15 de Junho de 2019,

Política

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Domingo, 16 de Fevereiro de 2014, 08h:17 | Atualizado:

MESMO DISCURSO

Após ano crítico, Câmara de Cuiabá tenta impor "agenda positiva"

A sequência de escândalos envolvendo o ex-presidente da mesa diretora da Câmara de Cuiabá, vereador João Emanuel (PSD), no decorrer de 2013, tornaram coadjuvantes discussões importantes no âmbito do Legislativo municipal. 

Parte dos temas volta à tona no início deste ano. Resta saber se o processo que o social-democrata responde na Comissão de Ética e que pode resultar em sua cassação não vai, mais uma vez, roubar a cena. 

Entre os projetos esquecidos pelos vereadores está a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da CAB, instaurada em setembro do ano passado, cujas oitivas e análises foram todas deixadas para 2014. 

O grupo, presidido pelo vereador Renivaldo Nascimento (PDT), visa investigar o serviço prestado pela CAB Cuiabá, empresa responsável pelo abastecimento de água e serviço de esgoto na Capital. 

Mesmo deixada para depois, a CPI é de tamanha importância que, conforme o presidente, caso haja continuidade nas constatações até agora obtidas, pode resultar até mesmo no pedido de anulação do contrato da concessionária com a prefeitura em seu relatório final. “Se ficar provado que a CAB não tem capacidade, vamos pedir que o serviço volte ao poder público”, declarou o pedetista. 


Outra iniciativa da Câmara que ficou esquecida em meio ao caos que circundou a atuação do ex-presidente foi, ironicamente, proposta por ele mesmo. Em novembro, quando ainda presidia a Mesa, João Emanuel afirmou que iria propor um projeto de lei com o objetivo de acabar com a “máfia” das empresas funerárias na Capital. O social-democrata propunha que o sistema de concessão do setor fosse alterado, oportunizando a ampla concorrência. 

O assunto, no entanto, não saiu do imaginário e só voltou à tona agora. A questão está sob responsabilidade do vereador Juca do Guaraná (PTdoB) que, nesta semana, visitou funerárias e o Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá. O intuito é saber mais sobre o sistema funerário e o motivo de o serviço ter custos tão elevados para a população. 
A discussão que levou mais tempo para ser retomada, no entanto, foi a da reformulação do Regimento Interno da Casa. O assunto era uma das propostas de João Emanuel quando se elegeu presidente, no início do ano. 

A medida foi propósito até de uma viagem do social-democrata a Brasília. Técnicos do Senado Federal também chegaram a vir a Cuiabá para ministrar oficinas aos vereadores voltadas ao tema. 

Os trabalhos da Comissão Especial formada para revisar o texto da legislação interna, no entanto, só começaram, efetivamente, agora. Mesmo assim, o próprio presidente do grupo, vereador Mário Nadaf (PV), já declarou não acreditar que o assunto vá atrair tanta atenção dos demais parlamentares. 

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