16 de Junho de 2019,

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Quarta-Feira, 12 de Junho de 2019, 17h:15 | Atualizado:

Ações de extensão da UFMT atingem quase 500 mil pessoas em MT

Criada pela e para a sociedade, a universidade pública ultrapassa seus limites físicos a partir de suas ações de extensão. Atividades que atingem inúmeros indivíduos, estejam eles próximos ou em comunidades ribeirinhas, quilombolas, indígenas e em situação em vulnerabilidade social. Dados do Relatório de Gestão e Prestação de Contas que foi apresentado ao Tribunal de Contas da União (TCU) pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) apresentam uma execução de 98,61% das 1.366 ações de extensão registradas em seus cinco Câmpus, atingindo 457.205 pessoas apenas em seus eventos.

“Na resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Educação em novembro do ano passado, dentre vários critérios, a extensão é definida como a interação dialógica com a sociedade para sua transformação, não é só levar algo pronto”, explica a coordenadora de extensão, Sandra Jung de Mattos.  “Se somarmos todos os projetos, incluindo ações mensuradas pelos coordenadores e que não se aplicam a eventos, a extensão da UFMT chegou a 1.843.434 pessoas no ano passado”, completa.

As ações desenvolvidas por servidores envolvem diretamente os estudantes da UFMT, seja a partir da concessão de bolsas ou por atividades voluntárias, que participam da organização e da execução dos projetos, regidos por editais de Programas de Bolsa Extensão (PBEXT). Essas atividades, segundo Sandra Mattos, não podem ser analisadas separadamente do ensino e da pesquisa. “O ensino, a pesquisa e a extensão acontecem simultaneamente, são indissociáveis. Não tem como fazer extensão sem estar pesquisando a necessidade que a sociedade traz”, analisa.

Segundo o Relatório de Gestão e Prestação de Contas, em 2018, 4.792 discentes realizaram atividades de extensão, sejam como organizadores, sejam como executores. Essa participação impactou, apenas em público interno, 26.584 alunos de todos os Câmpus da UFMT.

Muito além da cultura

A extensão se distribui em todas as áreas do conhecimento. Na maioria dos casos, um servidor da UFMT submete à coordenação de extensão um programa, abrigando projetos que são desdobrados em ações. Distribuídas em 15 tipos, elas totalizaram, em 2018, 8.363 atividades. “Em uma delas, chamada de outros, que não podem se enquadrar em categorias fixas, como, por exemplo, eventos, temos mais de três mil ações”, acrescenta a coordenadora.

Apenas em seminários, no ano passado, foram executadas 466 ações, ou seja, mais de uma por dia. No que diz respeito a cursos, segundo o Relatório de Gestão e Prestação de Contas foram realizadas 1.210 atividades, ou seja, mais de três por dia.

No tocante às ações culturais, a UFMT realizou em 2018, em todos os seus Câmpus, 865 atividades, mais de duas por dia. “Nós somos referência em atividades culturais e os projetos de extensão fazem essa transmissão da cultura e a apresentação é o produto final. O importante é toda caminhada. Temos casos de pessoas que, por exemplo, curaram uma depressão por participar das ações desenvolvidas”, destaca. “A cultura não é só também o que envolve apresentações, mas tem todo um processo, que envolve, por exemplo o patrimônio imaterial. O termo é bem amplo, mas a UFMT faz muito bem esse processo em ações da Orquestra Sinfônica, do Coral e do Cineclube, que são projetos consolidados e fazem parte da história da Universidade e da região”, completa.

A realidade trazida pelos números apresentados mostra o impacto transformador da extensão no cidadão, esteja ele próximo ou distante de cada um dos Câmpus da UFMT. Um retrato que pode ser impactado pelo corte de 30% em seu orçamento. Segundo a coordenadora de extensão, a Administração da Universidade priorizou a manutenção das bolsas concedidas. “No entanto, os outros cortes que podem ser feitos inviabilizarão as ações desenvolvidas pela Universidade”, finaliza.

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