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Quinta-Feira, 19 de Junho de 2014, 11h:31 | Atualizado:

ÚLTIMA HORA

Maggi ainda espera colocar PR no palanque de Taques

erai-taques

 

O megaempresário progressista Eraí Maggi descartou a possibilidade de o PP fazer parte de uma terceira via aventada na base aliada pelo pré-candidato ao governo, ex-vereador Lúdio Cabral (PT). Da mesma forma, também desconsidera qualquer chance de a agremiação vir a compor com a base governista, como defendem líderes do PMDB, na pessoa do presidente, Carlos Bezerra. “Acho que essa discussão está esgotada. Temos uma posição no partido de caminhar com o senador Pedro Taques (PDT) que para nós é a melhor opção para gerir esse Estado, e agora esse diálogo sobre terceira via ou com os partidos da base não deve prosperar’, assinalou.

O PP deverá ser contemplado com a vice de Taques, através do presidente licenciado da Aprosoja, Carlos Fávaro. A ocupação dessa função tem provocado contratempos na oposição porque outras legendas requerem a indicação à vaga, como o PSB do prefeito Mauro Mendes.

A lista tríplice encabeçada por Fávaro conta ainda com os nomes dos ex-prefeitos de Rondonópolis, Adilton Sachetti (PSB) e de Alto Garças, Roland Trentini (DEM). O Democratas já está consolidado na majoritária, com o projeto de reeleição do senador Jayme Campos.

Eraí também tratou de desmistificar possível celeuma entra o PP e o PSB, ressaltando que “o prefeito Mauro Mendes sempre conduziu com louvores as discussões sobre os planos para as eleições e que ao final do debate, todos deverão ter assento como é de direito”. É uma maneira de suavizar o mal estar no grupo porque a tendência é a vice ficar com o PP, através de Fávaro.

Ele lembrou ainda que o ex-pre-feito Adilton Sachetti “é um dos nomes mais preparados para participar da disputa eleitoral”. Sachetti é ex-republicano, amigo de Blairo Maggi e por tabela, muito próximo de Eraí Maggi. Mesmo com as negativas do PP, endossadas pelo presidente estadual, deputado Ezequiel Fonseca, o partido deve continuar sendo cortejado até o dia 30, quando termina o prazo dado pela Justiça eleitoral para realização das convenções partidárias. Presidente do PMDB de Mato Grosso, Carlos Bezerra e Lúdio Cabral, fazem parte do time de otimistas que apostam as fichas numa mudança radical de posição do PP.

NOVA ARTICULAÇÃO

Eraí Maggi também tomou a frente de uma articulação que visa atrair o PR do deputado federal e pré-candidato ao Senado, Wellington Fagundes, para o bloco da oposição do pré-candidato ao governo, senador Pedro Taques (PDT). Longe dos holofotes da imprensa, ele está no comando de movimentações que contariam com apoio de membros da direção estadual republicana.

Essa nova tentativa teria como pano de fundo a crença de que Fagundes pode declinar dos planos à senatória. No PR, o assunto é tratado com extrema cautela, com análise de que no atual quadro, o partido já definiu sua posição de estar no grupo governista, como frisa o secretário-geral, Emanuel Pinheiro.

Para Eraí, as peças do jogo político ainda serão movidas muitas vezes antes do dia 27, quando ocorrem a maioria das convenções dos partidos integrados ao projeto majoritário do PDT. “Essa questão do PR ainda pode ser mudada. Temos muitos passos a serem dados até lá (se referindo a data da convenção) e esse cenário tende a ser alterado trazendo muitas surpresas”, disse.

Ele manteve conversas com outros membros da direção regional do PP, que segundo ele, tem a mesma interpretação, além de líderes do PDT que prefere não revelar. Eraí é primo do senador Blairo Maggi (PR), que continua afastado das discussões sobre o processo eleitoral. Em que pese essa posição do senador, o fato é que nem os partidos da base, nem Eraí, desistiram de tentar convencer Blairo Maggi a voltar para o contexto de discussões eleitorais.

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Comentários (3)

  • Moacir | Quinta-Feira, 19 de Junho de 2014, 22h27
    0
    1

    É isso Pedro Taques, pra ser governador vale tudo, até os investigados na Operação Ararath.

  • vivaldo marcorio | Quinta-Feira, 19 de Junho de 2014, 17h19
    5
    0

    Culpado do nosso grupo estar nessa situação foi os MAGGIS. LULA,DILMA ajudou muito GOVERNO BLAIRO, foi amigo companheiro a nível de arrumar o BANCO AMAGGI pra ele. o ingrato largou o grupo que elegeu pulou fora do barco largado os companheiro na mão ,Querendo apoiar PEDRO TAQUES.um grupo não vive sem líder...

  • José | Quinta-Feira, 19 de Junho de 2014, 13h03
    3
    1

    Sugiro ao futuro governador Pedro Taques que não aceite o PR em seu palanque, uma vez que o citado partido é da base ALIENADA do governo Silval. Caso aceite, será uma GIGANTESCA INCOERÊNCIA!

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