13 de Agosto de 2020,

Política

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Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, 15h:30 | Atualizado:

MAIS R$ 1 MIL

TJ libera auxílio alimentação para servidores cedidos a sindicatos

Três servidores do próprio Poder Judiciária impetraram um mandado de segurança exigindo o recebimento do benefício


Da Redação

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O Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) reconheceu o direito de três servidores do Poder Judiciário Estadual de receberem auxílio alimentação mesmo afastados de seus cargos para atuarem no sindicato da categoria (o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso – Sinjusmat). O benefício garante R$ 1.000,00 a mais em seus vencimentos. A decisão é do dia 25 de janeiro de 2018.

Os magistrados do TJ-MT decidiram, por maioria, seguir o voto do relator, o desembargador Pedro Sakamoto. Ele afirmou que os servidores que usufruem de um direito legalmente previsto, a atuação no sindicato da categoria, também fazem jus ao recebimento de benefícios previstos na carreira.

“Considera-se como efetivo exercício o afastamento em razão de licença para desempenho de mandato classista. Logo, o servidor público que usufrui de um direito legalmente previsto, no caso, a licença para exercício de cargo sindical, também faz jus ao recebimento de todos os benefícios inerentes ao seu cargo, inclusive do auxílio-alimentação”, diz trecho do acórdão.

Segundo informações dos autos, E. A. B., G. L. T., e R. R. S., interpuseram o mandado de segurança contra ato do ex-presidente do TJ-MT, e desembargador, Paulo da Cunha, que, “nos autos do processo administrativo determinou a exclusão do benefício de auxílio-alimentação dos servidores que estão afastados do efetivo desempenho das funções no órgão de origem, por possuir natureza meramente indenizatória”.

“Argumentam que o corte perpetrado na remuneração dos impetrantes pelo então ex-Presidente do TJMT, o Desembargador Paulo da Cunha, ocorreu sem que tivessem sido previamente comunicados, impedindo-os, assim, de exercerem seus legítimos direitos ao contraditório e à ampla defesa”, alegam os servidores.

O próprio Pedro Sakamato negou a demanda em decisão liminar (provisória) do dia 11 de maio de 2017. Ele afirmou que a concessão do pedido naquele momento se confundia com o próprio mérito da questão.

“Com efeito, conquanto eu tenha me manifestado favoravelmente em feito similar assunto que aparentemente se assemelha à tese jurídica avençada pelos impetrantes, faz-se curial assinalar que, neste caso, a Lei n. 9.547/2011 considerou o efetivo desempenho das atribuições do servidor como requisito essencial para a concessão do auxílio-alimentação, de modo que não se revela prudente a concessão initio litis da segurança, especialmente porque o pedido de liminar confunde-se com o próprio mérito da ação”, afirmou o desembargador na ocasião.

Porém, no julgamento do mérito, Sakamoto reconheceu o direito dos servidores. E. A. B. é analista judiciário e teve salário líquido de R$ 7.746,68 em janeiro de 2018. G. L. T. é auxiliar judiciária e R. R. S. é oficial de justiça e receberam no último mês R$ 4.374,63 e R$ 10.677,99 respectivamente.

 



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Comentários (12)

  • Maurílio Rodrigues de Mattos | Segunda-Feira, 26 de Fevereiro de 2018, 23h30
    1
    0

    Sou contra penduricalhos em todos os Poderes e instituições públicas. Se alimentar for Direito, aposentados, licenciados e em gozo de férias, afastamentos amparados por leis devem também recebê-los, pois para sobreviver faz-se necessário uso de alimentos, ou não?.

  • Eduardo Alvarenga | Segunda-Feira, 26 de Fevereiro de 2018, 13h21
    0
    1

    Pura roubalheira, quem tem que pagar o auxilio alimentação e o Sindicato, pois estão a serviço do sindicato, não a disposição dos Mato-grossenses; ou quem deveria pagar são os associados do tal sindicato, pois esses tais estão a serviço deles, e não do nosso.

  • Paulo Sergio | Segunda-Feira, 26 de Fevereiro de 2018, 06h56
    2
    0

    Vamos traduzir os nomes?

  • Sociedade | Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, 23h10
    5
    0

    TJ é TJ né...

  • Ramis | Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, 21h30
    10
    11

    É muita hipocresia, por parte destes, são classe média alta, e é aqueles que bateram panelas vestidos com a camisa da CBF, e são esses que defendem com unhas e dentes o Bolzomico, é que odeiam aqueles que recebem o bolsa família, Brasil país de ratos!!!!

  • Maria Isaura de Arruda | Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, 21h01
    16
    1

    Renovo o meu pedido, porque não os apsentados, qual a diferença. Pode me responder.

  • Maria Isaura de Arruda | Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, 20h50
    20
    3

    É os aposentados não tem direitos porque, auxílio palito, auxílio moradia, auxílio saúde, auxílio estudo, auxílio alimentação, porque ?

  • Jurandi Antonio Beltrao | Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, 19h48
    26
    5

    Isso ai. .parabens, milhares de trabalhadores..ganham menos dé 1000 Reais, e o senhores exigindo a 1000 a mías, para alimentacao. .Absurdo isso, judiciario deve olhar mías, para o povo MATOGROSSENSE.

  • Edmar | Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, 19h06
    29
    3

    O que pra uns é auxilio, pra outros é um salário.

  • Max | Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, 17h03
    35
    5

    Quem precisa desse Auxilio é o povo e nao esses ai que já ganham horrores.

  • alexandre | Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, 16h31
    33
    3

    Absurdo , todo orçamento do Estado pra penduricalhos..

  • Degas | Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, 16h30
    35
    3

    Querem mamar em todas as tetas .E amam a CUT!!

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