25 de Maio de 2020,

Opinião

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Segunda-Feira, 06 de Abril de 2020, 07h:00 | Atualizado:

Wilson Fuá

Capitalismo x Covid-19

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Quando se abre uma empresa ou um negócio, quem investiu sabe que é uma atividade de risco, e também dependendo da atividade, estará dependendo das crises produzidas pelo sistema capitalista, e que na verdade sempre existiu.

Os empresários devem estar sempre preparados para entender que ao abrir as portas do seu estabelecimento, o sucesso ou o fracasso das suas atividades,  depende muito da expectativa de consumo do seu produto e o fluxo de riqueza monetária do momento.

Quando passamos a viver uma crise dessa produzida pelo Coronavírus, onde há necessidade de restrição ao convívio social, e as pessoas que dispõe de alguma reserva,  pensam em se preparar para economizar o que tem e selecionar o seu consumo,  direcionando apenas para as coisas e produtos imprescindíveis, (alimentação e remédios, produto de higiene e combustível, etc., ) porque isso basta pra continuar vivendo, mas principalmente porque ninguém sabe quando estaremos no meio do furação dessa crise paralisante, e mesmo, não se sabe quanto tempo vai durar, e como sairemos depois dessa crise,  por isso, a angústia e o medo comandarão  as suas atividades de consumo das pessoas, porque o mais importante, é continuar vivo, porque as estatísticas avisam que sua vida está  por um fio.  

Neste momento aparecem os sábios que sabem tudo e que têm receita para tudo. Mas, a leitura sensata que se faz neste momento, é que os consumidores sumiram pela incerteza, e não somente pela quarentena, mas principalmente pela preservação da sua renda, da sua reserva financeira e sem saber o que será feito do  seu próprio contrato trabalhista.

Todos os setores serão afetados, como é que os hotéis que dependente muito do turismo, poderá continuar a esperar pelos seus clientes,  se as empresas aéreas estão paralisadas e afeta duramente o mercado de serviço das agências,  e com isso, para evitar contaminação, os aeroportos foram os primeiros a ter suas atividades  restringida, imposta pelos governos para evitar a que contaminação fosse levadas pelo mundo, e com isso, arrebentou  com o turismo,  e a relação dos  prestadores de serviços e clientes foi a zero, isso é,   só para citar uma atividade, mas na realidade a crise está afetando todas as atividades, o que vai ocorrer todos já sabem, será uma quebradeira geral e desemprego incalculável pelo mundo afora, por isso, a melhor decisão é aguardar como será o mundo após a crise da provocada pela Covid-19. 

O passado não serve de base para vivermos hoje, os fatos estão girando cada vez mais rápidos, e todo mundo está vivendo da contabilidade da sobrevivência, os consumidores sumiram, os empresários terão que se adaptar e ter capacidade de gerenciar uma circunstância totalmente diferente e nunca vivida, e por isso, fica a discussão se devemos abrir tudo, ou devermos sair para a  restrição social de forma vertical ou horizontal, uns dizem que sem o trabalho,  que restará para  os trabalhadores é morrer de inanição, mas a única saída encontrada pelos dirigentes das grandes empresas  do mundo do meca capitalismo, foi correr para o colo e cofre do estado, mas aqui no Brasil diante dos escassos recursos, o governo está priorizando, sobre tudo,  as pequenas empresas e a população.

No Brasil, o que vê é uma enorme incapacidade de fazer uma leitura da realidade que a crise do capitalismo está passando, porque não é uma crise vinda do próprio sistema capitalista, se fosse assim seria mais fácil gerenciar, mas este é  fenômeno invisível, infimamente pequeno, mas poderoso e destruidor, por isso, não é por Decreto que se vai fazer o consumidor, sair por aí, gastando as sua reservas, e na maior das vezes,  usar o que não tem, a população brasileira na sua maioria é muito pobre, e a muito tempo esses trabalhadores brasileiros, (heróis) sabem como dói, sobreviver com salário mínimo e através deste,  levar comida para casa, ou vivendo da informalidade sem nunca precisar dos auxílios do governo, porque  nunca existiu. 

Sem a capacidade para  planejar o imprevisto, tudo por causa de um vírus aparentemente insignificante, mas que está impondo o seu poder diante do rico capitalismo, dando uma lição de como ser humilde diante da realidade, porque o ano de 2020 está quase perdido, e agora é o momento de pensar o que fazer após a passagem do CORANAVÍRUS . 

E mesmo assim, os dirigentes  não tem capacidade de liderar  e ter a inteligência reativa para pensar sem a guerra ideóloga, e ainda,  usam a  mesquinharia cotidiana para levar vantagem repetitivamente, mesmo assim, ainda  estão pensando nas próximas eleições, e diante da cegueira administrativa  e pela  falta de liderança, ficam sem capacidade para entender que o cenário mudou. 

Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em   Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.

 

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