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Domingo, 16 de Fevereiro de 2014, 23h:02 | Atualizado:

PONTO DE VISTA

Taques nega que fará "trampolim" e diz que é natural senador disputar Governo


Da Editoria

Ilustração

taques

 

Em entrevista na noite de hoje ao programa Ponto de Vista (TV Brasil Oeste - canal 8), o senador Pedro Taques desconsiderou a possibilidade de fazer um "trampolim político" caso seja candidato ao Governo de Mato Grosso neste ano em plena metade do mandato para qual foi eleito em 2010. "É da natureza do mandato de oito anos de um senador a possibilidade de ser candidato no meio dele, mas isto será definido lá na frente", explicou, adiantando que não temerá ser questionado por este assunto por adversários. 

Pedro Taques explicou que dos 81 senadores, ao menos, 20 deverão ser candidatos ao Governo em seus estados. "Diferente do que ocorre no Executivo, no Senado o mandato é de oito anos para que isto ocorra", detalhou.

Caso seja eleito governador, o policial rodoviário federal José Medeiros (PPS), que tem base política em Rondonópolis deve assumir o mandato de Pedro Taques no Congresso Nacional. No entanto, o segundo suplente, o empresário sinopense Roberto Fiúza (PV) tenta derrubar Medeiros e ficar com a primeira suplência de "olho" na cadeira no Congresso Nacional. Taques considerou que houve, de fato, um equívoco no pedido de registro a Justiça Eleitoral e inversão entre os suplentes já foi solicitada.

Para o senador, os dois suplentes possuem pouca visibilidade e à época foram escolhidos pelo fato de que ele tinha poucas chances de vitória quando lançou a candidatura. "Um senador é hoje registrado com dois suplentes. Quando me candidatei ao Senado, poucos acreditavam em minha vitória. Ninguém queria ser meu suplente e os dois aceitaram. São pessoas decentes. O registro é separado, mas a eleição é conjunta", comentou.

Pedro Taques voltou a evitar a possibilidade de assumir a condição de candidato ao palácio Paiaguás através de um grupo de partidos de oposição. "Recebo com total naturalidade a possibilidade de candidato pelo fato de ser senador. Encaro política como um instrumento de transformação de sonhos e realidades e, portanto, o mais importante é debatermos neste momento um projeto para o Estado ao invés de nomes. Iremos debater sem pressa e com tranquilidade para lá na frente definirmos um nome para representar esse grupo", afirmou.

Em relação a liderança nas pesquisas diante do recuo do senador Blairo Maggi (PR), Pedro Taques demonstrou prudência com os números. "Quem quiser o próximo governador de Mato Grosso, não poderá escolher adversário. Com certeza, não haverá eleição por W.O. As pesquisas agora são relativas e seguramente a melhor delas é no dia das urnas", analisou, ao citar que em 2010 neste momento possuía apenas 3% das intenções de voto.

Pedro Taques avisou que, caso seja candidato a governador, buscará articular um amplo arco de legendas. "Só um ditador chega ao poder sem coligações. Temos que um grupo de partidos - PDT, PSB, PPS e PV - que recebeu o nome de Mato Grosso Muito Mais e estamos agora conversando agora sim PSDB, DEM e PTB. Esta união deve ser fundamentada em uniões em princípios. Não vou fazer acordo com diabo para fazer a obra de Deus", comentou.

Sobre a presença do Partido da República no grupo, Pedro Taques disse que as conversações estão sendo conduzidas com o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), e o presidente do diretório estadual do PDT, deputado Zeca Viana. Demonstrando que deseja a aliança, o senador pedetista revelou que já conversou, sem citar nomes, com cinco dos sete deputados da bancada do PR na Assembleia Legislativa.

GOVERNO SILVAL E OBRAS DA COPA

Segundo o senador pedetista, O Governo de Mato Grosso precisa agir com maior transparência e eficiência para superar as desigualdades entre as regiões. De acordo com o Pedro Taques, a gestão tem demonstrado falta de capacidade para retirar os projetos do papel relacionados as obras da Copa do Mundo em Cuiabá e Várzea Grande.

"Este Governo está tendo problemas em saldar as promessas feitas na campanha de 2010", recordou, ao considerar que a mudança do projeto do BRT para VLT prejudicou a execução das obras. "O VLT, de acordo com análise técnica, não fica pronto nem em 2015. Faltam equipamentos para o trem funcionar e as cidades estão com a auto estima baixas", assinalou.

Além de criticar os projetos relacionados a Copa em Mato Grosso, Taques ainda detonou os setores de educação, saúde, segunda pública e estradas. "Fiz uma análise de Estado e em relação ao governador Silval Barbosa (PMDB) tenho respeito, mas o julgamento dele será feito no momento oportuno pela sociedade", opinou.

 

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Comentários (2)

  • jose de carvalho bastos filho | Segunda-Feira, 24 de Fevereiro de 2014, 14h30
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    Conversa fiada esta história de equivoco, vou contar a vocês em primeira mão o que aconteceu. O processo de substituição de candidatos só acontece em 3 situações: 1- morte do candidato 2- Se ele estiver inelegível, a coligação pode pedir a substituição 3- renuncia pois bem a coligação Movimento Mato Grosso Muito mais, tinha como candidato a senado Pedro taques e como primeiro suplente Zeca Viana e segundo Paulo Fiuza. Zeca Viana RENUNCIOU e foi substituido por josé medeiros. Este é o resumo da ópera, se Paulo Fiuza tivesse renunciado, poderia ser substituído ou substituir quem quer que fosse inclusive o Zeca Viana. O que ocorre é que eles não tinham a menor esperança que Taques ganhasse, quando ganhou, estão fazendo gambiarra para tomar o pirulito do moleque, e vão tomar. Esta entrevista do Taques é reveladora.

  • DALVA MOREIRA | Segunda-Feira, 17 de Fevereiro de 2014, 13h21
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    NINGUÉM ME CONTOU, EU ESTAVA PRESENTE EM REUNIÃO COM O SENADOR PEDRO TAQUES, QUANDO ELE ERA CANDIDATO AOS SENADO. DEVERIA TER EM TORNO DE UMAS SETENTA PESSOAS, ELE DISSE CLARAMENTE, COM TODAS AS LETRAS, QUE ABOMINAVA OS POLÍTICOS QUE USAVAM O MANDATO COMO \"TRAMPOLIM\", E DISSE QUE ELE SERIA DIFERENTE CUMPRINDO SEU MANDATO ATÉ O FIM. DISSE MAIS COISAS SOBRE POLÍTICOS, AGORA QUE ESSE DISCURSO VEJO QUE ELE TEM RAZÃO, POLITICO NÃO PRESTA, NÃO TEM PALAVRA, INCLUINDO ELE!

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