Política Quarta-Feira, 08 de Maio de 2019, 09h:22 | Atualizado:

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ATAQUES

Senador de MT defende general contra Olavo

 

Da Redação

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O Senado Federal vai enviar voto de solidariedade ao general Eduardo Villas Bôas, o requerimento foi aprovado com apoio de grande número de senadores nesta terça-feira, 7. O documento para o envio do voto foi apresentado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) no início da sessão, em repúdio às declarações feitas contra o general por Olavo de Carvalho nas redes sociais, que fez referências negativas ao estado de saúde do ex-comandante do Exército, que sofre de uma doença degenerativa.

O ato contou com o apoio integral do senador Wellington Fagundes (PR-MT). Relator setorial do Orçamento de Defesa e Justiça na Comissão Mista de Orçamento, Wellington fez questão de destacar “o caráter, o ser humano, a liderança” do general Villas Bôas.  “Dentro das Forças Armadas, o Exército Brasileiro é, sem dúvida nenhuma, a instituição de maior credibilidade do País, e o general Villas Bôas foi sempre um grande líder daquela instituição”  - frisou.

No plenário, em pronunciamento, Fagundes ainda relatou os feitos de Villas-Boas em favor da Amazônia. “A BR-163 foi um trabalho fenomenal, com a presença do Exército Brasileiro” – disse. Ele citou ainda o projeto  Calha Norte como “um grande programa que o Exército brasileiro sempre desenvolveu em apoio àquela região” e que sempre teve o respaldo do general.

“Por isso, estou aqui não só assinando, mas também hipotecando esse voto de solidariedade, neste momento, a uma liderança que está, inclusive resistindo até ao seu problema de saúde, mas mostrando, acima de tudo, seu papel, como líder, em ajudar o Brasil a vencer essa crise” – acentuou.

Villas Bôas sofre de esclerose lateral amiotrófica e apesar da sua condição física exerce o cargo de assessor especial no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Além de Fagundes, outros senadores de diversos partidos repudiaram o que consideram uma agressão ao general. No início da sessão, os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Lasier Martins (Pode-RS) e Jorge Kajuru (PSD-GO), já tinham se manifestado.  O senador Jaques Wagner (PT-BA) considerou cruel e covarde a agressão de Olavo de Carvalho ao referir-se a um cidadão que sofre de uma doença auto-imune, que depende de balão de oxigênio para respirar.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) lamentou que apesar de há até pouco tempo ser um desconhecido, Olavo de Carvalho tenha ganhado relevância no país. Já a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) disse que ficou perplexa porque, segundo ela, o que se vê nas redes sociais é um embate focado, de uma forma rasteira, com palavras impronunciáveis e criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro diante do episódio.

O senador Major Olímpio (PSL-SP) também pediu qualidade no debate e destacou a colaboração do general Villas Bôas ao governo federal, que, “acometido de grave doença que lhe impõe várias sequelas, ainda acorda todos os dias com a disposição de um cadete com 15 anos de idade”. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) reclamou que uma única pessoa desestabiliza o Governo e o Brasil e pediu ao presidente da República que auxilie o Senado na tarefa de resolver os problemas do Brasil.

Também se manifestaram em solidariedade ao general Villas Boas os senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS), que falou ainda em nome do senador Paulo Paim (PT-RS); Eduardo Braga (MDB-AM); Kátia Abreu (PDT-TO); Otto Alencar (PSD-BA); Esperidião Amin (PP-SC); Omar Aziz (PSD-AM); Humberto Costa (PT-PE); e Carlos Viana (PSD-MG)

 





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