09 de Julho de 2020,

Cidades

A | A

Terça-Feira, 03 de Março de 2015, 16h:48 | Atualizado:

Casal consegue guarda do filho adotivo no "Ribeirinho Cidadão"

Há 11 anos Davi Gustavo Farias Dias, 12 anos, conhece Márcio Catione como pai. O seu maior sonho é ter o nome do ‘pai do coração’ em seus documentos. O adolescente foi registrado apenas pela mãe, Sabrina Faria Dias, já que o pai biológico se negou a reconhecer o filho.

Essa história começou a mudar durante a visita do Projeto Ribeirinho Cidadão na Comunidade de São Pedro de Joselândia, quando o juiz José Antônio Bezerra Filho regulamentou a guarda do menor para o casal. O próximo passo é iniciar o processo de adoção.

A felicidade dos três era visível. “O Márcio é o pai dele, foi ele quem deu amor, carinho e educação desde que Davi tinha um aninho. Meu filho sofre na escola por não ter no registro o nome do pai. Por isso, fiz questão de vir aqui, porque meu desejo é ver meu filho feliz. O atendimento foi ótimo, agora temos a guarda, vou ficar mais tranqüila”.

O ‘pai do coração’ também comemorou. “Me sinto orgulhoso em poder falar que sou pai do Davi, saber que vou poder em breve colocar meu nome no registro dele. Estou muito feliz, pois é um sonho que começa a se tornar realidade”, assegura Márcio.

Davi acompanhou tudo de perto, prestando atenção em cada palavra pronunciada pelo juiz e o defensor público. “Eu estou feliz demais. Sempre quis isso. Para mim é importante ser registrado por ele (Márcio), que sempre me amou. É meu pai de verdade”.

A regulamentação da guarda foi realizada durante a visita do Projeto Ribeirinho Cidadão a localidade de São Pedro de Joselândia. A caravana, que está na região pantaneira desde 19 de fevereiro, visitará 26 comunidades até o dia 28 de fevereiro, quando termina a parte fluvial do projeto e inicia a terrestre, que vai até o dia 6 de março.

Reconhecimento - A estudante Claudilene de Arruda Maciel, 17 anos, aproveitou a visita do projeto para fazer o reconhecimento de paternidade da sua filha de seis meses. Após conversar com a mãe, o juiz convocou o possível pai para uma conversa.

Manoel Gonçalves da Silva Dias, 25 anos, que reside na comunidade de Retiro, foi a cavalo para a audiência, realizada ali mesmo, na escola que abrigou o projeto. Questionado pelo magistrado se reconhecia a criança como filha, ele negou e solicitou o teste de DNA.

“Caso o exame confirme que você é o pai, já fica acordado aqui uma pensão no valor de 30% do salário mínimo, o que equivale hoje a R$ 240,00 por mês. O pai terá direito a visitas nos finais de semana, bem como os avós paternos. Isso fica bom para o senhor? Isso fica bem para a senhora?”, questionou o juiz. Ambos disseram que sim.

“Eu fiquei muito satisfeita. Aqui na comunidade falam que minha criança é filha de sete pais. Vou mostrar para todos que ela tem um pai só. Para mim a vinda da Justiça aqui foi muito boa, porque é difícil ir na cidade, aqui é tudo longe. Eu vou fazer o teste e tenho certeza que vai dar positivo”, afirmou Claudilene.

A ação de investigação de paternidade segue agora para a Comarca de Santo Antonio de Leverger. Caso o exame de DNA, marcado para ser feito em Cuiabá no dia 22 de abril, constate que Manoel não é o pai, tudo o que foi acordado perderá o efeito.

Postar um novo comentário

Comentários

  • Comente esta notícia

INFORMES PUBLICITÁRIOS

MAIS VÍDEOS