22 de Julho de 2019,

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Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019, 09h:25 | Atualizado:

CASO MACABRO

Família de jovem estuprada em UTI contrata legista

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A família da universitária Susy Nogueira, de 21 anos, que foi estuprada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e morreu dias depois no mesmo hospital de Goiânia, contratou um médico legista particular para analisar as imagens das câmeras de segurança que gravaram os dez dias que a jovem ficou internada no local. A informação é do advogado da família, Darlan Alves Ferreira. Segundo a Polícia Civil, foram trechos deste vídeo que revelaram o abuso sofrido pela vítima.

O advogado da família disse que a proposta é fazer uma análise de como ocorreram os atendimentos enquanto a jovem esteve na UTI, apurar se houve alguma irregularidade e tentar esclarecer se causa da morte da universitária é a mesma apontada pelo hospital. Indiciado pelo estupro de Susy, o técnico de enfermagem Ildson Custódio Bastos se entregou à Polícia Civil e está preso. Ele nega o crime.

Na época em que houve a denúncia, a empresa que administra a UTI do Hospital Goiânia Leste, a OGTI, informou que "todas as informações solicitadas foram entregues à Polícia Civil". A organização disse ainda que aguarda "com tranquilidade os desdobramentos" da investigação.

O G1 solicitou novo posicionamento da empresa por e-mail na manhã desta quarta-feira (19) e aguarda retorno.

“O vídeo é do dia 16 de maio até o dia 26, enquanto ela ficou internada. Entregamos hoje [terça] as imagens ao médico legista que contratamos. As imagens estão mais claras e a proposta é que ele também coloque alguns quesitos que possam auxiliar na investigação”, comentou Darlan, acrescentando que o médico já atuou no Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia.

Segundo o advogado, as imagens disponibilizadas pela UTI também foram enviadas pelos delegados para a perícia na Polícia Técnico-Científica. Foram justamente trechos deste vídeo que revelaram o estupro sofrido por Susy na UTI.

Darlan informou ainda que esteve, na terça-feira (18), no 9º Distrito Policial (DP), onde a força-tarefa composta pelos delegados Washington da Conceição, André Botesini e Emilia Podestá tem se reunido para colher depoimentos. Segundo ele, não dá para precisar ainda quantas pessoas serão ouvidas.

“Quando estive lá, na manhã desta terça-feira, estavam sendo ouvidos alguns médicos. Vão ser ouvidos todos os profissionais que aturam durante os dez dias que a Susy ficou internada. Os delegados querem concluir o inquérito o quanto antes. Apesar do prazo ser de 30 dias, eles podem terminar antes ou pedir para estender o prazo. Todos estão muito empenhados”, afirmou o advogado.

O delegado Washington da Conceição confirmou que não há como enumerar exatamente quantos serão os depoimentos.

"Não temos números. Estamos ouvindo conforme a disponibilidade dos funcionários da UTI. Ouvimos alguns médicos, mas tem outros", afirmou o delegado.

 

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