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Opinião

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Sexta-Feira, 25 de Abril de 2014, 09h:12 | Atualizado:

Pedro Nadaf

Emprego como legado da Copa

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Na semana passada destaquei a educação profissional como um dos principais legados que a Copa do Mundo da Fifa deixará ao Brasil. A qualificação para receber turistas nacionais e estrangeiros é fundamental, e dá tranquilidade para os empreendedores do segmento turístico ampliarem as vagas no mercado de trabalho, que também conquista uma parte importante do referido legado. O bom atendimento, por exemplo, se traduz na boa impressão que o turista levará do nosso país.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo- CNC, através de estudo da Divisão Econômica, divulgou nesta semana um retrato do mercado baseando-se em várias projeções, inclusive da Embratur, que calcula que 3,6 milhões de turistas, incrementará o fluxo nas cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo 2014.

Na projeção da CNC, nos serviços de hospedagem, de alimentação, de transporte, agências de viagens e serviços culturais e recreativos deverá haver um incremento de 47,9 mil ofertas de vagas entre os meses de abril e junho de 2014. Número equivalente a 38,1% das 125,8 mil vagas criadas no Brasil em todo o ano de 2013.

No estudo da CNC detectou-se que o segmento de alimentação é o que dominará o ranking das ofertas de trabalho com 33,5%, seguido de transportes, com 29,2%; de hospedagem com 25,7%; cultura e recreação, detêm 7,9% e agências de viagem 3,6%. Tais percentuais dão uma noção do comportamento do mercado de trabalho.

Um dado interessante que observei, é que onde se concentra os menores índices de contratações, agências de viagem, é também onde se estima os maiores salários médios que é de R$ 1.626,00. Transportes e cultura e recreação ficam quase par a par R$ 1.449,00 e R$ 1.397,00 respectivamente.

O mesmo ocorre com os setores de salários médios pouco abaixo de R$ 1 mil, quase se nivelam Alimentação com R$ 935,00 e hospedagem com R$ 900,00. Na avaliação da Divisão Econômica da CNC, houve um incremento no salário médio na faixa de 11% durante a Copa. E o grau de instrução dita o salário. Em setores aéreo e marítimos, por exemplo com o aumento da qualificação pode-se receber até R$ 3.5 mil.

Mato Grosso é o Estado de menor índice nas vagas criadas pelo setor turístico na Copa do Mundo, detendo 1.7% do percentual de 47,9 mil ofertas. A maior concentração está nas cidades do sudeste, primeiro São Paulo com 30,5% e segundo Rio de Janeiro, com 21,5%, obviamente as cidades onde acontecem a abertura e o encerramento da Copa. A região nordeste é a segunda em maior geração de empregos, superando a sul.

O Brasil soma ao orgulho de sediar a Copa do Mundo da Fifa, ganhos importantes em outros campos, pelas oportunidades que se abrem em diversos setores atingidos pelo megaevento. A ampliação da oferta de empregos certamente estimula a torcida a vibrar ainda mais com este grandioso acontecimento do futebol.

PEDRO NADAF é secretário-chefe da Casa Civil

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