22 de Julho de 2019,

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Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019, 19h:10 | Atualizado:

DARK WEB

Concorrente de Arcanjo movimentava recursos em “rede de pedófilos e traficantes”

Denúncia do Ministério Público do Estado aponta que a quadrilha liderada por Frederico Muller Coutinho administrava movimentação financeira do “Jogo do Bicho” na “Dark Web”


Da Redação

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A quadrilha que atuava no “jogo do bicho” em Mato Grosso, liderada pelo empresário Frederico Muller Coutinho, realizava as movimentações financeiras dos jogos por meio da “Dark Web” – uma das “camadas” da internet, acessível apenas por navegadores específicos e que possui grande dificuldade de ser rastreada. A rede é conhecida por oferecer conteúdos ilícitos, como pornografia infantil, além de ser considerada um local seguro até mesmo para a comercialização de drogas.

A informação consta da denúncia proposta pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) contra 19 pessoas que fariam parte de uma organização criminosa especializada no “jogo do bicho”, em Mato Grosso. De acordo com investigações da Polícia Judiciária Civil (PJC), dois grupos atuavam no Estado: um deles era liderado por Coutinho, e utilizava a marca “ELLO/FMC”. A outra organização era liderada por João Arcanjo Ribeiro, da grife conhecida como “Colibri”.

“Frederico constituiu e trouxe para o círculo de negócios seus e de suas empresas a atividade do Jogo do Bicho, passando a exercê-la em conjunto com os 18 outros integrantes até agora identificados, utilizando sistema eletrônico para realização dos jogos, através de maquinas semelhantes às de cartão de crédito, as quais permitem a administração de todo o movimento por rede, via dark web”, diz trecho da denúncia.

A “Dark Web” também é conhecida como “Deep Web” e “Dark Net”, além de outras alcunhas. As investigações apontam que a organização tinha um lucro líquido mensal entre R$ 80 mil e R$ 120 mil e que no período de apenas 1 ano (de 2017 a 2018) chegou a movimentar mais de R$ 11 milhões somente em contas bancárias – fora o dinheiro em espécie das apostas.

Segundo a denúncia, a organização criminosa liderada por Coutinho possuía duas pessoas consideradas “nº 2” do esquema – Denis Rodrigues de Vasconcelos, que operacionalizava toda a prática criminosa por meio de outros “funcionários”, desde a realização dos jogos até os pagamentos aos ganhadores, e Indineia Moraes Silva (Jones), considerada a “gerente financeira” dos jogos ilícitos.

OPERAÇÃO MANTUS

Na manhã do dia 29 de maio de 2019, a PJC deflagrou a operação “Mantus”, que prendeu o bicheiro João Arcanjo Ribeiro e outras 17 pessoas em Cuiabá. Em sua residência, os agentes de segurança encontraram R$ 200 mil em dinheiro vivo.

De acordo com as investigações, duas organizações criminosas – que utilizavam, inclusive, práticas de sequestro e tortura contra seus adversários -, atuavam no Jogo do Bicho em Mato Grosso. Uma delas era liderada por João Arcanjo Ribeiro. A outra, tinha como líder o empresário e também “Comendador”, Frederico Muller Coutinho. Assim como seu concorrente, Coutinho foi preso pelos policiais do GCCO.

A PJC também informou que, apenas no período de 1 ano, as duas organizações movimentaram em contas bancárias cerca de R$ 20 milhões – excluindo os valores que circularam em dinheiro vivo.

 

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Comentários (3)

  • Curimbatámt | Quinta-Feira, 20 de Junho de 2019, 08h41
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    PELO AMOR DE DEUS!, ESSES POLICIAIS ANDAM ASSISTINDO FILMES POLICIAS AMERICANOS. O QUE MAIS INVENTAR NÉ POLICIAS. ESTÃO VIAJANDOOOOOOO

  • Lis | Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019, 22h09
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    Meu Deus que policiais esses da GCCO, alguém tem o telefone de alguns deles, lindos demais.

  • Flavius | Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019, 21h02
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    Mata esse bicho!

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