda (Podemos-MT) contratou um dos advogados eleitorais mais “badalados” do mercado para defendê-la nos processos de cassação que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Trata-se do ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Langaro Dipp. Ele também é ex-ministro do TSE justamente numa das duas vagas destinadas a membros do STJ.

Segundo informações, o advogado Gustavo Bonini Guedes, que representava Selma Arruda, substabeleceu poderes para outros 7 advogados e um estagiário auxiliarem a defesa da senadora de MT, cassada em abril de 2019 no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pela suposta prática de “Caixa 2” e abuso de poder econômico.

A defesa da senadora alega que o processo que resultou em sua cassação no TRE lhe prejudicou em relação a instrução, fase de produção de provas da ação. “De um lado, houve o deferimento – data vênia, indevido e açodado – de medida extrema referente à quebra de sigilo bancário dos Requeridos, sem que houvesse justificativa legal para tanto, sem que se conferisse o prazo solicitado pelos Requeridos para sua apresentação; por outro, indeferiu provas tempestivamente pleiteadas pelos Requeridos – testemunhal e pericial - para, ao final, determinar a cassação dos Requeridos, afirmando-se que os mesmos não conseguiram comprovar a licitude das condutas, o que demonstra o evidente cerceamento de defesa”.

Gilson Langaro Dipp se aponsentou da magistratura em 2014 e ocupou por dois anos a vaga no TSE – entre 2010 e 2012.

Em Mato Grosso, Dipp já defendeu o ex-CEO da EIG Mercados, Valter Kobori, preso na operação “Bereré” acusado de participar de um esquema que desviou R$ 30 milhões no Detran de Mato Grosso. Foi o responsável por assinar o habeas corpus do executivo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que soltou Kobori em julho de 2018.

CASSAÇÃO

Selma Arruda foi cassada por 7 votos a 0 em julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) no dia 10 de abril deste ano. Ela responde a uma representação que apontou um gasto irregular de R$ 1,2 milhão em sua campanha vitoriosa ao Senado em 2018. Os recursos não foram declarados, e teriam sido utilizados em período proibido pela Justiça Eleitoral – o que configura a prática de “Caixa 2”, além de abuso de poder econômico. O órgão também já reprovou as contas da parlamentar.

A senadora disputou pela primeira vez uma eleição em 2018 após se aposentar como juíza do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) em março do ano passado. Ela obteve 678.542 votos.

 

 

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Comentários (2)

  • joaoderondonopolis | Sábado, 09 de Novembro de 2019, 14h36
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    Vou falar pela milionésima vez, Selma não será cassada, os extratos fornecidos pelo COAF e pela RECEITA estão suspensos por decisão do STF, e portanto, não tem validade nenhuma. Acredito também que este processo deve ser anulado e Selma livre, e os pretensos candidatos para a vaga de Selma, vão quebrar a cara, ficarem só na vontade de ser senador ou voltar a ser senador. Parabéns Selma pela excelente banca e advogados.

  • José Carlos | Sábado, 09 de Novembro de 2019, 11h09
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    POVO MATOGROSSENSE QUER SABER COMO ELA ESTÁ PAGANDO ESSE ADVOGADOS DE RENOMES. UMA DEFESA DESSA NÃO SAI POR MENOS DE UM MILHÃO DE REAIS.

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