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Opinião

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Quinta-Feira, 01 de Maio de 2014, 11h:58 | Atualizado:

Gabriel Novis Neves

Planejamento

Gabriel Novis

 

Não foi por falta de planejamento que chegamos à Copa do Mundo sem nenhuma obra na importante área do turismo.

Os jornalistas estrangeiros diariamente vasculham esta cidade e saem decepcionados com tudo que veem, especialmente com o mau trato da nossa história e belezas naturais.

A propaganda negativa da nossa capital e Estado atingiu milhões de pessoas deste Planeta.

Neste corre-corre dos últimos dias, os cuidados com o turismo na nossa Região Metropolitana ficaram reduzidos à limpeza de algumas praças públicas e pintura do meio fio das calçadas esburacadas dos corredores mais visíveis.

Nada do planejamento realizado após a posse do governador, com incontáveis viagens internacionais e nacionais, saiu do diário de viagem.

Recuperação do nosso Centro Histórico, revitalização dos nossos museus, teatro, bibliotecas, cinemas, núcleo de documentação histórica regional, orquestra sinfônica, coral, centro geodésico da América do Sul, a reurbanização do Bairro do Porto, onde nasceu Cuiabá, com o seu rio histórico morrendo por descaso das nossas autoridades, nada foi feito.

O aeroporto, que causa a primeira impressão, está mais parecido com os de cidades em guerra.

É uma tragédia chegar até Cuiabá, passando por desvios, buracos e bretões.

Mesmo o campo de futebol onde os quatro jogos serão realizados, corre o risco de não possuir assentos, mais um atrativo para os turistas, que também ficarão encantados com uns metros de trilhos do VLT no viaduto da universidade.

Irão à loucura para entender o porquê da colocação daqueles ferros.

Existirão milhares de voluntários trabalhando sem ônus para a FIFA, que não é uma instituição filantrópica, e sim, uma indústria de ganhar dinheiro.

Equipamentos sociais, como uma habilitada rede hospitalar não temos e, me preocupam as indenizações que o Estado pagará, pois, os turistas virão com seguro saúde que lhes dão direito em alojamentos de hospitais particulares. Infelizmente isso  não temos, nem para atender a demanda local.

O serviço público não possui médicos e leitos hospitalares para simples atendimentos.

Hotéis e restaurantes insuficientes, e as cidades turísticas próximas à Cuiabá não foram preparadas para o evento.

Vamos passar vergonha e, planejamentos sem recursos, nem sempre se convertem em benefícios.

Quanto custou aos cofres públicos esse abortado planejamento?

Não tenho a mínima ideia, mas, tenho o direito de saber.

A sorte está lançada, e a corda, mais uma vez, arrebentará do lado mais fraco, que é a do contribuinte.

 

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Comentários (1)

  • Paulo Justos Kuiabano | Sexta-Feira, 02 de Maio de 2014, 10h27
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    Onde houveram as falhas? Quais a pessoas e instituições falharam? De onde deveriam sair os recursos para acontecer o que foi prometido? Se sairam os recursos e não chegaram cada qual ao seu destino os \"responsáveis\" devem ser monitorados e indiciados para devolver os recursos que não chegaram as restaurações e transformações prometidas pela SECOPA, Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Cuiabá.

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