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Sexta-Feira, 09 de Maio de 2014, 14h:16 | Atualizado:

População lota auditório para debater legado da Copa

Quase 300 pessoas, representando 54 instituições e movimentos sociais, lotaram o auditório da Associação Mato-grossense dos Municípios, em Cuiabá, nesta sexta-feira (09), para falar dos investimentos para a realização da Copa do Mundo e o legado que ela irá deixar. O debate é parte do seminário “Diálogos Governo-Sociedade Civil: Copa 2014”, promovido pela Secretaria-Geral da Presidência da República em parceria com o Governo de Mato Grosso. Entre os apontamentos, teve destaque a continuidade do diálogo com os governos Federal e Estadual sobre aquilo que será executado após o mundial, sejam obras ou políticas públicas.

O seminário acontece nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo e Cuiabá é a nona capital a receber o evento, liderado pelo secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho. O objetivo é esclarecer à população quanto está sendo gasto com o megaevento e qual a origem desses investimentos, “para que a Copa seja um evento de festa para os brasileiros, democrático e em cima da verdade dos fatos, não apenas de uma deformação ou meia informação”, frisou o ministro.

Também é o momento de ouvir apontamentos da população sobre o pré e o pós-Copa, como fez o superintendente de Articulação Política do Direito das Pessoas com Deficiência do Estado, Mário Lúcio Guimarães. Ele apresentou sugestões de mudanças na Arena Pantanal para atender com mais conforto os deficientes. “Ainda está em tempo de fazer correções e criar o máximo de condições para que as pessoas sejam tratadas com conforto. Temos que nos preocupar tanto com a população local quanto com os turistas, porque o grande legado também é a volta destes turistas ao nosso estado”, pontuou.

Já membros da União Nacional dos Estudantes (UNE) aproveitaram o encontro para propor ao Governo Federal a realização de uma Conferência Nacional do Legado da Copa após o término do mundial de futebol, “para que o governo discuta com os movimentos sociais sobre em que a Copa foi boa e em que ela não foi boa”, explicou o diretor de Memória e Verdade da UNE, Fabrício Paz. A proposta foi aprovada pelo ministro Gilberto Carvalho.

A Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso (CUT-MT) também se mostrou interessada em debater as ações que serão realizadas após o mundial, tanto no que diz respeito à saúde, educação e transporte como também a inclusão dos trabalhadores envolvidos nas obras para a Copa do Mundo. “Preocupamos-nos com os trabalhadores que hoje estão nas obras. Como eles vão ficar após o evento? Terá política de inclusão destes trabalhadores?”, questionou o presidente da entidade, João Dourado.

A participação popular no evento foi elogiada por Gilberto Carvalho, que afirmou ter tido em Cuiabá o melhor debate em relação às outras oito cidades-sede por onde passou com o seminário. “Este é o melhor debate que fizemos até agora. Foi franco, direto e transparente. Se já gostava de Cuiabá, agora gosto muito mais e venho mais vezes”. O ministro também assegurou a disposição em resolver os problemas apresentados. “Saio daqui com o lombo doído de demandas para resolver em Brasília, sabemos que trabalhar com a máquina pública é difícil, mas vamos solucionar todos os problemas”, finalizou.

O vice-governador Chico Daltro parabenizou a iniciativa de promover um diálogo com representantes de movimentos sociais, “trazendo a informação que cabe trazer por parte do Governo Federal e com o Governo de Mato Grosso junto, informando o que se está fazendo e o que vai ser deixado para a população”. Daltro também lembrou que os primeiros retornos da Copa iniciaram antes mesmo do Mundial, utilizando como exemplo a chegada de uma comitiva de empresários japoneses na próxima semana para discutir investimentos no Estado. "Tudo isso proporcionado pela Copa do Mundo", avalia. 



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