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Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018, 08h:31 | Atualizado:

FEBRE AMARELA

Medo faz população atacar macacos em MT


Diário de Cuiabá

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Por conta dos casos de febre amarela registrados na região sudeste do país, macacos passaram a ser alvos de ataques por conta do desconhecimento de parte da população, em Cuiabá. Diante do cenário, especialistas reforçam que os primatas não transmitem a doença. Contudo, reforçam a importância de as pessoas manterem a vacina em dia. Neste ano, seis macacos encontrados mortos na capital foram recolhidos e encaminhados para exames laboratoriais. Ano passado, foram 35. 

Gestora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), Moema Blatt, afirma que os primatas se comportam como sentinelas e não têm condições de transmitir a doença. “Toda vez que casos da febre amarela ocorre em São Paulo (por exemplo), as pessoas começam a agredir e a matar macacos, que são tão vítimas como o homem. Os macacos não podem ser mortos por que servem para indicar, como um sentinela, a circulação ou não do vírus na mata. A partir daí, se faz a barreira imunológica, ou seja, a vacinação das pessoas ainda não imunizadas”, frisou. 

Um dos casos de agressão ocorreu na região do CPA IV, onde um animal começou ser apedrejado por adolescentes. Machucado, o macaco foi recolhido por policiais ambientais. Já os animais removidos neste ano foram encontrados nas localidades do São Gonçalo Beira Rio, Coophema, Chácara dos Pinheiros II, UFMT e Duque do Caxias. Todos ainda aguardam resultado dos testes laboratoriais. De 2017, são da região do Sucuri e do Nova Esperança II, proximidades do Cinturão Verde. Dos 35, dois foram confirmados, quatro negativos e 17 ainda pendentes. Os demais foram considerados inviáveis para os exames. 

Além de manter a vacina em dia, uma das recomendações é para que as pessoas usem repelentes, especialmente, àquelas que frequentam ou praticam atividades físicas nos parques ou áreas verdes da cidade. Um dos macacos recolhidos neste ano, no dia 12 de janeiro, encontrava-se em um desses espaços públicos. Como ainda trata-se de casos suspeito e por estratégia de vigilância, o nome da área não foi informado. 

Moema Blatt explica que no momento em que é identificado um animal morto, imediatamente uma equipe da Unidade de Vigilância em Zoonoses juntamente com Vigilância Epidemiológica vai até o local, para fazer um trabalho de verificação da situação vacinal das pessoas da região. “Os macacos recolhidos são mandados para serem examinados em um laboratório no Pará, mas mesmo antes de recebermos os resultados fazemos um trabalho de orientação para que as pessoas busquem a unidade de saúde de sua abrangência para que regularizem o seu cartão de vacinas”, reforçou. 

A gestora afirma ainda que a população não precisa ficar receosa. “Uma única dose da vacina, seja em qualquer momento da vida, já é suficiente para ficar imunizado contra a febre amarela sem necessidade de reforço. Como faz parte do calendário vacinal da criança, e por estarmos em área de risco, há muitos anos a vacina da febre amarela faz parte do cotidiano dos cuiabanos”, disse. “A febre amarela é transmitida por mosquito infectado e não pelo macaco. Ele é tão vítima da doença como o homem. Portanto, não maltrate ou mate os macacos, pois eles ajudam a proteger a saúde humana”, completou. 

As autoridades em saúde reforçam também que o vetor a ser combatido é o mosquito Aedes aegypti, transmissor não apenas do vírus da febre amarela urbana, mas também da dengue, da zika e da chicungunya. Vale reforçar que especialistas garantem que a doença não chegou aos centros urbanos. Os casos da doença registrados no país são do tipo silvestres, transmitidos por mosquitos (Haemagogus e o Sabethes) que vivem nas matas e beira de rios. 

 



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Comentários (8)

  • Amorim | Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2018, 14h15
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    Daniel, seu analfabeto funcional, como o ser humano é responsável pelos mosquitos de origem silvestre? Explica ai “jênio”. Outro erro, seu ignorante, a doença afeta sim os macacos, a ponto de poder ser fatal aos mesmos. Está aí um exemplo de alguém que perdeu a oportunidade de ficar calado, preferindo expor sua burrice e passar vergonha. Vá estudar, com urgência!

  • Amorim | Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2018, 11h28
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    Daniel, seu analfabeto funcional, como o ser humano é resposável pelos mosquitos de origem silvestre? Explica ai "jênio". Outra coisa seu ignorante, a doença afeta sim os macacos a ponto de ser fatal aos mesmos, será q entende isso? Tai um exemplo de alguém q perdeu a oportunidade de ficar calado mas preferiu passar vergonha propagando sua extrema burrice. Vá estudar, com urgência!

  • Daniel verdadeiro | Quarta-Feira, 24 de Janeiro de 2018, 20h13
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    Amorim, seu idiota. A doença nao afeta os macacos. O mosquito é vetor? Sim, mas é o homem que os cria com seus hábitos e falta de cuidados. Já vi gente burra, mas esse seu texto foi a maior idiotice que já vi. Se poupe babaca!

  • ROBERTO RUAS | Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018, 20h03
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    Sem querer polemizar com o defensor dos "pobres oprimidos" , afinal sua sapiencia é claramente visível ; mas a verdade é que a única causa dessas bestialidades é a IGNORÂNCIA dessa gente. Nos dias de hoje qualquer cidadão mediano tem acesso a informações nunca dantes imaginadas , porém essas pessoas optam por levar uma vida onde a estupidez e falta de senso de vida em comunidade são reforçadas dia a dia por seus hábitos .Não se trata "só" de matar macacos , mas de todo um modus vivendi . Não sei como vivem as pessoas "dos condominios fechados e apartamentos " pois não faço parte delas , e morador da periferia vejo dia após dia como são muitas dessas pessoas ; que entopem terrenos baldios de lixo , destroem bens publicos, depredam bens privados , atormentam a vida dos vizinhos com som alto e com o barulho de suas motos e carros mal conservados enquanto enchem a cara de cerveja barata ,urinando em qualquer lugar a luz do dia e quando alguém que teve berço e educação lhes pede o minimo de respeito e boa convivência corre o risco de ser morto como na idade média. Matar macacos - que segundo alguns não deviam ter tanta consideração nossa - por desinformação é apenas um dos muitos atos praticados por eles , que a meu ver destroem cada dia mais nossa vida nas cidades grandes . Hordas de jovens imbecilizados pela " inclusão digital" tornaram a antes agradável e prática vida em cidades grandes um tormento e esses que espancaram o macaco , não sabem que ele não é o transmissor da doença , mas sabem uma montanha de inutilidades pesquisadas no mesmo Google e Youtube onde aprendem coisas que os levarão a nada. Pode ser inaceitável para alguns , mas é um fato que as escolhas feitas por algumas dessas pessoas são a causa de muitos de nossos infortúnios.

  • Amorim | Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018, 15h06
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    As pessoas de condomínios fechados, bairros de alta renda ou de apartamentos em áreas centrais, geralmente, formadas nas universidades federais e, ainda, costumasses telespectadoras de programas televisivos como o da Ana Maria Braga e da Fátima Bernardes (além dos péssimos jornais de praticamente todas emissoras), declaram-se, arrogantemente, do alto de sua pseudo-intelectualidade: “pobres vândalos da periferia não matem os coitados dos animais, são apenas vítimas” (qualquer semelhança com um discursinho dos direitos “dos manos” não é mera coincidência). Ora, vamos analisar os fatos usando a lógica, não a emoção barata. A febre amarela silvestre tem origem sim nos macacos, o mosquito é apenas vetor da doença, ou seja, ele transmite a doença, não é a origem dela. Desta forma, a população, de origem humilde, mas de amplo conhecimento de vida, é capaz de entender, corretamente, que a origem da doença são sim os macacos. Logo, se não há macacos não há como os mosquitos transmitirem a doença (febre amarela no caso). Ah, mas se for assim, tem que matar as pessoas também, por que elas uma vez infectadas são potenciais transmissoras da doença, vão alegar os sofistas de plantão. Errado!!! É justamente por priorizar o ser humano que se sacrificam (infelizmente) os animais. Aqueles que assim não concordarem, por favor, não sejam hipócritas, nunca mais comam qualquer tipo de carne. E mesmo para aqueles que hoje já se declaram, ideologicamente veganos, pergunto: O que vale mais a vida de um ser humano ou de um outro animal? Pra aqueles que colocam os animais em primeiro lugar, sinto muito informar, mas você sofre de alguma demência cognitiva grave, pois está dizendo que entre salvar a vida de seu filho, esposa, mãe, pai, sobrinho (ou outro ente querido) pessoas plenamente capazes de entenderem esse gesto complexo de amor e compaixão preferiria salvar um animal que nunca gostou de você de verdade, apenas se afeiçoou a você por que associou você ao alimento (e em alguns casos a afagos). Sim os animais são irracionais, não pensam, logo não tem sentimentos reais, apenas reagem a instintos. É a realidade! E por fim, para aqueles que defendem que apenas os mosquitos devam ser combatidos, aviso: estão incorrendo em contradição, uma vez que os mosquitos são animais tanto como são os macacos, desta forma, tal posição é um absurdo. A lógica é implacável.

  • ROBERTO RUAS | Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018, 11h14
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    É que essa gente selvagem das periferias fica horas vendo " funqui" e outras porcarias no " iutube" , mas é incapaz de ver alguma noticia que ajude seus neuronios , como, por exemplo, que os macacos nos avisam da doença pagando com a sua própria vida. Ah! Deus , que povo esse nosso!.

  • Sócrates | Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018, 10h20
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    Isto ocorre por ser sinônimo da falta de educação de nossa sociedade, escola, escola de tempo integral de qualidade com o intuito verdadeiro de qualificar e de formar o individuo em todos os sentidos, não para fazer de conta, servindo unicamente para eleição de políticos inescrupulosos. Avante a educação, avante a uma escola de qualidade,avante a um professor qualificado e bem remunerado, avante a uma escola de tempo integral, desta maneira não estaremos vendo os macacos sendo massacrados pela falta de conhecimento por uma população ignorante.

  • Laynner Balles | Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018, 08h41
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    Como sempre o povo sendo ignorante! Idiotas!

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