08 de Julho de 2020,

Política

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Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 17h:27 | Atualizado:

INVESTIGAÇÃO

Ex-deputado depõe em CPI nesta 4ª sobre "mensalinho" na AL

Vereadores querem saber se atual prefeito de Cuiabá era um dos beneficiários

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O ex-presidente da Assembleia Legislativa, o ex-deputado José Riva, foi intimado e irá depor na próxima quarta-feira (03.06), às 8h30, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). O depoimento será transmitido pelas redes sociais da Câmara Municipal de Cuiabá.

Riva é considerado peça fundamental, uma vez que ele confirmou a existência do pagamento de “mensalinho” feito pelo Governo do Estado para dezenas de deputados - ao longo de 20 anos em que estava como parlamentar -, em delação premiada firmada com o Ministério Público do Estado (MPE). Dentre esses deputados, segundo Riva, estava Emanuel Pinheiro, que teria recebido propina durante a época em que era parlamentar.

A declaração de Riva corrobora a afirmação do ex-governador Silval Barbosa, de que pagou propina para que Emanuel apoiasse os projetos do Executivo quando era deputado. A afirmação de Silval consta no acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria Geral da República (PGR) e foi reafirmada por ele durante a oitiva da CPI do Paletó, em março deste ano.

Além dele, seu ex-chefe de gabinete Sílvio Corrêa também afirmou que Emanuel recebia dinheiro de propina. Silvio, inclusive, gravou o vídeo em que flagra Emanuel Pinheiro enchendo os bolsos do paletó de dinheiro e que foi entregue em um conjunto de provas no acordo de delação premiada.

Ele também declarou à CPI do Paletó de que se trava de propina. Para o vereador Marcelo Bussiki (DEM), presidente da CPI do Paletó, o depoimento de Riva é necessário para reforçar o que tem sido notório ao longo da investigação da CPI: de que o dinheiro recebido por Emanuel era fruto de propina. “Tivemos certa dificuldade em intimar o ex-deputado José Riva, mas ele vai depor. Nossa expectativa é de que ele traga mais clareza sobre como eram feitos os pagamentos de mensalinho, que ele já declarou. E se, além da vez filmada, Emanuel já teria recebido outros valores”, disse.

OUTRAS OITIVAS

Além de Silval Barbosa e  Sílvio Corrêa, já foi intimado e depôs o servidor Valdecir Cardoso, que auxiliou na responsável por enquadrar a câmera usada para gravar o então deputado estadual Emanuel Pinheiro recebendo maços de dinheiro e os colocando no paletó.

Também foi intimado para depor o irmão do prefeito, Marco Polo Pinheiro, conhecido como Popó, pois Emanuel alegou que o dinheiro recebido era para pagamento de dívidas do irmão. No entanto, Popó se negou a depor sob o argumento de que um irmão não pode depor contra outro.

Com isso, os vereadores apresentaram o requerimento para que a esposa de Popó, Bárbara Pinheiro, seja intimada para depor, já que ela é sócia do marido e teria condições de esclarecer sobre a suposta dívida. O requerimento  será apreciado pela comissão possivelmente na quarta-feira, após o depoimento de José Riva.

Ao todo, a CPI tem 120 dias para conclusão. O prazo de encerramento dos trabalhos pode ser prorrogado mediante a solicitação da comissão. Assim que elaborado um relatório final, o documento deverá ser colocado para aprovação do plenário da Câmara de Vereadores.

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Comentários (2)

  • Persefoneriva | Terça-Feira, 02 de Junho de 2020, 08h18
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    0

    Estamos vivendo as premunições do financista Mohamed El’Erian, de uma encruzilhada (catástrofe) se não for adotado um sistema de desenvolvimento inclusivo. No Brasil. A instituição do Subsidio, EC 19/98 (FHC) e EC 47/2005, a pretexto de combater abusos do sistema comum de remuneração, acabou criando outros abusos: Emblematicanente, sequer foi regulamentada por seu próprio autor (FHC) e seus sucessores, resultando um apócrifo subsídio com piso em vez de teto e uma VI-Salario, resultado do discurso das corporações das esquerdas (companheirada), cujo debate se aflorou com a pandemia do COVID-19, nas recentes derrubadas das VIs TCE, MPMT e Vinculação do subsídio da PGE e PGAL. O fracasso desse sistema totalmente desvirtuado, traz o estigma da mentira, que resultou na existência de castas dos servidores públicos da elite, viralizada pela queda em desgraça política de todos os políticos que manipularam o subsídio/VI, vítimas da maldição bíblica (Zc 7:10): FHC, Aecio Neves (Ato 62/2001) Lula, Dilma, Temer, em MT, Riva/Bozaipo (Lei 8.112/2004), Blairo Maggi (LC 169/2004, etc.), e demais governadores lenientes Silval Barbosa, Pedro Taques (MM segue no mesmo caminho). Cabe novas cabeças dar seguimento em MT ao trabalho do PGR!

  • Edmilson rosa | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 17h51
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    Tudo na assembleia legislativa de Mato Grosso virá cpi mas essa que o Riva denunciou com provas desde 5 anos atrás nada virou, ministério público estadual não fiscaliza nada, acho e tenho a impressão de que o ministério público Federal tem que entrar no caso.

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