12 de Novembro de 2019,

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Domingo, 20 de Outubro de 2019, 20h:27 | Atualizado:

FALTA DE RECURSOS

Pontos turísticos estão fechados em Cuiabá


Gazeta Digital

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Tombado em 1983 como patrimônio histórico de Cuiabá, o prédio do antigo Mercado de Peixe só não está abandonado por conta de um restaurante regional. Fechado há 4 anos para restauração, o Museu do Rio teve a reabertura adiada por algumas vezes. Assim como o Aquário Municipal, que já teve vários períodos interditado nos 20 anos de existência. Atualmente, ele é depósito de material para reformar.

A equipe do  esteve no local, essa semana, e não encontrou ninguém trabalhando em nenhum destes pontos turísticos. Sob a justificativa de reforma, os locais estão sem receber visitantes há mais de 4 anos.

Inaugurado em 1899, o prédio imponente na margem do Rio Cuiabá, o Mercado do Peixe foi ponto de comércio para ribeirinhos por anos. Situado no bairro do Porto, onde Cuiabá começou, o ponto era o local que a população cuiabana comprava mantimentos. Também era marco de chegadas e partidas da cidade e ponto de ligação entre Cuiabá e o resto do Brasil, quando o principal meio de transporte ainda era por embarcações.

Com o crescimento da cidade, o espaço ficou ocioso e passou pela primeira reforma em 1999, quando foi transformado em Museu do Rio. Com diversas salas, o local abrigava exposição permanente com registros fotográficos e documentos que contam a história da fundação da capital.

Hoje, as salas estão fechadas, com enormes portas com a pintura desbotada e as extremidades se desfazendo. Sinal da falta de manutenção diante do avanço do tempo. Logo na entrada, uma pequena sala é usada como loja de artesanato e um enorme espaço é destinado a um restaurante com comidas típicas. O espaço destinado à direção tem algumas pinturas e mínima parte do acervo do museu. No local, o funcionário responde que não tem precisão para reabertura do museu.

Os bancos no pátio interno do museu estão todos danificados e sujeira se acumula pelos cantos. Até panela é encontrada no local, que denuncia a falta de limpeza e visitação.

A poucos passos dali, está o Aquário Municipal. Uma pequena calçada separa os pontos turísticos que não recebem visitantes. Fechado com uma grade e um pedaço de madeira, o espaço que abrigava centenas de espécies de peixes padece sem nenhum cuidado. 

Com esforço é possível observar canos de PVS e sacos abrigados onde antes eram expostos as espécies. Na fachada, o letreiro já não está completo e a pintura está deprimente. Logo atrás da entrada principal, há outro acesso, embora igualmente inútil. O local é usado de estacionamento para veículos particulares e caminhão da Prefeitura de Cuiabá.

Inaugurado em 2000, o espaço fechou em 2006 e reabriu em 2014, quando Cuiabá recebeu muitos visitantes por conta da Copa do Mundo, com jogos na Capital, naquele ano. Depois, fechou para reforma e não abriu mais, apesar da promessa de reabertura em abril desse ano.

A Prefeitura de Cuiabá foi procurada e informou que o Museu deve ser aberto ainda esse ano e o Aquário no aniversário de 301 anos da capital. O aporte financeiro para a reforma no Museu do Rio tem valor de R$ 250 mil e vem do Ministério do Turismo. Por isso, todo o processo licitatório é coordenado pela Caixa Econômica Federal. Foi detectado um erro técnico na primeira licitação pela instituição financeira, por isso o processo está sendo refeito pela Diretoria Especial de Licitações e Contratos. Além de pintura, manutenção da parte elétrica, o projeto prevê a compra de mobiliário, equipamentos de climatização, iluminação e multimídia. A meta é entregar o Museu do Rio até o fim de 2019.

- Para a finalização das obras do Aquário Municipal Justino Malheiros, foi realizado um estudo para identificar o tipo de vidro adequado para a estrutura do local. No momento, está sendo feita a licitação para a compra e a colocação do vidro. A previsão de entrega do local é para o aniversário de 301 anos de Cuiabá, no dia 08 de abril de 2020./

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Comentários (1)

  • cesar | Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2019, 16h55
    0
    1

    Quem tem interesse de visitar estes lugares? só sugam dinheiro público.

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