25 de Maio de 2020,

Curiosidades

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Sexta-Feira, 10 de Abril de 2020, 15h:00 | Atualizado:

GRANA

Sertanejos assumem ganhar dinheiro com live

Tatiana Alves / Divulg

bruno e marrone.jpg

 

Essa coluna já havia alertado que assim como Jorge & Mateus, outros cantores estavam fazendo live streamings patrocinadas por uma marca de cerveja, mas não falavam abertamente. A única coisa que divulgavam eram as ações sociais que arrecadavam dinheiro. Nossa crítica não é o fato de ter patrocínio, mas sim o fato de mentir e tentar ludibriar a audiência, como se ninguém fosse perceber. Um exemplo escancarado foi o cantor Mateus, da dupla com Jorge. Quem o acompanha sabe que o rapaz é consumidor de destilados, mas em sua live bebeu cerveja durante todo o tempo, enquanto os garçons usavam camisas da cor e com logo do patrocinador 'maquiado'.

Mateus só esqueceu que fazer propaganda disfarçada, sem identificar ser uma propaganda, infringe uma das regras do Conar, que obriga toda publicidade ser identificada. Muitos artistas e marcas já tiveram problemas por fazer isso. Bruno e Marrone resolveram fazer abertamente propaganda do patrocinador e aí vem a pergunta: que mal há nisso? Nenhum. Estamos vivendo um momento de transformação e se essa foi a forma que os sertanejos e demais cantores arrumaram para ganhar dinheiro honesto, que bom!

Outra barreira que a live de Bruno & Marrone rompeu foi essa história de que a audiência das live streamings eram 100% orgânicas, sem nenhum tipo de publicidade. Sabemos que isso não corresponde à verdade. 

Marília Mendonça, a rainha da sofrência, foi a primeira dos sertanejos a fazer uma live para agradar ao público e não somente para massagear o próprio ego e receber títulos como 'a live com maior público' ou 'sertanejo entra para Guiness Book'.

Uma coisa que temos que bater palmas de pé é que todos tiveram um lado nobre com arrecadações de alimentos, álcool em gel e valores em dinheiro para ajudar as vítimas do coronavírus. Ganhar dinheiro não é crime, ainda mais quando sustentam dezenas de famílias dos profissionais que trabalham com os cantores. Eles, inclusive, merecem parabéns pela inovação. Agora... querer tentar testar a inteligência do público... Aí com certeza é bola fora. Foríssima.

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Comentários (1)

  • willian | Sexta-Feira, 10 de Abril de 2020, 17h00
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    É um absurdo. Não doam um único real. Nos fim das contas os pobres é que acabam doando. Nossa elite é mesquinha.

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