27 de Maio de 2020,

Política

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Segunda-Feira, 30 de Março de 2020, 09h:13 | Atualizado:

PENSÃO ILEGAL

MPF denuncia filha de ex-senador de MT


A Gazeta

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A funcionária pública aposentada, Gleyde Vuolo, filha do ex-senador Vicente Emílio Vuolo, foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por ter sacado R$ 17 mil da pensão que sua mãe, Leyde da Costa Vuolo, recebia do Senado. O MPF diz que os saques foram feitos depois que a esposa do ex-senador e mãe de Gleyde já havia falecido.

De acordo com a denúncia do MPF, entre 28 de janeiro de 2014 e 23 de junho do mesmo ano, Gleyde Vuolo induziu o Senado Federal a erro em relação ao óbito de sua mãe quando não informou o órgão que ela já havia falecido no dia 28 de janeiro. Neste período, porém, Gleyde continuou sacando a pensão que a mãe tinha direito por ter sido casada com o senador Vicente Vuolo, que faleceu em maio de 2001 depois de ser acometido de pneumonia.

Segundo o Ministério Público, Gleyde obteve vantagem de pelo menos R$ 14 mil neste período, provocando prejuízo à União. Ela sacou R$ 17 mil e, quando o Senado detectou a fraude, determinou o retorno do recurso via Banco do Brasil, mas a instituição bancária só conseguiu recuperar R$ 3.474,00.

Após autorização judicial para afastamento do sigilo dos dados bancários de Leyde, o MPF apurou que após a morte da pensionista houve intensa movimentação bancária na sua conta, inclusive com compras no cartão e transações bancárias (DOC e TED) a crédito de Gleyde Vuolo, além de cinco saques do benefício de pensão por morte. Ao ser questionada pela polícia, Gleyde teria confessado que realizou os saques em casas lotéricas dos valores relativos ao benefício previdenciário de sua mãe. Ela se justificou dizendo que realizou o dinheiro para quitar débitos que ficaram pendentes depois da morte da mãe.

O MPF estabeleceu o valor mínimo de paração dos danos causados pela infração de R$ 14.020,07. E estabeleceu a pena mínima relativa ao delito de apenas um ano por considerar baixo o valor do prejuízo, conforme previsão legal. Gleyde Vuolo também poderá ter o processo suspenso, conforme proposta do MPF, em caso de acordo para pagar o valor de R$ 14 mil, atualizado monetariamente, pagamento de prestação pecuniária para entidade pública ou privada com caráter social e apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais.

A reportagem entrou em contato com Gleyde Vuolo, mas até o fechamento desta edição nenhuma resposta foi enviada.

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Comentários (3)

  • Gilmar | Segunda-Feira, 30 de Março de 2020, 14h09
    1
    1

    Por isso a lei do abuso de autoridade. A acusação mal chegou ao judiciário e a imprensa já está sabendo... Quem será a fonte hein?

  • O atalaia | Segunda-Feira, 30 de Março de 2020, 11h36
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    0

    É uma apropriação indevida de dinheiro público que deve ser mesmo averiguada e, no mínimo,devolvidoa ao erário.

  • O atalaia | Segunda-Feira, 30 de Março de 2020, 11h33
    6
    0

    Foi um ato de desonestdade que pode ser enquadrado como crime e sujeitar a pessoa que recebeu indevidamente dinheito público ás penalidades cabíveis, alem da devolução dos valores. Isso tem que ser apurado com tigor....

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