17 de Fevereiro de 2020,

Economia

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Quinta-Feira, 16 de Janeiro de 2020, 15h:03 | Atualizado:

Produtor diversifica alimentação de bovinos na produção de leite em MT

No Sítio Santo Antônio, localizado na Comunidade Agrovila Ponce de Arruda, no município de Campo Verde (131 km ao Sul de Cuiabá), a produção diária de leite chega a 304 litros por dia. Com um plantel de 19 vacas da raça Jersey, a média é de 16 litros de leite por animal, superando a média de Mato Grosso que é de 5,92 litros de leite/dia/animal.

O engenheiro agrônomo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Kenio Batista Nogueira, fala que foram apresentadas opções de alimentação para o gado com a produção de silagens com capim e grãos.

A adoção de tecnologias é o diferencial da área dos produtores rurais Roberto Roseghini e Cleonice Roseghini. A propriedade abriu as portas para os técnicos da Empaer, da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Prefeitura Municipal para a implantação da Unidade de Referência Tecnológica (URT) do Leite.

A Unidade faz parte do Programa Pró-Leite, que busca a eficiência da atividade através de ações para melhorar a alimentação do gado e índices zootécnicos, minimizando os custos de produção para aumentar a renda da unidade familiar, dentre outros.

De acordo com Kenio, para o manejo dos animais foram destinados 2,5 hectares de capim Mombaça, divididos em 28 piquetes (pastejo), além de um hectare de capim Capiaçu e quatro hectares de milho, ambos para produção de silagem. Ele relata que o Capiaçu produz 200 toneladas por hectare ao ano.

Antes da implantação da URT, o produtor produzia seis mil quilos de matéria verde de milho e o custo de produção era em torno de R$ 120, a tonelada. Para complementar, comprava em média 10 toneladas de silagem de milho a um custo de R$ 180, a tonelada e não produzia silagem de Capiaçu.

Com a implantação da URT, o produtor passou a produzir na área 50 toneladas de matéria verde de milho com um custo de produção de R$ 52,44/tonelada. Também está produzindo 85 toneladas de matéria verde com o capim Capiaçu.  Em 2018, os produtores venderam o excedente, em torno de 60 toneladas de silagem de milho no valor de R$ 180, a tonelada, tendo um lucro extra de R$ 10,8 mil.

Durante o período seco do ano, as pastagens tornam-se deficientes, sendo necessário o uso de uma fonte adicional de volumoso. Nogueira explica que neste período, as pastagens perdem seu valor nutritivo, reduzem sua produção de massa verde e aumentam seus valores de fibra detergente neutra (FDN), o que reduz o seu consumo em porcentagem de peso vivo pelos animais.

Os produtores tem intensificado o corte do capim com o objetivo de estocar alimento para o período de inverno e durante as mudanças das estações quando a oferta de pastagens está reduzida.

 

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