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Quinta-Feira, 03 de Julho de 2014, 11h:05 | Atualizado:

Pedro Nadaf

Abrem-se as portas e fecham-se as bocas

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Coloco hoje neste espaço tudo que realmente gostaria de expressar a respeito de algumas pessoas céticas que torceram contra a realização da Copa do Mundo em Cuiabá. Algumas que carregaram a bandeira do apocalipse, criticando a todo instante, desde a primeira fase da busca dessa conquista para o estado, quando ousamos inscrever a capital mato-grossense como uma das possíveis 12 sedes da Copa no Brasil.

Em 27 de setembro de 2007, tive a honra de apresentar Cuiabá acompanhado de alguns secretários de Estado, e do então presidente da Federação Mato-grossense de Futebol Carlos Orione e do ex-prefeito Wilson Santos, para a FIFA, momento que buscávamos a possibilidade do próprio Brasil tornar-se sede, e 18 cidades disputavam um sonho de receber esse espetáculo mundial tornando- se sede do maior acontecimento do esporte, sendo que apenas 12 cidades seriam as eleitas.

Desde aquela época surgiram os céticos, críticos, hipócritas e medíocres sem a mínima vontade de contribuir com Mato Grosso, que aqui nasceram ou escolheram para viver . E por acaso, deparei no estádio Arena Pantanal com algumas dessas figuras, que no passado e até presente usavam a seguinte frase em entrevistas e artigos: ‘Posso até queimar a língua, mas Cuiabá jamais será ou poderá ser sede e muito menos terá condições para tanto’.

Não precisa relatar as infinidades de matérias e entrevistas nacionais e internacionais, elogiando o nosso querido solo e amado povo pela alegria e receptividade. Creio que aqueles que tiveram a oportunidade de ir à Arena Pantanal puderam muito bem presenciar o grande espetáculo do nosso povo e dos visitantes, que vão marcar uma página importante da história deste estado. Lamento e tenho vergonha dos falsos mato-grossenses que com hipocrisia não confiaram em sua própria auto-estima como brasileiros e relatavam aos quatro cantos que seriamos o vexame do Brasil.

Cruzei com figuras desta natureza, e estavam alegres, como se fossem autores do evento desde o início do desafio, como se jamais tivessem criticado, pelo contrário, como se tivessem carregado a bandeira do sucesso todo tempo. Pode até ser, porque às vezes as críticas são construtivas para redirecionar os caminhos tortos. Felizmente tudo isso foi superado.

O governador Blairo Maggi teve o mérito desta conquista e o governador Silval Barbosa, o mérito de estruturar e realizar, mesmo com todas as dificuldades, críticas, barreiras e intempéries, mostrando assim que Mato Grosso é um estado de sucesso. 

Falhas existem em todos os lugares, em todos os países, em todas as copas do mundo. Os saldos positivos mostraram que com a determinação,e força de vontade se conseguiu fazer esta terra mostrar perante o mundo a seu potencial turístico, econômica, cultural e nossa extraordinária beleza no centro da América do Sul e no coração do Brasil.

O sucesso é dos mato-grossenses, mas deixo aqui o meu tributo a todos que participaram desse trabalho, a equipe do governo do estado, das prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, ao governo municipal e a todos trabalharam nesse luta, nas obras ou como voluntários 

Pedro Nadaf, é secretário-chefe da Casa Civil e presidente da federação do comércio de bens, serviços e turismo.

 



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Comentários (2)

  • Mario | Quinta-Feira, 03 de Julho de 2014, 22h07
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    Espero secretário que o governador esteja afastado em breve. Porque a corrupção constatada na Operação Ararath é grave, e um dos protagonistas é Silval Barbosa. Cala boca! O Brasil é o país da impunidade. E a imprensa, infelizmente, muitas vezes, é leniente ao abordar a corrupção de políticos nesteais.

  • Deixa que eu chuto | Quinta-Feira, 03 de Julho de 2014, 18h32
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    Impressionante! Realmente, a Arena Pantanal ficou um espetáculo, mas agora dizer que tudo correu bem, que tudo foi um sucesso, é um exagero. Se já sabiam que seríamos a sede desde por que não começaram o VLT/BRT antes? Trafegando pela Av. da FEB é muito fácil verificar que tudo foi maquiado. Os bueiros apresentam desnível com o asfalto. Está faltando asfalto. Alguém acredita que isso não trará custo para o cidadão mato-grossenses? As empreiteiras cobram para fazer (meia-boca), desfazer e refazer. Poderiam ter feito antes, mas deixaram para última hora para fazer em Regime Diferenciado de Contratação, que se revela muito mais frágil em relação à roubalheira. Sucesso seria se tudo tivesse ficado pronto com antecedência, se os empresários e turistas que aqui estiveram antes da Copa pudessem ter dito para as pessoas que o lugar era bom, bonito, organizado.

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