16 de Novembro de 2019,

Opinião

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Segunda-Feira, 24 de Junho de 2019, 09h:41 | Atualizado:

Welyda Carvalho

Uma nova economia no capitalismo

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Se no Século XVIII, a poderosa Inglaterra escrevia mais um capítulo da humanidade com a Revolução Industrial para movimentar a economia e os negócios com base na transformação do minério em ferro para novas máquinas e o uso do vapor, quase 300 anos depois o capitalismo tem que se reinventar novamente para produzir bens, serviços e riquezas com a internet, uma mudança tecnológica que engatinha comercialmente e no mundo dos negócios há cerca de três décadas.

Refiro-me à Revolução Digital nos negócios. E não é só ela, a nova forma de empreender envolve ainda a chamada economia verde e a indústria limpa. Termos caros nos dias de hoje, quando milionários surgem, repentinamente, praticamente invisíveis, sem grandes propriedades, nem tesouros guardados em cofres ou um império de empresas. Os novos milionários e bilionários estão perto de um comando digital. É como revisar séculos em que nações acumularam dinheiro com matéria-prima e depois o transformava em riquezas, fazendo pessoas enriquecerem em volta do globo. Se o famoso escritor e jornalista norte-americano dos bilionários, Napoleon Hill, vivesse hoje, ele ficaria encantado com tanta informação para escrever.

Como dizia, na lista de inovação e nichos de negócios e empreendimentos da economia podemos incluir ainda a energia fotovoltaica, os carros elétricos e toda a infraestrutura e computação necessária para esses segmentos da atividade econômica existirem. E não falo isso como algo distante e genérico. Essa nova economia está presente aqui em Mato Grosso, bem perto de nós. Isto é, cada vez mais estamos na era da informação e do conhecimento com novos produtos e serviços advindos da Revolução Digital. Vejam quantos aplicativos úteis ao dia a dia das pessoas surgiram na última década! E as casas inteligentes, então!

Vejamos o potencial de energia hidroelétrica no Estado. Devido a tantos rios em Mato Grosso e às novas tecnologias, multiplicaram-se grandes investimentos, como usinas hidrelétricas (UHE) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Bem melhor e de menos impactos ao meio ambiente, como a energia a partir do carvão,  predominante na era da supracitada Revolução Industrial. 

Outra questão é a "febre" dos últimos três anos da energia fotovoltaica ou energia solar. O ambiente urbano em Cuiabá já tem outra paisagem. São inúmeros prédios comerciais, condomínios e residências particulares com as tais placas solares. Isso só para lembrar uma cidade onde há radiação solar por cerca de 270 dias por ano. 

E, para registrar, o eletroposto já é real em Cuiabá com a unidade de abastecimento de carro elétrico na sede da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt). Instituições de fomento, por exemplo, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), têm estimulado o novo negócio de economia fotovoltaica, entre outros.

Desde que o homem descobriu o fogo até os dias de hoje, milhares de negócios ou empreendimentos foram se multiplicando a partir da mente humana, assim como novos materiais, pesquisas científicas, novas tecnologias e a geração da capacidade criativa das pessoas. É claro que algumas vezes,  lamentavelmente, muitas pessoas sofreram com trabalhos pesados e até mesmo vidas foram perdidas para a economia e o capitalismo avançarem. Fato. Digo isto para relembrar o quanto é importante a ciência, a tecnologia e a educação em um país como o Brasil e em um Estado como Mato Grosso.

Todas estas informações mencionadas neste artigo não seriam importantes se não viessem da educação básica, da pesquisa científica e das ciências aplicadas para o conhecimento humano gerar produtos, serviços e riquezas. Seja lá atrás, na Revolução Industrial, ou na modernidade, com a Revolução Digital, é necessário e urgente autoridades públicas (presidente, governadores, prefeitos e parlamentares), empreendedores e financiadores fazerem uma cruzada a favor da educação e do conhecimento, para libertar mentes e dotá-las de criatividade para terem produção, utilidade social e, por conseguinte, ocupação capaz de destinar emprego e renda a milhões de pessoas que engrossam a lista do desemprego. Sem avanço, tecnologia, inovação e educação, seres humanos de Mato Grosso e do Brasil não terão condições igualitárias para construir uma sociedade livre, próspera e feliz.

#desenvolvimento

#infraestrutura

#economiadigital

#inteligenciartificial

*Welyda Cristina de Carvalho é advogada, pós-graduada em Direito Processual Civil pela FESMP/MT, fez intercâmbio em Sunshine Coast, na Austrália e atua no direito do agronegócio. Endereço eletrônico: carvalhojuridico1@gmail.com / Instagram: @welydacarvalho.

 

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Comentários (5)

  • Andreia | Quinta-Feira, 27 de Junho de 2019, 11h04
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    Excelente! Tratamos desse assunto ontem.. muito bom o artigo!

  • Welyda Carvalho | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 16h03
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    Boa tarde! Caros leitores, Jonas da Silva, Paulo Cezar e Émerson José Sant'Ana, fico muito honrada por receber considerações ao nosso articulado. Obrigada!

  • Émerson José Sant'Ana | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 12h39
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    Isso mesmo Wélyda! A Revolução Tecnológica está contsantemente impactando, inovando e acelerando os processos de produção, circulação e consumo de mercadorias. Você é uma Advogada interdisciplinar que aborda várias áreas do conhecimento humano, entres elas, as áreas jurídica e econômica, trazendo opiniões valiosas. Muito obrigado!

  • Paulo Cezar | Segunda-Feira, 24 de Junho de 2019, 11h11
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    Formidável. Talvez o melhor artigo até agora! Dra. você está inspirada...? Muito bom!

  • Jonas da Silva | Segunda-Feira, 24 de Junho de 2019, 10h54
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    Que maravilha de leitura de realidade advogada Welyda Carvalho. Parabéns pela inteligência privilegiada e vontade de debater novas propostas para empreender. Ótimo artigo. Deveria escrever mais sobre o assunto.

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