17 de Setembro de 2019,

Política

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Sexta-Feira, 12 de Julho de 2019, 16h:13 | Atualizado:

PROFESSORES PARADOS

Governo rejeita pagar reajuste em 3 vezes e não teme "boicote" na AL

Mauro Mendes reafirma que situação financeira do Estado não melhorou nos últimos dias a ponto de oferecer aumento aos profissionais da Educação


Da Redação

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A contraproposta apresentada pela Assembleia Legislativa ao governo do Estado para o reajuste de 7,69% a ser pago em três parcelas como condição de encerramento da greve da Educação foi rejeitada pelo governador Mauro Mendes (DEM). Ele reafirmou que nada mudou na situação financeira do Estado nos últimos dias, que continua estourando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), norma federal que se sobrepõe a qualquer lei estadual. 

“Nós já respondemos a Assembleia da mesma forma que nós respondemos a todos, inclusive, ao sindicato numa reunião que tivemos aqui com eles, dizendo clara e objetivamente: existe uma Lei de Responsabilidade Fiscal e federal aprovada no ano 2000 que ela é superior às leis estaduais hierarquicamente nessa prevalência de leis e diz claramente que estourando o limite de gastos com pessoal, nós ficamos impedidos de dar qualquer aumento na folha salarial e nada disso mudou na última semana, nos últimos meses. Enquanto não mudar não temos condições”, afirmou o chefe do Executivo na tarde desta sexta-feira (12). 

Pela proposta encaminhada pelo Legislativo Estadual na noite da última quarta-feira (10), seriam duas parcelas de 2,6% a serem pagas nas folhas salariais de agosto e novembro deste ano e outra de 2,49% correspondente ao mês de fevereiro de 2020. O presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM), leu o documento durante a sessão noturna e destacou que a aceitação por parte do governo colocaria fim à grave dos professores da rede estadual de ensino que se arrasta desde o dia 27 de maio. 

OBSTRUÇÃO DE PAUTA NA AL

Com a recusa da proposta elaborada pela Assembleia em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), já se cogita nos bastidores que a Assembleia poderá trancar a pauta e não votar assuntos de interesse do Governo. 

Sobre essa possibilidade, Mauro Mendes argumenta que o Legislativo é um poder autônomo, voltado para o diálogo e com total autonomia para tomar decisões. Porém, destaca que qualquer atitude nesse sentido não muda o fato de que o Estado continua estourando o limite de 49% da LRF para gastos com pessoal e dessa forma não pode e não vai conceder o reajuste exigido pelos professores. 

“Se obstruir a pauta mudar a Lei de Responsabilidade Fiscal ou fazer entrar mais dinheiro no caixa ok, está resolvido. Se fazer proposta também resolver o problema da LRF ou fazer entrar dinheiro no caixa, ok. Problema resolvido, mas nada disso aconteceu”, rebateu o governador . 

O democrata observa que o Parlamento Estadual tem uma dinâmica muito mais voltada ao diálogo e é importante que os deputados façam esse diálogo. “Nós respeitamos os nossos deputados, não tem problema nenhum. Eles ouviram a minha proposta, nós estamos aqui pra ouvir mas decidir em cima da verdade e fatos concretos. Eu não posso ser e não seremos uma administração irresponsável que vai ficar dando cheque sem fundo, autorizando gastos, obras", enfatizou Mendes.

 

 

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Comentários (8)

  • LRF | Sábado, 13 de Julho de 2019, 08h21
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    Só tem gente alienada por aqui ... vcs acham que o Mauro Mendes não concede o aumento por maldade? Vocês acham que ele não sabe que politicamente é bem melhor dar o aumento? Então ele é sádico é burro? Ele está CORRETO em não conceder o aumento nesse momento, o estado deve bilhões aos seus fornecedores, os salários estão sendo pagos de forma parcelada, a LRF PROÍBE o aumento mesmo que esteja em lei anterior. Só espero que quando a ficha dos professores cair (finalmente) o governador não recue no corte dos salários dos grevistas.

  • Cidadão | Sábado, 13 de Julho de 2019, 08h18
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    Senhores professores, sabemos que vcs tem uma reinvidicação própria, que é os 7,6%, mas os servidores dos outros órgãos, principalmente os órgãos que arrecada, estão perdendo a paciência. Já são 3 anos sem reposição inflacionário, pelo menos uns 15% de perdas salariais. Não do mais 2 anos e que vai parar esse Estado será novamente a greve geral e dessa vez não será só indea, detran. A Sefaz entrará na dança, aí quero ver esse governo chorar ou a gente vai tudo pro mesmo barco, se cairmos, cairão salário de desembargador, juíz, promotor etc. Pq quem arrecada nesse estado é o executivo.

  • Mané | Sexta-Feira, 12 de Julho de 2019, 21h34
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    Isso mesmo o que o atalaia escreveu..... Esse governador e o vice e a turma deles não estão nem aii pra paçoca com esses professores........ Que se dane a educação.......o que importa pra eles é o agronegócio....... Mentirosos, traíra, gananciosos,poceiros, todos é a cara de Blairo....

  • paulo | Sexta-Feira, 12 de Julho de 2019, 21h30
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    SR PAOLO................VC DEVERIA SABER DA VERDADEIRA REALIDADE DESTES TRABALHADORES..............ANTES DE CHAMA-LOS DE VAGABUNDOS................................................O QUE ELES REIVINDICAM E SOMENTE O QUE ESTA NA LEI................................................................QUE A RECOMPOSICAO INFLACIONARIA.........................................................PORQUE VC NAO CHAMAR DE VAGABUNDOS........OS SENHORES:... JOSE RIVA, SILVAL BARBOSA, EDER DE MORAES, ......ENTRE OUTROS....

  • O ATALAIA | Sexta-Feira, 12 de Julho de 2019, 20h19
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    Mauro Mendes, o senhor absoluto do Estado, arroga ares de autossuficiencia educacional, como se os professores e a educação nao tivessem nenhuma importância para a sociedade. Isso se chama despotismo....

  • JOENIL | Sexta-Feira, 12 de Julho de 2019, 18h45
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    Governo demagogo,não tem humildade,ele sabia da bonba por que candidatou?

  • Paolo | Sexta-Feira, 12 de Julho de 2019, 17h28
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    Não sou seu eleitor e nunca serei, mas vc esta certíssimo, continue cortando ponto desses petistas vagabundos.

  • Eleitor | Sexta-Feira, 12 de Julho de 2019, 16h50
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    10

    NÃO ADIANTA ESTE GOVERNO AGE POR BIRRA E PARA ELE SÓ UMA COISA QUE VAI RESOLVER É A DERROTA EM 2022. OS SERVIDORES UNIDOS COM OS SEUS FAMILIARES E AMIGOS VÃO IMPOR UMA DERROTA TÃO HUMILHANTE QUANTO FOI A DERROTA DO PEDRO TAQUES PODE ESCREVER GOVERNADOR A SUA VALIDADE VENCE EM 31.12.2022, MAURO MENDES NUNCA MAIS..

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