20 de Setembro de 2019,

Economia

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Sexta-Feira, 23 de Agosto de 2019, 13h:35 | Atualizado:

AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO

Justiça tenta acordo para evitar falência de restaurante tradicional em Cuiabá

Proprietários de imóvel onde funciona Getúlio Grill querem que recuperação judicial seja transformada em falência


Da Redação

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A juíza Anglisey Solivan de Oliveira, da Primeira Vara Civil Especializada em Recuperação Judicial e Falência, designou para a próxima terça-feira, 27 de agosto, Audiência de Gestão Democrática entre o restaurante Getúlio Grill, por meio das empresas Comercial de Bebidas e Alimentos MSR Ltda e G.V. Filho Eirelli ME, e os donos do imóvel onde está localizado o estabelecimento, Paulo César Soares Campos, 94 anos, e sua esposa Arlete Borges de Campos, 84.

Os donos do imóvel noticiaram a falta de pagamento de aluguéis desde dezembro de 2018 (e uma parte de novembro) e requereram a conversão da recuperação judicial do Getúlio Grill em falência. Em seu despacho, a juíza informou que antes de analisar o pedido, decidiu realizar a audiência para tentar a conciliação. Os proprietários também protocolaram na Justiça um pedido de despejo.

A dívida com os aluguéis chega a R$ 500 mil, e inclui multas contratuais, juros e correções e honorários advocatícios. O vencimento do contrato ocorreu no dia 19 de agosto e não prevê renovação automática. A defesa do Getúlio Grill alega que existe uma ação renovatória de aluguel pendente de análise.

De acordo com a juíza, apesar de o crédito pleiteado referente aos aluguéis não estarem sujeitos aos efeitos da recuperação judicial, cuja dívida apontada é de R$ 1,2 milhão (e não inclui os aluguéis), o não pagamento das obrigações referentes à locação do imóvel onde funciona o Getúlio Grill, pode indicar falta de viabilidade econômica e até mesmo uma situação de insolvência. E isso justificaria a convolação da RJ em falência, haja vista que o procedimento da recuperação judicial exige da empresa a disponibilidade de recursos suficientes para arcar com os custos operacionais para o exercício regular de suas atividades.

Para a magistrada, é “inadmissível impor aos credores, concursais ou não, o financiamento da recuperação da empresa do setor privado, somente sob a justificativa de necessidade da manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores, da função social, e do estímulo à atividade econômica”.

Os responsáveis pelo restaurante Getúlio Grill também deverão comprovar num prazo de cinco dias que fizeram o pagamento dos valores arbitrados para o Administrador Judicial ou justifiquem os motivos que levaram ao descumprimento da determinação.

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Comentários (6)

  • RUTH CAMPOS TRÉCHAUD | Segunda-Feira, 26 de Agosto de 2019, 09h13
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    0

    Até parece q o locador vai deixar o aluguel de graça só p Getúlio Grill não falir. Só idiota mesmo. #GetulioGtillpagueosaluguéis

  • pedro | Sexta-Feira, 23 de Agosto de 2019, 19h05
    0
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    TRADICIONAL......??????????????????.........Tradicional é o CHOPÃO.......tem que pagar e rápido a quem devem.....

  • Zumbi | Sexta-Feira, 23 de Agosto de 2019, 14h54
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    Essa nossa justiça é uma brincadeira heim , sem contar que por décadas esse restaurante ocupava as calçadas publicas. Bar que que tem como frequentadores assíduos a alta sociedade e os pobres metidos a ricos.

  • Dona Matilde | Sexta-Feira, 23 de Agosto de 2019, 14h47
    9
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    Óia eu sou dona da marmitaria Boca de Pirú aqui no Alameda e devo uns 1200 real de aluguel pra dona que cobra 400 no salão. Quero ver com esse juíza como que fasso pra não pagar?

  • Aderbal Ratzinger | Sexta-Feira, 23 de Agosto de 2019, 14h45
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    Eu disse! Eu disse em comentário de matérias anteriores, os idosos (donos do imóvel) que levarão a pior. Os (as) Juízes (as) não irão contra o reduto de encontro deles, local de de conluio dos abastados.

  • Amanda Duarte | Sexta-Feira, 23 de Agosto de 2019, 14h10
    6
    0

    Que situação!

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