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Terça-Feira, 11 de Março de 2014, 11h:25 | Atualizado:

TRAIÇÃO

Marido que mandou estuprar e matar mulher vai a júri


QUERÊNCIA

Homero Sérgio Moura

QUERENCIA

 

Um homem de 31 anos, acusado de mandar matar a própria mulher de 23 anos, deve ser julgado às 9h do dia 20 de março, no Fórum da cidade de Querência, a 912 km de Cuiabá. O crime ocorreu no dia 24 de novembro de 2011, quando a vendedora Nayara Pereira Quintino foi sequestrada, estuprada e morta. Na época do crime a polícia levantou duas hipóteses: o marido teria descoberto que estava sendo traído e o colega confessou que era humilhado pela jovem no ambiente de trabalho.

O processo criminal tramita em segredo de Justiça, pela Vara Única da Comarca de Querência. Conforme a Polícia Civil, na época, a vendedora tinha desaparecido e acabou sendo encontrada morta dentro de uma casa abandonada em Querência.

Um rapaz de 21 anos foi preso na ocasião e confessou que tinha cometido o crime. Ele era colega de trabalho de Nayara, em uma loja de materiais para construção. Segundo a Polícia Civil, o rapaz disse que pegou carona com a vítima e a rendeu durante o trajeto. A vendedora apresentava sinais de estrangulamento e asfixia.

Ainda na época o marido também foi detido. As informações da polícia apontam que ele teria iluminado um quarto escuro para que colega de trabalho da vítima pudesse violentá-la e matá-la. O próprio marido incentivou o rapaz a estuprar a própria mulher, como informou a polícia.

Depois, eles colocaram um pano na boca da vítima, além de uma sacola plástica na cabeça dela e tentaram esganá-la com as próprias mãos. Após a saída do marido da residência, informou a polícia, o segundo suspeito concretizou o homicídio.

Segundo familiares de Nayara, a tragédia não teria explicação. Na ocasião do crime, os parentes disseram que a jovem pretendia mudar para São José do Xingu, a 931 km de Cuiabá, onde iria morar com o pai, Osvaldo Quintino.

Atualmente os dois acusados estão detidos na Penitenciária Major Zuzi Alves da Silva, em Água Boa, a 736 km da capital. Um laudo sobre a possível insanidade mental do colega de Nayara apontou que o acusado é capaz de responder pelos atos.

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