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Terça-Feira, 14 de Outubro de 2014, 18h:25 | Atualizado:

Sala da Mulher orienta mulheres com auxílio da ‘mama amiga’

Visando difundir a importância do autoexame e da realização da mamografia para diagnóstico precoce do câncer de mama, a coordenadora da Sala Mulher, Dilair Savi, acompanhada de uma equipe de voluntários e profissionais de saúde estiveram hoje (14), pela manhã, no Mercado do Porto, em Cuiabá, orientando as pessoas e distribuindo cartilhas orientativas. A ação faz parte da campanha “Se Toque”, que visa a prevenção do câncer de mama.

“A realização do autoexame pelo menos uma vez por mês é muito importante. Se notar alguma diferença, procurar um médico. O autoexame não tem idade e é bom que a mulher se acostume a fazer porque ajuda a detectar alterações. O exame médico também deve ser feito uma vez por ano. O médico tem que examinar e apalpar a mama. Para as mulheres acima de 40 anos, a mamografia é obrigatória uma vez ao ano também”, orientou Dilair.

O que agradou os feirantes e clientes do Mercado foi o curioso mecanismo didático que está facilitando o aprendizado de como fazer o autoexame corretamente. A mama amiga, uma prótese de silicone que reproduz com perfeição o formato de um seio, auxilia as mulheres a aprenderem, na prática, a checarem a região da mama e identificarem diferenças.

"Sempre faço o autoexame, mas ao observar uma demonstração na mama amiga descobri que deixava de verificar algumas partes do seio. É um ótimo recurso para ensinar e corrigir esse ato", afirmou Iracy Aparecida, feirante que participou da campanha.

A feirante Janaína Borges assegurou que essa ação é necessária para alertar a população feminina que não tem conhecimento que através do toque é possível detectar a doença. “Eu mesmo não tinha ideia de como fazer esse exame. Confesso que nunca me toquei e ao menos fiz mamografia”, declarou.

Para a cliente do Mercado do Porto, Dilma Maria de Paula, o que falta para as pessoas não são apenas informações, e sim consciência e coragem para enfrentar a doença. Segunda ela o medo é um fator prejudicial para as mulheres. “O medo faz com que as pessoas morram de câncer. Porque a informação está chegando. E durante o Outubro Rosa, a informação é difundida e muitas instituições abraçam a causa. Mas o medo de fazer o autoexame, de se tocar e descobrir que você tem o câncer é que está matando as mulheres. Ter medo não vai eliminar o câncer”, destacou.

Dilma ainda revelou que no ano de 2011 descobriu que tinha câncer de mama. Desde então realizou todos os procedimentos necessários, como consultas, exames e até mesmo cirurgias. Ela ainda conta que retirou vários nódulos cancerígenos. “Foram dois anos e meio de tratamento, entretanto, graças a Deus estou curada. Mas sempre me cuidando, de seis em seis meses repito os exames”, pontuou.

Abordada para fazer na prática o autoexame, utilizando a mama amiga, a dona de casa, Marizete de Moraes, se emocionou ao lembrar que perdeu uma sobrinha vítima do câncer de mama. “Se minha sobrinha tivesse tido a chance de conhecer esse método talvez estivesse viva”, contou. Marizete ainda pediu para as voluntárias da Sala da Mulher que não deixem nunca de fazer esse trabalho social. “Não parem, essa ação salva vidas”.

O feirante Cícero Silva levantou a discussão quanto as chances de pessoas do sexo masculino serem vítimas da doença. A coordenadora da Sala disse que esse mito deve ser derrubado. Dilair explicou que a cada cem mulheres um homem pode desenvolver o câncer de mama.

“É bem pouca a ocorrência nos homens, porém acontece. O tratamento é o mesmo e o autoexame também é importante. Não existe programa de câncer de mama com mamografia para os homens, porque eles têm uma mama atrofiada e é muito fácil perceber algo estranho se autoexaminando”, esclareceu Dilair.

A enfermeira Andrea Bouret explicou que é necessário esclarecer as pessoas que pensam que apenas as famílias que já tiveram casos de câncer é que tem propensão a desenvolver a doença. Andrea ainda disse que há famílias que têm alteração genética sim, porém isso ocorre entre 5% a 10% dos casos. A maioria é erro celular do acaso. Em 90% das vezes é o que se chama de câncer esporádico, porque surge naquela pessoa por erro celular e não por tendência genética.

 

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