05 de Agosto de 2020,

Política

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Sábado, 11 de Julho de 2020, 08h:43 | Atualizado:

RISCO DE CASSAÇÃO

Vereador depõe em agosto sobre envolvimento com tráfico de drogas

Janio Calistro é um dos alvos da Operação Cleanup e ficou preso entre o fim de 2019 e início de 2020


Da Redação

Wesley Santiago/OD

Janio Calistro

 

O vereador, Jânio Calistro (DEM), será interrogado no dia 5 de agosto pela Comissão Processante da Câmara Municipal que investiga a quebra de decoro do parlamentar por conta do seu suposto envolvimento com tráfico de drogas no município. Ele foi preso durante a Operação Cleanup, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) em dezembro do ano passado.  

O procedimento foi instaurado pelo parlamento várzea-grandense em março com intuito de reunir informações sobre as práticas criminosas que podem resultar na cassação de mandato do político. Até agora já foram ouvidos diversas testemunhas, entre elas, delegados e figuras políticas como o ex-governador Júlio Campos (DEM). 

Vale ressaltar que a prefeita Lucimar Campos (DEM) e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), também foram escalados como testemunhas do parlamentar. No entanto, nenhum deles compareceram para prestar depoimento. Diante disso, a câmara emitiu novos requerimentos para que as oitivas aconteçam no mesmo dia de Calistro.  

“Sendo assim, designo o dia 05/08/2020, a partir das 9 horas, para as suas oitivas, bem como para o interrogatório do representado. Intimem-se", diz trecho da a Portaria n.º 31/2020. 

Os trabalhos da Comissão Processante devem seguir até o dia 3 de setembro. 

OPERAÇÃO CLEANUP 

Durante as diligencias da Operação Cleanup, escutas autorizadas apontaram que Calistro e o também investigado João Vanderson, o "Peruca", articulavam roubar uma carga de drogas avaliada em R$ 1,8 milhão em uma chácara de bolivianos. Na ocasião, ambos chegaram inclusive a combinar que a carga deveria ser escondida em caixas d’água enterradas. 

O trabalho investigativo durou cerca de 70 dias e permitiu identificar diversas pessoas associadas para o tráfico, sendo realizadas as prisões em flagrante de 6 pessoas e apreensão de grande quantidade de drogas em posse dos presos. 

No fim de janeiro, Calistro entrou com um pedido de Habeas Corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, contudo, o requerimento foi recusado pelo desembargador Gilberto Giraldelli, da 3º Câmara Criminal, que considerou superficiais as contestações feitas pela defesa já que, segundo ele, ficou claro a relação do político com os investigados. Porém, no dia 20 de março, o parlamentar foi beneficiado com habeas corpus por pertencer ao grupo de risco do novo coronavírus. 



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Comentários (1)

  • Kvera | Sábado, 11 de Julho de 2020, 14h37
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    Piada, a polícia tem todo trabalho de investigação, prende faz o trabalho dela. Ainda é suspeito?

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