10 de Abril de 2020,

Política

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Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 19h:07 | Atualizado:

ECONOMIA E PANDEMIA

"Precisamos salvar vidas sem arruinar a economia", defende Mauro

Governador explica que medidas precisam conciliar questões de saúde e econômicas

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Nesta quarta-feira (25.03), o governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes, em vídeo conferência com governadores de todo o Brasil, discutiu alternativas que possam conter o avanço do coronavírus e salvar a economia do país, de maneira simultânea. Do encontro virtual, participaram também os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM) e Davi Alcolumbre (DEM), respectivamente. 

O governador Mauro Mendes disse aos gestores e parlamentares que a grande virtude para ultrapassar este momento de crise mundial é o equilíbrio. “Aqui em Mato Grosso estamos buscando exatamente isso, o equilíbrio. Nós tomamos várias medidas restritivas para coibir aglomerações, eventos de qualquer natureza e tudo o que pudermos evitar para restringir a circulação das pessoas. Porém, não determinamos restrições às atividades econômicas, do comércio, indústria, das principais atividades da cadeia de produção”. 

Com nove casos de coronavírus confirmados no Estado - até o fechamento desta matéria -, as primeiras medidas preventivas para conter o avanço do COVID-19 foram publicadas em decreto, atualizado quase que diariamente. Sobre prioridades e especificidades, o governador Mauro Mendes foi criterioso. “Não podemos tomar as mesmas medidas de São Paulo porque temos em Mato Grosso 13 vezes menos população em uma área três vezes maior que São Paulo. Como vão ficar as micro e pequenas empresas deste país? Mais de 60% das empresas correspondem a elas [micro e pequenas]. Se entre 20% e 30% das empresas quebrarem, aproximadamente 1/3 dos brasileiros vai ficar sem emprego. Vai aumentar a violência, problemas sociais, saques, vai ficar caótica a situação”, alertou. 

Ainda sobre as consequências de uma grave crise econômica iminente, o governador Mauro Mendes lança suas atenções para a classe trabalhadora. “Como que as diaristas, os ambulantes vão sobreviver se a economia parar? De acordo com os dados científicos, isso vai durar muito mais. Neste momento, todos nós e o Congresso Nacional temos que ter serenidade para enfrentar a crise da Saúde e, consequentemente, a maior crise econômica deste país. E a maior crise política também, porque quando começar a faltar dinheiro e as pessoas começam a passar fome, ninguém segura o povo”, disse. 

Sobre encontrar alternativas viáveis para conter a crise da Saúde, mas consciente sobre a situação econômica que o pais enfrentará como consequência da pandemia, o governador defende critérios técnicos para salvar vidas e empregos ao mesmo tempo. “Precisamos salvar vidas sem arruinar vidas. Temos que organizar as medidas por critérios técnicos para evitar que os governadores e prefeitos tomem medidas muito acima daquilo que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde. Sem isso, o impacto econômico será imensurável para todos os brasileiros”, disse.

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Comentários (9)

  • Sacripanta | Quinta-Feira, 26 de Março de 2020, 08h58
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    Percebam caros cidadãos como é difícil um político que não tem empatia nem vínculo com o povo conseguir alguma coisa ele da entrevistas fala muito e nada diz , da boca dele apenas o servidor público aquele mesmo, que está trabalhando dentro das viaturas,hospitais, cadeias,delegacias são os vilões deste cenário a pandemia só vai se resolver se acabar com o salário desta gente e coisa e tal. O senhor seu Mauro Mendes perdeu a última chance que tinha com alguns que ainda tinham esperança no seu desgoverno. Se eu tiver vivo em 2022 tenho algo reservado pra ti canalha.

  • Indignado | Quinta-Feira, 26 de Março de 2020, 07h08
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    #VOLTA PEDRO TAQUES!!!

  • Analista Político | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 22h57
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    Mauro Mendes você está jogando o jogo do Dória, você vai querer o MT.

  • Cuiabano raiz | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 20h36
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    a Globo quer o piseiro do Brasil. Se os petistas quiserem ficar em casa que fique. Nós trabalhadores queremos trabalhar, é isso.

  • Contribuinte | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 20h30
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    Parabéns governador, na contra mão de todos os canalhas que governam outros estados, foi o único que teve a coragem de falar a verdade sem fazer politicagem, não se iluda com esses conspiradores, se eles querem quebrar os estados deles e arruinar a economia dos estados deles é problema deles, o povo saberá cobrar na hora certa, estamos a uma semana de quarentena e o que vemos é o princípio do caos, os mercados dos bairros começaram a entrar no ritmo dos aproveitadoras, subiram tudo, feijão semana passada estava 4,50 hj 7,95 tomate estava 3,80 hoje 7,00 e por aí vai, mete a fiscalização e puna todos cambada de canalhas, aproveitadores, faça.o que for preciso pra preservar os empregos, a economia de MT, vamos trabalhar, vamos deixar as pessoas de risco em casa monitorada e os que precisam trabalhar deixem trabalhar, vamos mostrar que MT é responsável com seu povo.

  • Raimundo | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 20h26
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    Bando de FDP, se juntaram com os chefes de quadrilhas do congresso. Se vcs acham que os governadores estão pensando no povo pobre, esquece, só querem reeleição, concorrer a presidente etc. Quero ver quando faltar comida na barriga do povo, o pau vai quebrar e ninguém lembrará de vírus algum, espere pra ver, dentro de dias vai faltar comida na mesa do autônomo, do pobre, do diarista... Mas não dos funcionários públicos, funcionários de televisão, políticos...

  • Simá Freitas de Medeiros | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 20h05
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    O senhor vai quebrar MT. Vou aguardar o choro. Só nos livre do seu secretário chorão !

  • Mestre dos 7 mares | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 19h33
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    0

    Solução: no funcionalismo público volte o meio expediente como era anteriormente. Crie cadastros de jovens que moram só e que estão em trabalho ativo. Autorize essas pessoas a voltar ao trabalho. Aqueles que possuem idoso ou crianças em casas que sejam poupadas e fiquem em casa. Mercados em horários reduzidos e multas para quem não cumprir tais regras. Pronto. Solucionado.

  • Cidadã | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 19h30
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    Precisamos urgente de máscaras, álcool e exames. Sem exames fica difícil saber quem tem quem ñ tem, quem já sarou.

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