05 de Agosto de 2020,

Polícia

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Segunda-Feira, 22 de Janeiro de 2018, 18h:48 | Atualizado:

DINHO PORQUINHO

Juiz reduz fiança e revoga prisão de traficante carioca preso em Cuiabá

Dinho Porquinho era tido como um dos maiores traficantes do Rio de Janeiro e hoje mora em Cuiabá onde trabalha e cursa faculdade de Engenharia


Gazeta Digital

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Preso em Cuiabá na noite do último sábado (20) sob acusação de direção perigosa por embriaguez ao volante, o traficante carioca Márcio Batista da Silva, 41, o Dinho Porquinho, já está em liberdade após pagar uma fiança de R$ 4,7 mil (5 salários mínimos) e ter o flagrante relaxado pelo juiz plantonista Wladys Roberto Freire do Amaral, durante audiência de custódia na noite de domingo. Ele já tem 5 condenações que totalizam 56 anos e 2 meses de prisão por crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, lavagem de dinheiro e 3 homicídios qualificados praticados no Rio de Janeiro.

O traficante cumpriu parte da pena até receber a progressão de regime para o semiaberto, mora em Cuiabá e usa tornozeleira eletrônica.

Porquinho foi preso por um major da Polícia Militar acusado de dirigir um veículo Honda Civic de cor prata, placa OBK 7985 em alta velocidade e na contramão pela Avenida 15 de Novembro por volta das 22h de sábado. Ele nega a acusação e atesta que era o filho dele, um rapaz de 22 anos, devidamente habilitado que dirigia o veículo. Diante do juiz, Dinho Porquinho e sua advogada, Ariane Ferreira Martins Camargo, rechaçaram a versão da Polícia Militar registrada em boletim de ocorrência.

A pedido da jurista, a fiança arbitrada em R$ 14,3 mil pelo delegado Guilherme Berto Nascimento Fachinelli, foi reduzida para 5 salários mínimos. O acusado passou a noite de sábado numa cela da Central de Flagrantes da Capital e no domingo, por volta das 9h, foi levado ao Fórum de Cuiabá. Após a audiência de custódia e pagamento da fiança, deixou o local por volta das 22h direto para casa, no luxuoso Condomínio Bonavita, no bairro Jardim Aclimação.

Em entrevista ao Gazeta Digital, a advogada Ariane Martins disse que seu cliente é inocente das acusações. Afirma que ele só foi detido pela Polícia Militar porque usava uma tornozeleira eletrônica e por causa de seu histórico criminal. “Não houve excesso de velocidade. A autuação seria por enbriaguez ao volante. Quem estava no volante era o filho dele que é o dono do carro e é habilitado. O filho dele também participou da audiência de custódia confirmou ao juiz que era ele que estava ao volante. Também apresentamos a documentação que ele [Dinho Porquinho] tinha autorização para ficar até tal horário na rua”, afirma a jurista.

Na Polícia Civil, o delegado Guilherme Fachinelli homologou o flagrante com base no artigo 306 da Lei 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro). Ou seja, por conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência, cuja pena prevista é detenção, de 6 meses a 3 anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

A advogada contesta e acredita que o delegado só homologou o flagrante porque o policial militar que fez a abordagem tem fé pública e por causa do histórico criminal de seu cliente.

“Ele não fez exame de corpo de delito, não estava embrigado, o delegado nem solicitou exames. Não teria motivo algum para ele ser flagranteado e por isso pedi a redução da fiança, a liberdade provisória e o relaxamento do flagrante por ausência de autoria. O juiz acatou os pedidos e condicionou a liberdade ao pagamento da fiança em valor já reduzido”, detalha Ariane.

Próximos passos

Agora, o inquérito policial sobre o caso segue sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran). A advogada acredita que o delegado que ficar responsável pelo caso levará cerca de 30 dias para finalizar a investigação. Para provar a tese de que seu cliente não dirigia o Honda Civic e que o filho dele não estava em alta velocidade ela diz que vai solicitar imagens de câmeras de segurança da região.

Questionada sobre a versão da PM de que o carro trafegava na contramão pela movimentada avenida, ela diz que não tem como saber e por isso vai aguardar o desenrolar do inquérito e espera contar com imagens de monitoramento.

 



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Comentários (11)

  • Sergio | Terça-Feira, 13 de Fevereiro de 2018, 18h41
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    A justiça é pra todos, o Márcio foi um grande amigo. Fomos traficantes, cumprimos pena juntos. Conheço muito bem o Márcio e vejo a forca de vontade de mudar. Todos tem. Pr. Sérgio Motta es bidi do Vidigal.

  • Larissa Ribeiro | Quarta-Feira, 31 de Janeiro de 2018, 04h27
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    Esse "rapaz" já pagou pelos seus crimes e está ressocializado, usa tornozeleira e é monitorado via satélite, cursar faculdade de engenharia e trabalha ,ele tem todo direito de se ressocializar,tem uma família que sofre por tudo isso,errar é humano, temos que dar direito de defesa sim , e o crime é de trânsito que qualquer um de nós seres humanos podemos cometer, quem nunca, dirigiu bêbado, quem nunca entrou numa contra mão, atire a primeira pedra, sobre o passado dele ele pagou e está pagando ....

  • PT | Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018, 09h27
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    como assim em liberdade, que pora essa Juiz, o cara é um bandido procurado e você manda soltar o FDP ta de brincadeira mesmo heim HOJE NO BRASIL ESTA VALENDO APENA SER BANDIDO SER LADRÃO POR QUE TODOS SE DÃO BEM, POR QUE NOSSA JUSTIÇA É UMA MERDA, NÃO PODEMOS MAIS CONFIAR NA NOSSA SEGURANÇA MAIS.

  • Vai curintia | Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018, 06h27
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    Juca Chave sua antia ele errou sim não é CPC muito menos CDC é na CLT ou CV Código do volante ou no PCC.

  • Juca Chaves | Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018, 00h35
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    3

    Autêntico seu analfabético, os crimes praticados por ele não são tipificados no CPC mas sim no CDC seu asnio!

  • Só acho. | Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018, 00h11
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    1

    Esse cara deve estar fortalecendo o Comando Vermelho aqui na Capital. Autoridades fiquem de👀👀👀👀👀👀👀antes que seja tarde de +++++++.

  • Cidadao | Segunda-Feira, 22 de Janeiro de 2018, 21h36
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    1

    Kkkkkkkk....... só besta acreditou que um bandido desse iria ficar preso!! É um absurdo;mas é verdade! Esta provado que cadeia é só pra pobre e trabalhador!

  • Juca Chaves | Segunda-Feira, 22 de Janeiro de 2018, 21h34
    2
    9

    Autêntico seu analfabético, os crimes praticados por ele não são tipificados no CPC mas sim no CDC seu asnio!

  • Mundão sem porteira | Segunda-Feira, 22 de Janeiro de 2018, 21h31
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    4

    E o Coronel Zaqueu segue preso,que discrepância

  • Pedro | Segunda-Feira, 22 de Janeiro de 2018, 20h25
    16
    2

    Só nesta porcaria de país um bandido deste pode estar nas ruas. E o pior, com a ajuda de um juiz que custa 50/60 mil para o povo. Vou voltar em Bolsonaro. Não aguento mais ver isso.

  • AUTÊNTICO | Segunda-Feira, 22 de Janeiro de 2018, 19h15
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    4

    Com todo respeito ao Judiciário e as LEIS, Porém, dessa maneira fica difícil o trabalho da POLÍCIA MILITAR. O acusado tem uma VIDA PREGRESSA no MUNDO DO CRIME, é acusado por HOMICÍDIOS, TRÁFICO DE DROGAS e outros crimes devidamente TIPIFICADO NO CPC e irá ficar solto??? RESPEITO, no entanto é complicado de entender tais decisões.

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